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Análise ao Benfica vs Vitória FC

por R_9, em 21.04.16

 

Terminada a campanha europeia, na segunda-feira voltaram os jogos do campeonato. A 5 jornadas do fim, era o Vitória de Setúbal que visitava o Estádio da Luz, em mais um jogo da Liga NOS. Para este jogo, Rui Vitória apostou na equipa que tem sido mais utilizada nos últimos tempos, com excepção de André Almeida, que foi substituído por Nélson Semedo. Ederson, Nélson Semedo, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Fejsa, Renato Sanches, Pizzi, Nico Gaitán, Jonas e Mitroglou, foi a equipa que entrou para este jogo.

 

 

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publicado às 18:12

Análise ao Benfica vs Braga

por R_9, em 04.04.16

 

Depois da paragem para os encontros das selecções, na sexta-feira o Benfica recebeu o SC Braga no Estádio da Luz. Não se esperava um jogo nada fácil, já que a equipa minhota, comandada por Paulo Fonseca, tem feito uma grande época. Para este jogo, voltámos a contar com alguns jogadores que tinham estado lesionados e castigados, apresentando em campo a equipa quase na máxima força. Ederson, André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Fejsa, Renato Sanches, Pizzi, Nico Gaitán, Jonas e Mitroglou. Foi com esta equipa que nos apresentámos em campo.

 

 

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publicado às 23:32

Análise ao Benfica vs Tondela

por R_9, em 18.03.16

 

Alguns dias depois de garantir a passagem para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, na segunda-feira o Benfica voltou a jogar para a Liga NOS. No Estádio da Luz, recebíamos o Tondela, último classificado do campeonato. Para este jogo, Rui Vitória não fez grandes mexidas, apresentando aquilo que se esperaria mediante a convocatória. Alguma surpresa em continuar a colocar Nelsinho a titular, visto que André Almeida já poderia jogar e tinha vindo a ser aposta. Acho, no entanto, que o treinador do Benfica fez bem em tomar esta opção. Já para o lugar do castigado Renato Sanches, nenhuma surpresa, entrando Talisca como era de esperar. Ederson, Nelsinho, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Fejsa, Talisca, Pizzi, Nico Gaitán, Jonas e Mitroglou. O nosso 11 titular para este embate.

 

 

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publicado às 17:40

Análise ao Benfica vs FC Porto

por R_9, em 14.02.16

 

Naquele que é sempre um dos jogos mais aguardados do ano, o Benfica recebeu o FC Porto na sexta-feira. Um jogo que significava muito, pois com a vitória o Benfica garantia a continuidade no primeiro lugar, esperando depois pelo resultado do Sporting para se saber se em igualdade ou vantagem numérica, afastando também a equipa azul e branca quase irremediavelmente da luta pelo título, pois ficaria a 9 pontos do Benfica. Para este jogo, Rui Vitória apresentou o 11 esperado, pois Lisandro e Fejsa não recuperaram das lesões. Júlio César, André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Samaris, Renato Sanches, Gaitán, Pizzi, Jonas e Mitroglou. A equipa com que nos apresentámos em campo para disputar o Clássico.

 

 

 

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publicado às 18:58

Análise ao Benfica vs Arouca

por R_9, em 25.01.16

 

Depois da vitória a meio da semana para a Taça CTT, no sábado foi dia do Benfica receber em casa no Arouca. Com a vitória, iríamos passar para primeiro lugar, já que o Sporting apenas jogava a seguir ao nosso jogo, colocando assim mais alguma pressão nos nossos adversários. Para este confronto, Rui Vitoria fez duas alterações ao 11 habitualmente titular nos últimos jogos do campeonato. O lesionado Fejsa deu lugar a Samaris, enquanto na frente de ataque tivemos Mitroglou a fazer dupla com Jonas, relegando Raúl para o banco de suplentes. Júlio César, André Almeida, Lisandro, Jardel, Eliseu, Samaris, Renato Sanches, Pizzi, Carcela, Jonas e Mitroglou. Foi esta a equipa inicial para defrontar o Arouca.

 

 

 

 

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publicado às 14:16

Análise ao Benfica vs Marítimo

por R_9, em 07.01.16

 

Depois da vitória em Guimarães, ontem foi dia do Benfica receber o Marítimo em casa, numa jornada da Liga NOS disputada a meio da semana. Para este jogo, Rui Vitória fez apenas uma alteração na equipa titular, entrando Carcela para o lugar de Nico Gaitán. Júlio César, André Almeida, Lisandro, Jardel, Eliseu, Fejsa, Renato Sanches, Carcela, Pizzi, Jonas e Raúl. Foi com este 11 inicial que nos apresentámos no Estádio da Luz.

 

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publicado às 22:07

Análise ao Benfica vs Rio Ave

por R_9, em 21.12.15

 

Depois do empate a meio da semana na Madeira, o Benfica voltava a jogar em casa. Desta vez, foi o Rio Ave a visitar o Estádio da Luz. Para este jogo, Rui Vitória fez apenas uma alteração relativamente ao jogo anterior, entrando Samaris para o lugar de Fejsa. Júlio César, André Almeida, Lisandro, Jardel, Eliseu, Samaris, Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Pizzi, Jonas e Mitroglou.Foi esta a equipa titular escolhida pelo treinador do Benfica para este jogo.

 

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publicado às 19:48

Análise ao Benfica vs Académica

por R_9, em 05.12.15

 

 

Depois de quase um mês sem jogar no Estádio da Luz, o Benfica voltou a casa. O adversário foi a Académica e para este jogo Rui Vitória fez apenas uma alteração na equipa titular que tinha defrontado o SC Braga. Saiu Gonçalo Guedes e entrou Jonas, voltando Gaitán para a esquerda e Jonas para jogar no seu posto habitual. Júlio César, André Almeida, Lisandro, Jardel, Eliseu, Fejsa, Renato Sanches, Pizzi, Gaitán, Jonas e Mitroglou.

 

Como era esperado, a Académica veio ao Estádio da Luz defender com as linhas muito baixas e dar a iniciativa de jogo ao Benfica, não fazendo qualquer tipo de pressão alta. Os primeiros 15 minutos de jogo demonstraram isso mesmo. Benfica com muita posse de bola, a trocar em zonas recuadas do terreno, mas sem conseguir entrar com ela na muralha defensiva da briosa. Poucas vezes chegámos com perigo à baliza contrária e nenhuma delas com perigo.

 

O primeiro lance de perigo aparece aos 16 minutos. Recuperação de Renato que entrega em Pizzi, mas o médio atira por cima da baliza. Aos 24 minutos aparece a primeira boa jogada do Benfica. Combinação entre Jonas e Pizzi, mas o remate do médio sai à figura do guarda-redes. Voltamos a chegar com algum perigo à baliza da Académica pouco depois. Primeiro é Jonas num contra-ataque, depois é André Almeida com um remate de longe.

 

O jogo continuava muito chato e com poucos motivos de interesse. O Benfica pressionava um pouco mais, mas nada retirava disso. Depois, ofensivamente, as coisas continuavam muito sofríveis, com pouco ou nada a ser criado. Posse de bola era feita de uma forma muito lenta e com pouco dinamismo. Num lance um pouco caricato, o Benfica tem a seu dispor uma grande penalidade aos 35 minutos. Jonas não perdoa e faz o 1-0.

 

Pouco aconteceu de interessante  depois do golo e o jogo acabou por chegar ao intervalo com o Benfica a vencer por 1-0.

 

 

Esta foi uma primeira parte sem grande interesse. A Académica veio jogar com o autocarro, e o Benfica pouco de bom fez para contrariar isso. Não mostrámos quase nada ofensivamente, tivemos uma posse de bola com pouca dinâmica, criaram-se poucas linhas de passe, muita lentidão em campo e assim era difícil ultrapassar as linhas adversárias. Os dois médios jogaram muito recuados e a par, e pouco participaram no momento ofensivo, o que ajudou a piorar ainda mais a situação.

 

Júlio César foi um espectador durante os primeiros 45 minutos, assim como a defesa quase toda. Pouco ou nenhum trabalho defensivo tiveram. Os laterais também participaram pouco no jogo ofensivo da equipa e raramente subiram no flanco. Sobre Renato e Fejsa foi o que já disse. Estiveram muito recuados e nenhum deles a subir para tentar o desequilíbrio. Muitas vezes a par em cima da linha de meio-campo, o que ainda dificultou mais as coisas.

 

Pizzi continuou a apresentar um bom nível como nos jogo anteriores. Muitos movimentos interiores e a procurar espaços para ter bola. Gaitán no um para um continuou a mostrar que é muito forte, mas também sem brilhar muito. Jonas teve dificuldade em ter bola, já que a zona dele estava muito marcada. Mitroglou praticamente não tocou na bola, nem teve nenhuma oportunidade para fazer golo.

 

 

Bem jogado com Jonas a receber entre linhas, entregando depois a Pizzi. O cruzamento é que acaba por sair mal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A melhor jogada do Benfica na primeira parte. Jonas deixa com qualidade para Pizzi, que remata depois para defesa do guarda-redes da Académica. Mitroglou estava sozinho, mas o passe era difícil.

 

 

 

 

 

 

Deixa algumas dúvidas.

 

 

O penalti convertido por Jonas.

 

 

Para a 2ª parte, nenhuma alteração na equipa. Nos primeiros minutos da segunda parte a Académica tentou mostrar algo mais do que tinha feito na primeira - também não era difícil -, mas foi por pouco tempo. O Benfica rapidamente voltou a dominar o jogo e a Académica voltou a baixar as suas linhas. Renato adiantou-se mais no terreno, deixando de estar tão recuado. 

 

O jogo continuava a ser o que tinha sido durante os primeiros 45 minutos, com pouco a mudar no que se via em campo. Aos 66 minutos a Académica chega com algum perigo à baliza do Benfica, mas Jardel consegue cortar a bola. Logo a seguir a este lance, a primeira alteração no Benfica. Sai Fejsa e entra Samaris.

 

O segundo golo do Benfica aparece aos 70 minutos. Jonas volta a marcar de grande penalidade, depois de um corte com o braço de um jogador da Académica na área. A segunda substituição no Benfica acontece aos 74 minutos. Sai Pizzi e entra Gonçalo Guedes.

 

O jogo foi ficando partido com o passar dos minutos. A Académica tentava esticar um pouco mais, mas a ocupação dos espaços já era bem menos eficiente, e o Benfica tinha mais espaço para jogar e sair em contra-ataques rápidos. Num desses lances, Mitroglou atira à figura do guarda-redes, depois de passe de Gaitán.

 

A última substituição acontece aos 80 minutos. Sai Mitroglou e entra Carcela. Gaitán foi colocar-se junto a Jonas no ataque, ficando Carcela e Guedes com as alas. O jogo caminhava tranquilamente para o final até que aos 85 minutos aparece o momento da noite. Renato enche-se de fé e num magnifico pontapé levanta o Estádio da Luz com um fantástico golo. Brilhante golo do menino.

 

Até ao fim do jogo, apenas a Académica no último lance criou perigo depois de um livre lateral e o Benfica chegou algumas vezes com a bola na frente, não tomando a melhor opção no passe final. O resultado final foi de 3-0 e o Benfica conquistava a sua quarta vitória seguida no campeonato.

 

 

Esta segunda parte não foi muito diferente da primeira no nível de futebol jogado. O Benfica melhorou um pouco com a subida no terreno de Renato Sanches, mas mesmo assim nada que entusiasmasse muito quem assistia ao jogo. Continuou a lentidão, a falta de dinâmica e o processo ofensivo com muitas debilidades. 

 

A defesa foi mais do mesmo. Ainda tiveram ali um ou outro lance para cortar, mas estiveram bem e não facilitaram. André Almeida envolveu-se mais no jogo ofensivo da equipa nesta segunda parte, assim como Eliseu, mas pouco resultou daí, já que depois a opção final era quase sempre a pior. Fejsa mostrou as normais debilidades quando em jogos como este tem de participar mais nas tarefas de construção de jogo. Renato subiu de produção com o adiantamento no terreno. Deu mais soluções de passe, mais dinâmica e pressionou um pouco mais alto. O golo é sublime. Digno do que ele é. Um prodígio. 

 

No quarteto ofensivo pouco mudou, continuando a ser o que foram na primeira parte. Mitroglou teve muito pouca bola, fruto do jogo ofensivo mau que a equipa teve. Samaris entrou para dar mais força ao meio-campo e dar um pouco mais de acutilância, apesar de não ser um prodígio técnico, acaba por construir melhor que Fejsa. Guedes entrou com vontade, mas tomou algumas más decisões. Carcela abanou um pouco aqueles 10 minutos finais, mostrando que se calhar merece mais minutos do que aqueles que tem tido.

 

 

 

 

 

 

 

 

Grande arrancada de Renato Sanches, mas depois o passe sai mal.

 

 

Lisandro batido no um para um e Fejsa com uma abordagem ridícula ao lance, deixando ainda o espaço central aberto. Valeu Jardel a fechar bem e a cortar a bola.

 

 

 

 

O 2-0.

 

 

Bem jogado, com Eliseu a fazer uma boa movimentação, mas o cruzamento depois sai mal.

 

 

 

 

 

 

 

 

Para guardar.

 

 

A Académica veio jogar bastante recuada no terreno, mas mesmo assim exigia-se mais futebol ao Benfica. O jogo ofensivo da equipa continua muito fraco e com poucas soluções para ultrapassar as dificuldades que estas equipas lhe colocam. A equipa cada vez dá mais a ideia de que é sem bola que se sente mais confortável. Ou seja, naqueles jogos em que damos mais a iniciativa ao adversário, as coisas parecem melhores. Quando temos de assumir e jogar à Benfica, estamos sempre a aguardar que uma das individualidades resolva, porque trabalhado aparece muito pouco.

 

Rui Vitória mexeu bem ao subir Renato no terreno, pois aí as coisas melhoram, já que ele consegue sozinho dar muitas coisas que faltam ao jogo ofensivo da equipa. A defesa tem estado bem e há alguns bons movimentos para envolver os laterais no jogo ofensivo em determinadas situações de jogo. Vamos ver se é para continuar. São precisos mais apoios, mais linhas de passe e acho que a equipa está muitas vezes demasiado aberta no campo. Os avançados têm pouca bola e é difícil para eles fazer algo quando lhes chega jogo ofensivo. Os movimentos de Pizzi têm sido bastante bons, e a equipa pode tirar muitas vantagens do novo posicionamento dele em campo.

 

Faltam jogadores importantes e que com a sua qualidade vão dar mais a esta equipa, mas não serão eles por si a resolver, é preciso que a equipa renda mais. São importantes estas quatro vitórias seguidas no campeonato, numa altura em que a equipa não tem margem de erro. 

 

Não há muito mais a dizer nem para ser analisado. Vem aí um jogo difícil na terça-feira e espero ver o Benfica passar no primeiro lugar do grupo.

 

Ps: Como este jogo não deu grande matéria para ser analisada como praticamente todos até agora, deixo o convite aos leitores do Eu Visto de Vermelho e Branco para passarem no outro blogue de alguns de nós e que é menos conhecido. Se gostam destas análises, também gostarão daquelas. São mais viradas para o futebol internacional e por exemplo encontrarão a análise à equipa que hoje vergou o Bayern de Pep Guardiola. 

 

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publicado às 18:58

Impulso ou planeamento?

por R_9, em 18.11.15

 

Infelizmente, são várias as coisas que me têm desiludido no trabalho de Rui Vitória no Benfica. Não entrando hoje no campo do futebol praticado pela equipa ou pelas ideias - falta delas -, vou falar da forma como as escolhas dos jogadores têm sido feitas na equipa principal. 

 

A equipa do Benfica disputou 5 jogos amigáveis antes do primeiro jogo oficial. Foi uma pré-época algo atribulada e mal planeada. Equipa em constantes viagens, a jogar em condições que não a favorecem em nada, horários completamente diferentes dos de Portugal, muito tempo sem jogos e depois outros todos seguidos, entre outras coisas. Mesmo assim, nestes jogos dava para ir preparando a equipa e os jogadores com vista aos jogos que se avizinhavam. E claro, ter as ideias de quem contava ou não contava para a equipa. 

 

No jogo da Supertaça contra o Sporting, Rui Vitória apresentou algumas novidades na equipa titular que, mediante o que tinha sido a pré-época, pouco o faziam prever. Nélson Semedo foi o titular na lateral direita - nada contra ele ser titular -, mas durante a pré-época, em 5 jogos, fez apenas um a titular e outro em que jogou meia hora. Faz pouco sentido não dar mais minutos a um jogador que poderia ser titular e dar-lhe mais oportunidades nos jogos amigáveis. Assim, lançou-se o jogador da forma errada. Ola John também foi titular nesse jogo, mas durante a pré-época fez apenas um jogo a titular - saindo ao intervalo -, entrou depois em 3 deles na 2ª parte e no último nem jogou. Talisca jogou no apoio ao avançado, onde apenas tinha jogado uma vez nos jogos amigáveis. Jonathan que tinha somado vários minutos nem entrou, e Gonçalo Guedes que jogou 58 minutos em 5 jogos, foi uma das opções a sair do banco.

 

Na 1ª jornada da Liga NOS, continuamos com Ola John a titular. Talisca passa para o banco e Gonçalo Guedes volta a ser suplente utilizado. Samaris passa de um dos jogadores mais utilizados para o de nem do banco sair. Porém, entra aqui uma nova variante na equação - Victor Andrade. O extremo brasileiro que nem a pré-época tinha feito com a equipa principal, é o primeiro a ser chamado para entrar no jogo na 2ª parte. Segue-se o jogo contra o Arouca. Samaris volta para a equipa titular e Fejsa que tinha sido titular nos dois jogos oficiais da temporada, nem do banco sai. Ola John continua a titular, mas sai ao intervalo, entrando Victor Andrade para o seu lugar. Gonçalo Guedes passa de suplente utilizado nos dois jogos anteriores para nem no banco estar.

 

Na 3ª jornada da Liga NOS recebemos em casa o Moreirense. Victor Andrade é titular pela primeira vez, mas sai ao intervalo para entrar Gonçalo Guedes - o tal que nem no banco tinha estado no jogo anterior. Ola John não sai do banco de suplentes, enquanto Carcela nem no banco está, depois de ter sido uma das opções no jogo anterior. Na 4ª jornada, o Benfica tem a melhor exibição da época. Quanto à equipa, temos Gonçalo Guedes a titular, Ola John que tinha sido titular em 3 dos 4 jogos oficiais, é emprestado(?) ao Reading, Victor Andrade não sai do banco e é Nuno Santos que até então nunca tinha sido opção que entra no jogo. Entretanto, Talisca é titular depois de 3 jogos no banco.

 

No jogo seguinte, recebemos o Astana e não há nada a assinalar. Na 5ª jornada do campeonato, o Benfica desloca-se ao Estádio do Dragão. André Almeida é titular depois de ter 0 minutos oficiais na época. Victor Andrade já nem ao banco vai, voltando para a equipa B. Até chegar a paragem para as selecções, defrontámos o Paços de Ferreira em casa e o Atlético de Madrid fora de casa, não havendo grandes mudanças a assinalar.

 

O primeiro jogo depois da paragem é contra o Vianense para a Taça de Portugal. Como é natural, existiram várias mexidas. Sílvio é titular do lado direito, já que Nélson Semedo se lesionou na Selecção Nacional. Carcela joga a titular, assim como Nuno Santos. Quem volta é Victor Andrade, que depois de nem convocado ser na equipa principal e estar a jogar na equipa B, é o primeiro a sair do banco. No jogo seguinte, a equipa desloca-se à Turquia para defrontar o Galatasaray. Nuno Santos e Carcela que tiveram a oportunidade de se mostrar contra o Vianense e que não estiveram mal, nem no banco estão. Já Victor Andrade volta a ser opção, entrando na 2ª parte.

 

No jogo seguinte recebemos o Sporting para o campeonato. O jogo como todos sabemos corre mal. Eliseu sai ao intervalo, Victor Andrade não sai do banco e Carcela nem na ficha de jogo aparece. Depois da derrota, mais uma revolução contra o Tondela. Eliseu passa de titular para a bancada. Talisca que andava a nem sair do banco, é titular. Sílvio passa para a esquerda da defesa, enquanto André Almeida vai de titular desde o jogo conta o Porto para suplente. Victor Andrade já desapareceu da equipa mais uma vez, voltando agora Carcela, que é um dos suplentes utilizados. O mais incrível neste jogo, é a chamada de Clésio para a convocatória. Se já estar convocado era algo surpreendente e chocante, então ser titular a lateral direito ainda foi mais. Falamos de um jogador que é extremo/avançado e que nem na equipa B jogava com o mínimo de regularidade. Inacreditável.

 

No jogo seguinte, recebemos em casa o Galatasaray na 4ª jornada do Grupo C da Liga dos Campeões. Clésio não pode ser convocado, já que nem inscrito na Liga dos Campeões estava. Eliseu volta da bancada para ser titular, voltando Sílvio para a lateral direita da defesa. André Almeida é titular no lugar do castigado Samaris - decisão natural e compreensível. Carcela volta a ter oportunidade de entrar. No último jogo realizado, recebemos o Boavista em casa na 10ª jornada do campeonato. André Almeida dá naturalmente o lugar de volta a Samaris e Carcela é novamente suplente utilizado. Clésio, o tal que na última jornada da Liga foi titular na equipa principal, é durante este fim-de-semana suplente de um outro jogador adaptado a lateral na equipa B – sem palavras. Nuno Santos nunca mais apareceu depois do jogo contra o Vianense.

 

Não consigo perceber esta constante rotatividade ou o que lhe queiram chamar. Isto é o felling do momento e o decidir por impulso ou o fruto do trabalho continuado ao longo das semanas e o planeamento? Parece-me naturalmente o impulso e o feeling do momento. Claro que não estou a defender que joguem sempre os mesmos, que não existam mudanças ou rotatividade na equipa, mas elas têm de ser feitas com o mínimo de critério. É que vemos alguns jogadores a aparecerem e desapareceram sem se perceber o porquê, depois para outros há oportunidades e paciência, enquanto que alguns nem sabem o que isso é. O plantel não é o melhor, mas continuar com esta política de escolhas ainda faz com que a equipa esteja mais instável.

 

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publicado às 12:35

Análise ao Benfica vs Boavista

por R_9, em 09.11.15

 

Depois da vitória na Liga dos Campeões, o Benfica recebeu em casa o Boavista, em jogo a contar para a 10ª jornada da Liga NOS. No comando técnico dos axadrezados está Petit, um velho conhecido do Estádio da Luz. Para este jogo, apenas uma alteração relativamente ao último 11 apresentado. Regressou Samaris e saiu André Almeida. Júlio César, Sílvio, Luisão, Jardel, Eliseu, Samaris, Talisca, Gonçalo Guedes, Nico Gaitán, Jonas e Raúl. Foi esta a equipa titular do Benfica.

 

Os primeiros 15 minutos de jogo foram pouco interessantes. Muita circulação de bola do Benfica, mas muita lentidão e pouca ou nenhuma dinâmica. O único lance de algum perigo acabou por ser um remate de longe de Sílvio após um canto. Aos 18 minutos, temos um livre perigoso mesmo na entrada da área, mas Jonas atira contra a barreira.

 

O Boavista tentava defender atrás, apenas fazendo um pouco mais de pressão quando a bola entrava no seu meio-campo, tentando recuperar e sair em contra-ataque. Com o passar dos minutos, o jogo pouco mudava, com o Benfica a ter quase a posse de bola toda, mas sem em momento nenhum criar qualquer desequilíbrio ou quebrar a barreira defensiva adversária com o seu jogo ofensivo.

 

Era desesperante o que se passava em campo. Nem um lance de perigo se via. Tudo era feito de uma forma lenta e previsível. Quando nada o fazia prever, o Benfica faz o 1-0. Gaitán faz um cruzamento atrasado e Gonçalo Guedes aparece na entrada da área a inaugurar o marcador com um belo remate.

 

Até o árbitro apitar para o intervalo, mais nada de importante aconteceu e o Benfica vencia por 1-0 ao fim dos primeiros 45 minutos.

 

 

Esta foi uma má 1ª parte. Muita posse de bola - bastante consentida pelo adversário - e sem nada resultar dela. Tivemos mais de 70% de posse de bola e nem um lance de grande perigo criámos. O golo nasceu da continuação de um lance de bola parada, porque entrar com ela jogável na defesa do Boavista, não se conseguiu. Tudo muito lento, muito previsível, sem dinâmica, sem velocidade, sem tudo. O Boavista não atacou praticamente nenhuma vez na 1ª parte e mesmo assim os lances de perigo em ambas as balizas foram quase os mesmos - nenhuns. 

 

Não se pode dizer grande coisa da defesa. Não tiveram praticamente trabalho nenhum. Os laterais também pouco deram ofensivamente à equipa. Samaris e Talisca também muito apáticos. O grego sempre mais activo na recuperação da bola, já Talisca voltou a ser o que nos tem habituado nos últimos largos meses. Nem para a frente nem para trás.

 

Gonçalo Guedes marcou um belo golo. Gaitán é o único que imprime dinâmica e velocidade na equipa. É bola nele e ele que tente resolver os problemas. Jonas também não esteve bem e Petit sabe a importância que ele tem. Colocou um jogador sempre perto dele para não o deixar jogar e o Benfica teve muitos problemas com isso. Raúl foi mais do mesmo. Tem corrido muito, lutado muito, mas depois tudo espremido não dá em nada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O golo de Gonçalo Guedes.

 

 

 

 

Para a 2ª parte, Rui Vitória não fez nenhuma alteração. A equipa não entrou muito bem, ou melhor, entrou como tinha estado durante os primeiros 45 minutos. No reatar do jogo, apareceu um Boavista mais pressionante e o Benfica tinha ainda mais dificuldades em chegar com a bola ao ataque.

 

Não foi de estranhar que aos 55 minutos Rui Vitória fizesse a primeira alteração na equipa. Saiu Raúl e entrou Mitroglou. Por incrível que pareça, o jogo ainda estava tão mau ou pior que na 1ª parte. Tudo lento, sem dinâmica, sem vontade. Não se via nada em campo, até que aos 61 minutos aparece Jonas a atirar ao poste, depois de um belo remate de fora da área.

 

Com a entrada de Mitroglou, Jonas ficou mais solto. Gonçalo Guedes após iniciativa individual, cria um lance de perigo aos 71 minutos, mas quando podia ter tentado o remate, procurou a assistência e o lance perdeu-se.

 

Aos 79 minutos e na cobrança de um livre, Talisca atira ao poste, depois da bola ter sido desviada na barreira. A segunda substituição no Benfica acontece pouco depois do livre, com a saída de Jonas e a entrada de Carcela. O marroquino foi colocar-se do lado direito do ataque, com Gonçalo Guedes a ir para a esquerda e Gaitán a ser o apoio de Mitroglou.

 

O jogo caminhava tranquilamente para o final, sem nada de grande destaque acontecer. Porém, o golo da tranquilidade aparece aos 88 minutos. Jardel cabeceia à trave e Carcela marca na recarga.

 

A última substituição acontece aos 93 minutos. Sai Nico Gaitán e entra Renato Sanches. Logo de seguida, o fim do jogo, com o Benfica a ganhar por 2-0.

 

 

Não vale a pena estar a repetir tudo o que disse no final da 1ª parte, já que voltou a acontecer o mesmo. O Boavista subiu um pouco as linhas, criando um pouco mais de dificuldade nas saídas a jogar mas pouco mais que isso. Não conseguiu criar qualquer lance de perigo. A defesa manteve-se bem, não complicando o que foi sempre fácil de resolver. Sílvio tem melhorado nos últimos jogos que fez.

 

No meio-campo os problemas continuaram. Enquanto os dois médios jogarem tanto a par, a equipa perderá mais com isso do que qualquer coisa que - eventualmente - possa ganhar. Guedes teve uma boa iniciativa individual e Gaitán continuou a ser o desequilibrador. Perde várias vezes a bola, mas é o que mais dá à equipa.

 

Jonas com Mitroglou em campo já teve mais espaço para jogar entre linhas, mas mesmo assim longe do que nos tem habituado. Mitroglou pouco se mostrou também. Carcela marcou o golo, estando no sítio certo. Quanto à entrada de Renato Sanches aos 93 minutos, nem vale a pena comentar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grande toque de Mitroglou que deixa Jonas no um para um, mas não era o dia do avançado brasileiro.

 

 

O livre de Talisca ao poste.

 

 

 

 

O golo de Carcela.

 

 

Este foi um jogo desesperante por parte do Benfica. Sim, ganhámos, mas a exibição foi péssima. Claro que a equipa vinha algo cansada do jogo a meio da semana, mas nada é desculpa para tamanha falta de tudo em campo. Não vale a pena estar aqui a bater nos problemas da equipa todas as semanas, eles são sempre os mesmos e já cansa falar disso e não se ver qualquer solução em campo para isso. Sim, já li muito sobre estatísticas e bolas ao poste, mas é preciso perceber o contexto e não se tentar abafar o que se passou no campo. Podes ter muita parte de um todo, mas tens de conseguir algo com essa parte, ou então não te valerá de muito.

 

Não consigo perceber porque é que contra o Boavista em casa, se joga com dois médios centro a par e que não têm autorização para atacar. Andam ali o jogo todo a fazer passes para o lado e para trás e nem um único movimento de ruptura fazem, nem uma única vez se aproximam da área, deixando os quatro jogadores da frente para resolver contra uma muralha defensiva e com uns processos tão fracos. É que se é para ganharmos segurança defensiva, não faz sentido. Os dois médios continuam a ser ultrapassados em várias situações. Defender com muitos, não quer dizer que se vá defender bem. Depois é bolas para a área sem qualquer nexo. Corre uma vez mal, a seguir voltamos a fazer.

 

Depois não consigo passar ao lado da questão Clésio. Esta situação do jogador moçambicano, é digna de um campeonato distrital ou do INATEL. Quer dizer, o jogador aparece assim para ser titular na equipa principal do Benfica, isto sem ser a posição dele ou ter minutos na equipa B naquela mesma posição - mesmo em outra eram poucos. Passado uma semana, já nem é convocado, voltando para a equipa B, onde no jogo que fazem é suplente de um lateral direito que também está a ser adaptado. Eu não consigo qualificar isto. Estamos a falar do Benfica, não de uma equipa que se junta ao domingo para fazer uma jogatana de manhã, depois almoçarem todos e passarem a tarde a jogar às cartas. Inacreditável. 

 

Que Rui Vitória aproveite esta paragem para melhorar a equipa e que não aconteça como na anterior em que a equipa apareceu bem pior depois da pausa. É preciso muito trabalho e menos passeios e folgas. É preciso mais, muito mais, e estão a chegar jogos bem difíceis. Ou existem melhorias, ou vamos passar muitas dificuldades. 

 

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publicado às 19:49


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