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Análise a Franco Cervi

por R_9, em 19.09.15

 

Franco Cervi é o mais recente jogador contratado pelo Benfica. O médio ofensivo de 21 anos chegará do Rosario Central por um valor entre os 4 e 5 M de euros. Tem brilhado ao serviço da sua equipa durante esta época, a primeira que faz na equipa principal, sendo o dono da camisola 10. Tem 25 jogos até ao momento, contando com 5 golos e 6 assistências.

 

É um jogador bem cotado na Argentina, sendo unanimemente considerado como um dos maiores talentos a jogar naquele campeonato. O Benfica desde cedo se interessou pelo jogador, os relatórios foram positivos, mas só depois do mercado de verão fechar se partiu definitivamente para a sua contratação. Caso Nico Gaitán tivesse saído, creio que Cervi teria chegado ainda com o mercado aberto, mas felizmente que Nico ficou. Apesar de o ter debaixo de olho, o interesse do Sporting foi decisivo para o Benfica avançar neste momento para ele. Jorge Jesus era o treinador do clube quando os relatórios de Cervi chegaram e lhe foram apresentados. Com certeza que gostou do que viu e não ia esquecer o nome, mesmo mudando de clube. É natural.

 

Franco Cervi é um jogador franzino e de baixa estatura. O seu pé preferido é o esquerdo, sendo com ele que coloca em campo todo o seu futebol. Pode jogar em qualquer das posições de apoio ao avançado, quer seja numa das alas, quer seja ao meio. Quando falo no meio, refiro-me à posição 10, nunca a 8, e muito menos num meio-campo a 2. Apesar de já conhecer várias coisas do jogo dele, fui observar 4 jogos no Rosario Central. Jogos contra o Newell's Old Boys, San Martín, Belgrano e Tigre.

 

É um jogador com muita técnica e criatividade. A condução de bola que faz em velocidade, é mesmo muito boa e sempre com ela colada o pé. Consegue ir ziguezagueando pelos adversários ou ganhando metros em velocidade. É um jogador inteligente, daqueles que tenta estar um passo à frente dos adversários. Grande parte das vezes antes de receber a bola, já sabe o que irá fazer - com sucesso ou não - quando a bola chega até ele. Procura muito os espaços para receber a bola e desequilibrar. São frequentes as vezes em que sai do seu lugar para participar nos lances ofensivos. É um jogador rebelde, sem medo de arriscar e sem medo de partir no um para um com qualquer que seja o adversário, já que tem uma qualidade de drible acima da média. 

 

Quando joga nas alas, tem sempre a tendência de vir para dentro, quer seja com ou sem bola. Gosta de aparecer no meio para rematar - tem remate fácil -, ou então fazer diagonais nas costas da defesa para finalizar ou assistir depois os seus companheiros. Tem boa capacidade de passe, apesar de ainda se precipitar algumas vezes. Joga simples e ao primeiro toque, tocando a bola e dando o apoio para receber mais à frente. 

 

O seu maior problema, é muito provavelmente a forma como muitas vezes desaparece do jogo. Não é muito constante durante os 90 minutos. Tanto pode estar 15 minutos onde o jogo é todo dele, tendo iniciativas individuais, procurando muita bola, como pode estar 20 minutos completamente alheado, sem se notar por ele. O seu físico franzino faz com que perca vários lances corpo a corpo. Apesar de ele conseguir muitas vezes equilibrar a balança com a sua agilidade e velocidade, penso que vai ter de crescer um pouco fisicamente. Muitas vezes também é lento a fazer a transição ofensiva. Se não estiver envolvido na jogada, demora a chegar ao ataque, assistindo ao lance de longe. Apesar de ser um jogador que faz a diferença do meio-campo para a frente, tem uma assinalável qualidade na transição defensiva e na reacção à perda da bola, mas aqui terá de melhorar ainda mais, visto aqui ter de defender ainda mais vezes. 

 

 

Um lance que pode demonstrar o que Cervi tem de melhor. Grande capacidade técnica e de progredir com a bola em velocidade. 

 

 

Mais um pouco da técnica e irreverência do jogador argentino. 

 

 

Aqui demonstrada a forma como ele é capaz de entregar a bola e depois perceber o momento em que deve entrar no espaço para desequilibrar. Muito bom também o passe de calcanhar a assistir o colega. 

 

 

Dois bons momentos defensivos de Franco Cervi. Como já disse, é na frente que ele desequilibra, mas não é jogador que não tente recuperar a bola e não ajude nas tarefas defensivas, apesar de ainda ter de melhorar.

 

 

A forma como gosta de vir ao meio para rematar.

 

 

A boa visão de jogo e qualidade de passe. 

 

 

É muito bom a conseguir sair de espaços curtos com bola.

 

 

Excelente desmarcação e depois muita classe na hora de finalizar.

 

 

Mesmo estando a jogar na ala, vemos aqui como gosta de vir ao meio para ter bola.

 

 

Forte e ágil no um para um.

 

  

Penso que foi uma boa contratação do Benfica. É um jogador que pode dar muito ao clube. Tem muito potencial para crescer, qualidades muito interessantes, e que podem fazer dele um jogador muito acima da média. Percebe-se a urgência em não perder o jogador para outros clubes. A cada jogo que faz o interesse seria sempre maior. Também acho que pelas suas características, irá ter algumas dificuldades para se adaptar ao futebol europeu, precisando de algum tempo para assimilar estes processos, que são bem diferentes dos praticados na Argentina. Vamos ver o que sai daqui, as indicações são positivas e espero que se confirmem.

 

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publicado às 21:59

Análise a Raúl Jiménez

por R_9, em 13.08.15

 

Depois de na semana passada ter oficializado a contratação de Kostas Mitroglou, hoje foi o dia em que o Benfica oficializou a contratação de Raúl Jiménez. O avançado mexicano chega do Atlético Madrid, depois de anteriormente ter brilhado no América do México.


Jiménez é um jogador bastante alto. Mede 1.90m, e isso traz-lhe várias vantagens no seu jogo. O que ele no México mostrou foi, que apesar da sua altura não é um daqueles avançados posicionais, daqueles que apenas conseguem jogar dentro da área e que não dão nada à sua equipa fora dela, apesar de ser aí que marcou a diferença. Sempre foi capaz de vir buscar jogo, de ir à linha buscar bola, ou recuar no terreno, sendo móvel e rápido. 

 

 

Podemos ver aqui a forma rápida como ele corre o campo todo, ganhando mesmo metros a todos os jogadores, e depois finalizando bem perante o guarda-redes.

 

 

Na área sempre mostrou uma boa capacidade de desmarcação, sendo muito difícil de marcar. Para além de se movimentar bem, conseguia ganhar grande parte dos duelos de cabeça na área, e depois a sua muito boa técnica de cabeceamento levou-o a marcar muitos golos de cabeça no futebol mexicano. Mostrou ter finalização fácil, sendo frio na cara do guarda-redes. Contudo, o futebol mexicano é bem diferente do futebol europeu. Lá existe muito menos rigor e qualidade táctica, o jogo é mais vertiginoso e com mais espaços, com qualidade mais baixa dos intervenientes - apesar do campeonato mexicano devido aos seus altos salários ter vários bons jogadores - e é jogado com mais coração do que com cabeça. 

 

 

Aqui temos demonstrado a boa técnica de cabeceamento que ele tem.

 

 

Uma das melhores coisas que Jiménez mostrou, é a sua excelente técnica de bater grandes penalidades. Utiliza a fórmula que Mendieta usou no passado, ou que Eden Hazard utiliza. Sempre olhos no guarda-redes e nunca na bola, até o guarda-redes decidir ir para um lado antes de ele bater e assim ele coloca no outro. É extremamente mecanizada, a distância para a bola é medida criteriosamente até à linha da grande área, alguns passos para a esquerda, e partida para a bola com os passos devidamente contados até à altura do remate, sem colocar os olhos na bola antes de rematar. Acredito que tenha passado muitos meses a treinar isto, pois não é nada fácil.

 

  

Em 14/15, e antes de se transferir para Espanha, marcou 4 golos em 4 jogos pelo América. No Atlético Madrid acabou por não ser tantas vezes utilizado como ele esperaria, apesar de no início ter feito vários jogos a titular, inclusive o jogo no Santiago Barnabéu, frente ao Real Madrid. Depois dos 4 primeiros jogos onde foi titular em 3, só voltou a ser titular em mais um jogo no campeonato, sendo 17 vezes suplente utilizado e tendo marcado um golo. Na Liga dos Campeões apenas fez 24 minutos, ao saltar do banco no jogo contra o Olympiakos. Na Taça do Rei foi titular em dois jogos, mas não marcou qualquer golo. 

 

Dos poucos jogos que fez a titular pelo Atlético, fui observar mais incisivamente dois. O jogo contra o Real Madrid no Santiago Barnabéu na 3ª jornada do campeonato, e o jogo contra o Celta Vigo na 4ª jornada, onde foi titular em ambos. O jogo contra o Real Madrid foi muito difícil, ainda para mais quando se chega do campeonato mexicano. A equipa jogou quase sempre em bloco muito baixo, procurando saídas em contra-ataque. Jiménez deu muita luta aos centrais do Real, mas não deu para ver muito mais que isso.

 

Já o jogo contra o Celta Vigo foi diferente, e é nesse que me vou centrar. Jiménez, assim como fazia no México, demonstrou uma grande mobilidade na frente, fazendo dupla de ataque com Antoine Griezmann. Apesar de estar a jogar a ponta-de-lança, não teve problemas em procurar outros espaços do terreno, e depois sim, movimentar para a área. Mostrou também que consegue fazer jogar, vir receber e depois dar a bola jogável para os seus companheiros. Nota-se que se movimenta bem na área, tentando ultrapassar os defesas com as suas movimentações. É um jogador que procura quase sempre o 2º poste nas mais variadas situações, quer lances de ataque, quer bolas paradas. Acabou mesmo por marcar um golo de cabeça, após uma bela cabeçada, mas que foi anulado por fora de jogo.

 

Mostrou ter dificuldades em decidir bem, quando é preciso tomar aquela decisão do último passe, decidiu várias vezes mal. Também perdeu várias bolas para os centrais, perdendo aí os duelos físicos, quer seja ao deixar-se antecipar ou tentar rodar e depois não conseguir ficar com a bola. Lances em que a equipa jogava mais longo para ele segurar a bola e a equipa chegar as linhas à frente, ele não o conseguiu fazer com sucesso várias vezes. Estava também um pouco nervoso, os adeptos não ajudaram, assobiando mesmo alguns lances em que ele participava e que não davam em nada. Não caiu nas boas graças dos adeptos e isso foi notório neste jogo.

 

Passemos a alguns lances dele no jogo.

 

Lance de ataque da sua equipa. Encosta-se na esquerda para receber a bola, levanta a cabeça, fazendo um grande passe para o lado contrário, onde aparece o lateral para aproveitar o espaço.

 

 

Aqui mostra que consegue ser rápido enquanto leva a bola em velocidade. Não é tosco nenhum, leva a bola bem colada aos pés em velocidade, ultrapassando os adversários e depois entregando a um colega.

 

 

A típica movimentação que ele faz dentro da área. Sempre mais chegado ao segundo poste, fazendo depois a diagonal para tentar atacar a bola, ultrapassando a marcação do defesa.

 

 

Boa movimentação que faz para receber a bola, mas depois falha na entrega, não se entendendo com o colega. O tal problema que falei, onde ele teve dificuldades neste jogo quando tinha de decidir o último passe.

 

 

O típico lance que perdeu para o defesa. Movimenta-se na linha para receber bola, tentando logo rodar, mas assim que o defesa lhe mete o corpo à frente, perde logo o lance. Perdeu também muitos duelos por antecipação dos defesas, perdendo a frente do lance.

 

 

Acho Raúl Jiménez um bom jogador, apesar de ainda ter algumas fragilidades para o futebol europeu. Nota-se que é um avançado que pode ter muitos golos, mas que teve muitas dificuldades na adaptação ao futebol em Espanha. Tem um muito bom jogo de cabeça, boa capacidade de se movimentar e finaliza bem. Precisa é de ser bem alimentado pela equipa, para fazer a diferença em zonas de finalização e marcar. Isto vale para ele e para os outros avançados do Benfica, já que com o futebol praticado até agora, nenhum resolverá nada. Tudo isto faz com que se adapte a qualquer táctica, quer jogue com outro avançado ou sozinho na frente, apesar de achar que pode render mais com alguém junto a ele, e mediante estas contratações, o Benfica deve jogar mesmo com dois avançados. Falhou em Espanha, é um jogador desvalorizado e em baixo, mas aqui o contexto será sempre outro, e o nível é bem mais baixo, podendo marcar a diferença se a sua adaptação for boa. Se o valor de compra for 9 M de euros por 50% do passe, acho um exagero tremendo, se for os 3 M de euros também falados, acredito que seja um bom negócio para o Benfica. Jonas, Mitroglou e Jiménez são excelentes opções para a nossa realidade, com muita qualidade individual, vamos ver no que Rui Vitória consegue transformar isto colectivamente. O tempo o dirá.

 

Nota: Alguns gifs então mais rápidos que a velocidade normal, devido a questões técnicas, mas isso vale tanto para o Jiménez como para os adversários.

 

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publicado às 16:54

Análise a Kostas Mitroglou

por R_9, em 06.08.15

 

O Benfica anunciou hoje Kostas Mitroglou como reforço para esta época. O jogador grego de 27 anos chega do Fulham, depois de uma época emprestado ao Olympiakos, clube de onde tinha saído para Inglaterra.

 

O avançado grego chega para colmatar a vaga deixada em aberto por Lima, que saiu para o Al Ahli. Apesar de vir ocupar o lugar do avançado brasileiro, são jogadores diferentes, com características um pouco distintas. Mitroglou é mais um homem de área, é um jogador que quanto mais perto está da baliza adversária, mais perigoso é. Movimenta-se muito bem no ataque, principalmente dentro da grande área, e torna muito difícil a marcação por parte dos defesas adversários. É um jogador que não gosta de estar alheado do jogo, gosta de ter bola no pé, mas que não é, nem pouco mais ou menos, tão criativo como Jonas.

 

É um jogador que não é muito rápido, sendo a falta de alguma velocidade, talvez o seu ponto menos forte. Não espero ver Mitroglou a fazer aqueles sprints para ganhar bolas nas costas, que vá buscar muitas bolas à linha ou que parta em duelos de um para um. Tem técnica, mas não é jogador de andar a driblar pelo campo. Pode, no entanto, driblar algumas vezes, mas são aqueles dribles mais curtos e saída para o remate, e que bem que ele remata. É um jogador com bom poder físico e que aguenta bem o choque. É um canhoto, mas também consegue finalizar com o pé direito, e tem um muito bom jogo de cabeça.

 

O jogo de Mitroglou precisa de muito volume ofensivo. O futebol que o Benfica mostrou na pré-época - que foi muito pobre -, não irá ajudar em nada o avançado grego. Ele precisa de ter bola na frente, precisa que a bola chegue à área, que o Benfica crie oportunidades para ele finalizar. Pode dar-se muito bem com Jonas, e acredito que esta contratação indique que vão jogar os dois juntos na frente. Na teoria, serão dois jogadores que se complementam bem, um mais criador que gosta de vir buscar jogo e depois aparecer em zonas de finalização, e outro que não desce tanto no terreno e prefere ter bola em zonas mais avançadas do terreno.

 

É também um jogador habituado aos autocarros defensivos. No Olympiakos, e assim como acontece com o Benfica em Portugal, os adversários muitas vezes limitam-se a defender muito baixo, tentando evitar a todo o custo o primeiro golo e saindo depois em contra-ataque. É aqui também que ele pode fazer diferença, naqueles jogos chatos e que parece que nada sai, qualquer bola que parece perdida pode ser aproveitada por ele, e marcar a diferença.

 

Foi uma contratação que me agradou bastante. Espero que consiga fugir a problemas físicos, que Rui Vitória consiga extrair o melhor dele e criar um bom processo ofensivo, pois aí teremos um Mitroglou em grande. 

 

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publicado às 21:27

Perfil - Bilal Ould-Chikh

por R_9, em 07.07.15

 

Apesar de ainda nada estar confirmado pelo Sport Lisboa e Benfica, Bilal Ould-Chikh já assumiu publicamente que seguirá a sua carreira de águia ao peito. O extremo de 17 anos revelou-se muito entusiasmado com a oportunidade de jogar num clube tão grande como o Benfica.

 

Depois de já ter visto alguns minutos dele pela equipa principal do Twente, foi altura de o ver a representar a sua selecção. Apesar dos seus 17 anos, foi titular na selecção da Holanda que disputa a fase final do Europeu de Sub-19. Era unânime que seria um dos melhores jogadores da equipa e que provavelmente muito ia dar nas vistas.

 

Bilal começou o jogo encostado à direita, mas não se ficou sempre por aí. Alternou sempre entre o lado esquerdo do ataque e a direita. Se na direita abria sempre na linha para pedir a bola, na esquerda teve quase sempre a tendência de vir para o meio e procurar outros espaços. O mesmo acontecia a defender, quando estava na esquerda vinha sempre mais para o meio, mas isso pareceu mais estratégia do treinador. No processo defensivo, poucas vezes passou para trás do seu meio-campo. Isto é habitual para alguém de 17 anos que faz a diferença com bola e a viver num futebol tão atacante como é o que se pratica na Holanda.

 

As comparações com Robben na sua forma de jogar, são bastante bem conseguidas, pese as enormes diferenças de qualidade. Com o seu magnífico pé esquerdo, é na direita que mais rende, onde se sente mais confortável a sair do drible partindo para o meio ou para a linha, e onde as coisas saem com mais naturalidade. Tem uma agilidade, mobilidade e aceleração muito boas, o que lhe permite ganhar muitos duelos de um para um. Alia uma finta curta muito boa, a uma capacidade magnífica de levar a bola bem colada ao seu pé esquerdo, progredindo em velocidade pelo campo. Através do seu grande poder de aceleração consegue tocar a bola e ir buscar à frente, deixando os adversários em enormes dificuldades. Foi através destes seus dribles que conseguiu ganhar uma falta aos 42 minutos, depois de tirar dois adversários do caminho. Ele próprio executou muito bem o livre, assistindo de maneira perfeita o seu companheiro de equipa para fazer o único golo da partida.

 

Com os seus 17 anos, está a defrontar jogadores mais velhos que ele neste Europeu, e não teve qualquer receio de assumir o jogo com a sua técnica refinada, e o seu forte um para um. Tem de melhorar muito a forma de defender, pois ainda é muito rudimentar nesse aspecto, precisando de ganhar a preocupação de recuperar a bola depois de a perder e ajudar no trabalho defensivo. Como é natural em alguém com esta capacidade de drible e técnica, usa e abusa das iniciativas individuais, tendo de perceber quando deve soltar a bola e assim melhorar a eficácia do seu jogo.

 

Saiu aos 60 minutos de jogo, estava já bem cansado, mas foi até esse momento o melhor jogador em campo.

 

É um jogador com um potencial tremendo para explorar, que precisa ainda de crescer muito, mas que é um jogador especial. Não irá ser já titular no Benfica, caso efectivamente venha, mas será um jogador para ir crescendo na sombra e um dia assumir um papel importante na equipa.

 

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publicado às 18:40


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