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Impulso ou planeamento?

por P1nheir8, em 18.11.15

 

Infelizmente, são várias as coisas que me têm desiludido no trabalho de Rui Vitória no Benfica. Não entrando hoje no campo do futebol praticado pela equipa ou pelas ideias - falta delas -, vou falar da forma como as escolhas dos jogadores têm sido feitas na equipa principal. 

 

A equipa do Benfica disputou 5 jogos amigáveis antes do primeiro jogo oficial. Foi uma pré-época algo atribulada e mal planeada. Equipa em constantes viagens, a jogar em condições que não a favorecem em nada, horários completamente diferentes dos de Portugal, muito tempo sem jogos e depois outros todos seguidos, entre outras coisas. Mesmo assim, nestes jogos dava para ir preparando a equipa e os jogadores com vista aos jogos que se avizinhavam. E claro, ter as ideias de quem contava ou não contava para a equipa. 

 

No jogo da Supertaça contra o Sporting, Rui Vitória apresentou algumas novidades na equipa titular que, mediante o que tinha sido a pré-época, pouco o faziam prever. Nélson Semedo foi o titular na lateral direita - nada contra ele ser titular -, mas durante a pré-época, em 5 jogos, fez apenas um a titular e outro em que jogou meia hora. Faz pouco sentido não dar mais minutos a um jogador que poderia ser titular e dar-lhe mais oportunidades nos jogos amigáveis. Assim, lançou-se o jogador da forma errada. Ola John também foi titular nesse jogo, mas durante a pré-época fez apenas um jogo a titular - saindo ao intervalo -, entrou depois em 3 deles na 2ª parte e no último nem jogou. Talisca jogou no apoio ao avançado, onde apenas tinha jogado uma vez nos jogos amigáveis. Jonathan que tinha somado vários minutos nem entrou, e Gonçalo Guedes que jogou 58 minutos em 5 jogos, foi uma das opções a sair do banco.

 

Na 1ª jornada da Liga NOS, continuamos com Ola John a titular. Talisca passa para o banco e Gonçalo Guedes volta a ser suplente utilizado. Samaris passa de um dos jogadores mais utilizados para o de nem do banco sair. Porém, entra aqui uma nova variante na equação - Victor Andrade. O extremo brasileiro que nem a pré-época tinha feito com a equipa principal, é o primeiro a ser chamado para entrar no jogo na 2ª parte. Segue-se o jogo contra o Arouca. Samaris volta para a equipa titular e Fejsa que tinha sido titular nos dois jogos oficiais da temporada, nem do banco sai. Ola John continua a titular, mas sai ao intervalo, entrando Victor Andrade para o seu lugar. Gonçalo Guedes passa de suplente utilizado nos dois jogos anteriores para nem no banco estar.

 

Na 3ª jornada da Liga NOS recebemos em casa o Moreirense. Victor Andrade é titular pela primeira vez, mas sai ao intervalo para entrar Gonçalo Guedes - o tal que nem no banco tinha estado no jogo anterior. Ola John não sai do banco de suplentes, enquanto Carcela nem no banco está, depois de ter sido uma das opções no jogo anterior. Na 4ª jornada, o Benfica tem a melhor exibição da época. Quanto à equipa, temos Gonçalo Guedes a titular, Ola John que tinha sido titular em 3 dos 4 jogos oficiais, é emprestado(?) ao Reading, Victor Andrade não sai do banco e é Nuno Santos que até então nunca tinha sido opção que entra no jogo. Entretanto, Talisca é titular depois de 3 jogos no banco.

 

No jogo seguinte, recebemos o Astana e não há nada a assinalar. Na 5ª jornada do campeonato, o Benfica desloca-se ao Estádio do Dragão. André Almeida é titular depois de ter 0 minutos oficiais na época. Victor Andrade já nem ao banco vai, voltando para a equipa B. Até chegar a paragem para as selecções, defrontámos o Paços de Ferreira em casa e o Atlético de Madrid fora de casa, não havendo grandes mudanças a assinalar.

 

O primeiro jogo depois da paragem é contra o Vianense para a Taça de Portugal. Como é natural, existiram várias mexidas. Sílvio é titular do lado direito, já que Nélson Semedo se lesionou na Selecção Nacional. Carcela joga a titular, assim como Nuno Santos. Quem volta é Victor Andrade, que depois de nem convocado ser na equipa principal e estar a jogar na equipa B, é o primeiro a sair do banco. No jogo seguinte, a equipa desloca-se à Turquia para defrontar o Galatasaray. Nuno Santos e Carcela que tiveram a oportunidade de se mostrar contra o Vianense e que não estiveram mal, nem no banco estão. Já Victor Andrade volta a ser opção, entrando na 2ª parte.

 

No jogo seguinte recebemos o Sporting para o campeonato. O jogo como todos sabemos corre mal. Eliseu sai ao intervalo, Victor Andrade não sai do banco e Carcela nem na ficha de jogo aparece. Depois da derrota, mais uma revolução contra o Tondela. Eliseu passa de titular para a bancada. Talisca que andava a nem sair do banco, é titular. Sílvio passa para a esquerda da defesa, enquanto André Almeida vai de titular desde o jogo conta o Porto para suplente. Victor Andrade já desapareceu da equipa mais uma vez, voltando agora Carcela, que é um dos suplentes utilizados. O mais incrível neste jogo, é a chamada de Clésio para a convocatória. Se já estar convocado era algo surpreendente e chocante, então ser titular a lateral direito ainda foi mais. Falamos de um jogador que é extremo/avançado e que nem na equipa B jogava com o mínimo de regularidade. Inacreditável.

 

No jogo seguinte, recebemos em casa o Galatasaray na 4ª jornada do Grupo C da Liga dos Campeões. Clésio não pode ser convocado, já que nem inscrito na Liga dos Campeões estava. Eliseu volta da bancada para ser titular, voltando Sílvio para a lateral direita da defesa. André Almeida é titular no lugar do castigado Samaris - decisão natural e compreensível. Carcela volta a ter oportunidade de entrar. No último jogo realizado, recebemos o Boavista em casa na 10ª jornada do campeonato. André Almeida dá naturalmente o lugar de volta a Samaris e Carcela é novamente suplente utilizado. Clésio, o tal que na última jornada da Liga foi titular na equipa principal, é durante este fim-de-semana suplente de um outro jogador adaptado a lateral na equipa B – sem palavras. Nuno Santos nunca mais apareceu depois do jogo contra o Vianense.

 

Não consigo perceber esta constante rotatividade ou o que lhe queiram chamar. Isto é o felling do momento e o decidir por impulso ou o fruto do trabalho continuado ao longo das semanas e o planeamento? Parece-me naturalmente o impulso e o feeling do momento. Claro que não estou a defender que joguem sempre os mesmos, que não existam mudanças ou rotatividade na equipa, mas elas têm de ser feitas com o mínimo de critério. É que vemos alguns jogadores a aparecerem e desapareceram sem se perceber o porquê, depois para outros há oportunidades e paciência, enquanto que alguns nem sabem o que isso é. O plantel não é o melhor, mas continuar com esta política de escolhas ainda faz com que a equipa esteja mais instável.

 

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