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Análise ao Benfica vs Boavista

por P1nheir8, em 09.11.15

 

Depois da vitória na Liga dos Campeões, o Benfica recebeu em casa o Boavista, em jogo a contar para a 10ª jornada da Liga NOS. No comando técnico dos axadrezados está Petit, um velho conhecido do Estádio da Luz. Para este jogo, apenas uma alteração relativamente ao último 11 apresentado. Regressou Samaris e saiu André Almeida. Júlio César, Sílvio, Luisão, Jardel, Eliseu, Samaris, Talisca, Gonçalo Guedes, Nico Gaitán, Jonas e Raúl. Foi esta a equipa titular do Benfica.

 

Os primeiros 15 minutos de jogo foram pouco interessantes. Muita circulação de bola do Benfica, mas muita lentidão e pouca ou nenhuma dinâmica. O único lance de algum perigo acabou por ser um remate de longe de Sílvio após um canto. Aos 18 minutos, temos um livre perigoso mesmo na entrada da área, mas Jonas atira contra a barreira.

 

O Boavista tentava defender atrás, apenas fazendo um pouco mais de pressão quando a bola entrava no seu meio-campo, tentando recuperar e sair em contra-ataque. Com o passar dos minutos, o jogo pouco mudava, com o Benfica a ter quase a posse de bola toda, mas sem em momento nenhum criar qualquer desequilíbrio ou quebrar a barreira defensiva adversária com o seu jogo ofensivo.

 

Era desesperante o que se passava em campo. Nem um lance de perigo se via. Tudo era feito de uma forma lenta e previsível. Quando nada o fazia prever, o Benfica faz o 1-0. Gaitán faz um cruzamento atrasado e Gonçalo Guedes aparece na entrada da área a inaugurar o marcador com um belo remate.

 

Até o árbitro apitar para o intervalo, mais nada de importante aconteceu e o Benfica vencia por 1-0 ao fim dos primeiros 45 minutos.

 

 

Esta foi uma má 1ª parte. Muita posse de bola - bastante consentida pelo adversário - e sem nada resultar dela. Tivemos mais de 70% de posse de bola e nem um lance de grande perigo criámos. O golo nasceu da continuação de um lance de bola parada, porque entrar com ela jogável na defesa do Boavista, não se conseguiu. Tudo muito lento, muito previsível, sem dinâmica, sem velocidade, sem tudo. O Boavista não atacou praticamente nenhuma vez na 1ª parte e mesmo assim os lances de perigo em ambas as balizas foram quase os mesmos - nenhuns. 

 

Não se pode dizer grande coisa da defesa. Não tiveram praticamente trabalho nenhum. Os laterais também pouco deram ofensivamente à equipa. Samaris e Talisca também muito apáticos. O grego sempre mais activo na recuperação da bola, já Talisca voltou a ser o que nos tem habituado nos últimos largos meses. Nem para a frente nem para trás.

 

Gonçalo Guedes marcou um belo golo. Gaitán é o único que imprime dinâmica e velocidade na equipa. É bola nele e ele que tente resolver os problemas. Jonas também não esteve bem e Petit sabe a importância que ele tem. Colocou um jogador sempre perto dele para não o deixar jogar e o Benfica teve muitos problemas com isso. Raúl foi mais do mesmo. Tem corrido muito, lutado muito, mas depois tudo espremido não dá em nada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O golo de Gonçalo Guedes.

 

 

 

 

Para a 2ª parte, Rui Vitória não fez nenhuma alteração. A equipa não entrou muito bem, ou melhor, entrou como tinha estado durante os primeiros 45 minutos. No reatar do jogo, apareceu um Boavista mais pressionante e o Benfica tinha ainda mais dificuldades em chegar com a bola ao ataque.

 

Não foi de estranhar que aos 55 minutos Rui Vitória fizesse a primeira alteração na equipa. Saiu Raúl e entrou Mitroglou. Por incrível que pareça, o jogo ainda estava tão mau ou pior que na 1ª parte. Tudo lento, sem dinâmica, sem vontade. Não se via nada em campo, até que aos 61 minutos aparece Jonas a atirar ao poste, depois de um belo remate de fora da área.

 

Com a entrada de Mitroglou, Jonas ficou mais solto. Gonçalo Guedes após iniciativa individual, cria um lance de perigo aos 71 minutos, mas quando podia ter tentado o remate, procurou a assistência e o lance perdeu-se.

 

Aos 79 minutos e na cobrança de um livre, Talisca atira ao poste, depois da bola ter sido desviada na barreira. A segunda substituição no Benfica acontece pouco depois do livre, com a saída de Jonas e a entrada de Carcela. O marroquino foi colocar-se do lado direito do ataque, com Gonçalo Guedes a ir para a esquerda e Gaitán a ser o apoio de Mitroglou.

 

O jogo caminhava tranquilamente para o final, sem nada de grande destaque acontecer. Porém, o golo da tranquilidade aparece aos 88 minutos. Jardel cabeceia à trave e Carcela marca na recarga.

 

A última substituição acontece aos 93 minutos. Sai Nico Gaitán e entra Renato Sanches. Logo de seguida, o fim do jogo, com o Benfica a ganhar por 2-0.

 

 

Não vale a pena estar a repetir tudo o que disse no final da 1ª parte, já que voltou a acontecer o mesmo. O Boavista subiu um pouco as linhas, criando um pouco mais de dificuldade nas saídas a jogar mas pouco mais que isso. Não conseguiu criar qualquer lance de perigo. A defesa manteve-se bem, não complicando o que foi sempre fácil de resolver. Sílvio tem melhorado nos últimos jogos que fez.

 

No meio-campo os problemas continuaram. Enquanto os dois médios jogarem tanto a par, a equipa perderá mais com isso do que qualquer coisa que - eventualmente - possa ganhar. Guedes teve uma boa iniciativa individual e Gaitán continuou a ser o desequilibrador. Perde várias vezes a bola, mas é o que mais dá à equipa.

 

Jonas com Mitroglou em campo já teve mais espaço para jogar entre linhas, mas mesmo assim longe do que nos tem habituado. Mitroglou pouco se mostrou também. Carcela marcou o golo, estando no sítio certo. Quanto à entrada de Renato Sanches aos 93 minutos, nem vale a pena comentar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grande toque de Mitroglou que deixa Jonas no um para um, mas não era o dia do avançado brasileiro.

 

 

O livre de Talisca ao poste.

 

 

 

 

O golo de Carcela.

 

 

Este foi um jogo desesperante por parte do Benfica. Sim, ganhámos, mas a exibição foi péssima. Claro que a equipa vinha algo cansada do jogo a meio da semana, mas nada é desculpa para tamanha falta de tudo em campo. Não vale a pena estar aqui a bater nos problemas da equipa todas as semanas, eles são sempre os mesmos e já cansa falar disso e não se ver qualquer solução em campo para isso. Sim, já li muito sobre estatísticas e bolas ao poste, mas é preciso perceber o contexto e não se tentar abafar o que se passou no campo. Podes ter muita parte de um todo, mas tens de conseguir algo com essa parte, ou então não te valerá de muito.

 

Não consigo perceber porque é que contra o Boavista em casa, se joga com dois médios centro a par e que não têm autorização para atacar. Andam ali o jogo todo a fazer passes para o lado e para trás e nem um único movimento de ruptura fazem, nem uma única vez se aproximam da área, deixando os quatro jogadores da frente para resolver contra uma muralha defensiva e com uns processos tão fracos. É que se é para ganharmos segurança defensiva, não faz sentido. Os dois médios continuam a ser ultrapassados em várias situações. Defender com muitos, não quer dizer que se vá defender bem. Depois é bolas para a área sem qualquer nexo. Corre uma vez mal, a seguir voltamos a fazer.

 

Depois não consigo passar ao lado da questão Clésio. Esta situação do jogador moçambicano, é digna de um campeonato distrital ou do INATEL. Quer dizer, o jogador aparece assim para ser titular na equipa principal do Benfica, isto sem ser a posição dele ou ter minutos na equipa B naquela mesma posição - mesmo em outra eram poucos. Passado uma semana, já nem é convocado, voltando para a equipa B, onde no jogo que fazem é suplente de um lateral direito que também está a ser adaptado. Eu não consigo qualificar isto. Estamos a falar do Benfica, não de uma equipa que se junta ao domingo para fazer uma jogatana de manhã, depois almoçarem todos e passarem a tarde a jogar às cartas. Inacreditável. 

 

Que Rui Vitória aproveite esta paragem para melhorar a equipa e que não aconteça como na anterior em que a equipa apareceu bem pior depois da pausa. É preciso muito trabalho e menos passeios e folgas. É preciso mais, muito mais, e estão a chegar jogos bem difíceis. Ou existem melhorias, ou vamos passar muitas dificuldades. 

 

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publicado às 19:49


1 comentário

De Ricardo Fernandes a 10.11.2015 às 10:30

Ao contrário do que se diz aqui, no comentário acima, eu via no Sporting do Marco Silva, muito disto: bola na lateral e centro para o meio. Se bem que este ano já passou por um grande e será campeão, não parece ter perfil para o que se quer no Benfica. O discurso esse sim é melhor, muito melhor.

Não acho que qualquer um dos treinadores falados para o Benfica seriam suficientes. Talvez o Paulo Sousa, talvez o Paneira, sendo que o meu preferido seria sempre o Vitor Pereira. Não haveriam mind games com esse.

Abraços

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