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Análise ao Benfica vs Astana

por P1nheir8, em 16.09.15

 

O Benfica começou ontem a sua campanha na Liga dos Campeões 15/16. O adversário foi o Astana, que se estreava na prova com uma visita ao Estádio da Luz. Para este jogo, Rui Vitória não mexeu na equipa, fazendo alinhar o mesmo 11 titular que defrontou o Belenenses na 6ª feira.

 

Os primeiros 15 minutos, como se esperava, foram de grande domínio do Benfica na posse de bola. O Astana remetia-se ao seu meio-campo, defendendo num 4-1-4-1, tentando ter a linha da defesa e dos médios próxima. Apenas o avançado pressionava mais na frente, o resto apenas o fazia quando a bola entrava no seu meio-campo. O Benfica teve quase toda a posse de bola durante esse tempo, mas não resultou em nada perigoso. Ou por maus passes, perdas de bola em iniciativas individuais ou falta de dinâmica ofensiva, o que é certo é que pouco se via ofensivamente.

 

Aos 20 minutos, livre perigoso a favor dos encarnados. Gonçalo Guedes faz uma diagonal servida por um passe de Jonas, sendo posteriormente derrubado em falta. O Benfica recuperava quase sempre muito rápido a bola depois de a perder, mas depois não conseguia criar grandes desequilíbrios. Aos 30 minutos surge a primeira grande oportunidade de golo do Benfica. Cruzamento de Nélson Semedo e Jonas na área a trabalhar muito bem, mas o guarda-redes do Astana evitou o golo. Pouco tempo depois, o Astana chega com algum perigo à baliza do Benfica. Gaitán perde a bola e fica a pedir falta ao árbitro, os jogadores do Benfica ficam também parados enquanto o jogador do Astana segue com a bola, mas o remate acaba por sair ao lado.

 

O intervalo aproximava-se e o jogo continuava igual a si mesmo. O Astana soltou-se um pouco mais nos últimos minutos da 1ª parte, mas não criava perigo. Um minutos antes do intervalo, a segunda grande oportunidade do Benfica. Boa transição ofensiva que resulta num 3 para 3, mas o remate de Jonas é defendido pelo guarda-redes. Pouco depois, chegou mesmo o intervalo, com 0-0 no marcador.

 

Esta foi uma má 1ª parte do Benfica. A equipa esteve bastante apática, lenta, previsível e com vários problemas ofensivos. Parece que esteve demasiado confiante nas suas capacidades e a subestimar o adversário. Sempre com aquela ideia de que mais tarde ou mais cedo as coisas se resolviam. Poucas boas jogadas ofensivas se criaram, existiu muita dificuldade em chegar com a bola controlada perto da defesa adversária e jogar entre linhas. Os avançados tiveram pouca bola e Jonas quase nunca conseguiu receber a bola entre linhas. O meio-campo teve dificuldades em fazer andar a equipa, com Talisca e Samaris a falharem muitos passes. Jogámos muito interiormente, com pouca largura e verticalidade na posse.

 

A defesa esteve bem, raramente foi importunada, controlando bem todas as situações, apesar de uma ou outra falha. Os laterais deram pouco ao jogo da equipa, raramente subiram para criar desequilíbrios e quando subiram pouco ou nada deu. Os centrais estiveram bem a subir e descer no terreno. A linha defensiva apanhou várias vezes os avançados contrários em fora de jogo.

 

O meio-campo esteve mal. Samaris e Talisca, como já disse, falharam muitos passes e tiveram abordagens aos lances que não podem ter, descompensando a equipa. Não conseguiram criar nada. Se Samaris ainda foi lutando e correndo muito nas recuperações, Talisca foi de uma nulidade completa. Guedes esteve apagado, raramente conseguiu criar algo pelo seu corredor. Gaitán desequilibrou muito no um para um, mas nesta 1ª parte isso resultou em pouco. Jonas ressentiu-se da falta de bola na zona dele e da muita ocupação do espaço por parte do Astana. Mitroglou mexeu-se muito, arrastando os defesas, como tem sido normal nestes últimos jogos, mas sentiu a falta de bola na área para finalizar.

 

 

Livre a favor do Benfica com Gonçalo Guedes a tomar uma má opção. Dois jogadores adversários fazem pressão nele de modo a evitar o remate e mesmo assim ele prefere rematar em vez de dar para Gaitán que estava completamente sozinho.

 

 

Dois lances praticamente iguais na 1ª parte. Mitroglou vem buscar a bola ao lado esquerdo, arrastando o defesa central que o marcava. Com isso, abre-se um enorme espaço no centro do terreno entre os dois centrais, mas que em nenhuma destas duas jogadas foi aproveitado. Fiquem com estes dois lances na memória, mais tarde vão lembrar-se deles, foi o segredo para a vitória do Benfica.

 

 

A forma como a equipa do Astana se posicionava a defender em 4-1-4-1. Um médio na frente da defesa, a servir quase como libero da linha de 4 médios que estavam na frente dele. Muito por culpa desse jogador, Jonas teve poucas hipóteses de receber a bola entre linhas. O avançado ficava mais na frente, pressionando um pouco mais.

 

 

Tentativa de saída para o ataque do Benfica. Talisca falha o passe, o Astana recupera a bola. Vemos depois Talisca e Samaris a irem os dois ao mesmo homem e ao mesmo local, abrindo um enorme espaço na frente da defesa.

 

 

Mais uma má abordagem de Talisca e Samaris. Em vez de ficarem a ocupar o espaço entre a baliza e a bola para obrigar o adversário a passar para trás ou recuar, vão ambos de lado e fazem com que ele se consiga virar para a baliza.

 

 

Mais uma vez demonstrada a forma como o Astana defendia e as dificuldades que o Benfica tinha em entrar naquele espaço. O jogador que esteve na frente da defesa a chamar o colega para ir ocupar o espaço, de forma a fazer a linha de 4. A bola roda para o outro lado e lá estão eles a tapar a entrada da bola entre linhas.

 

 

Uma das poucas vezes que um dos médios do Astana decidiu pressionar mais na frente, Jonas conseguir receber a bola no espaço e servir a diagonal de Gonçalo Guedes.

 

 

Uma situação que podia ter dado um ataque perigoso para o Benfica, mas que não deu em nada devido ao mau passe de Nico Gaitán. Devia ter dado a bola mais cedo em Talisca, e era isso que Jonas lhe dava sinal enquanto se movimentava. 

 

 

A pouca largura que muitas vezes existiu na 1ª parte, com Eliseu e Gaitán a jogarem dentro e assim a bola a ter de voltar para o lado direito.

 

 

Das poucas vezes que o Benfica conseguiu chegar perto da baliza adversária com a bola controlada na 1ª parte. Mitroglou a ir buscar a bola, a vir para dentro e a encontrar Gaitán aberto na ala que faz depois o passe para Jonas. Infelizmente, o lance depois não deu em nada.

 

 

Só perto dos 30 minutos de jogo o Benfica cria a primeira situação de grande perigo. Grande trabalho de Jonas na área, mas o guarda-redes adversário evita o golo.

 

 

Péssima abordagem de Eliseu ao lance. Gaitán ainda não chegou para lhe fazer a cobertura no interior, ele em vez de lhe dar a linha, dá-lhe o espaço interior, deixando o caminho aberto para a baliza. Depois acabou por cometer falta, que não foi marcada.

 

 

Um dos muitos passes falhados pelo Benfica na 1ª parte. Depois Samaris vai à queima em vez de aguardar um pouco e tentar compensar melhor aquele espaço todo.

 

 

Demonstradas as dificuldades que o Benfica tinha depois de chegar ao meio-campo. A circulação de bola era lenta e a equipa do Astana conseguia ir tapando quase todas as linhas de passe para o Benfica entrar no espaço mais adiantado do terreno. Talisca a jogar ao lado de Samaris também não ajudava. Como a circulação de bola era lenta e previsível, ainda era mais fácil para os adversários.

 

 

Boa transição ofensiva do Benfica. Mitroglou recebe para Jonas e a jogada transforma-se num 3 para 3. No último instante antes de rematar, Jonas poderia ter dado ao avançado grego, mas penso que naquela situação favorável o remate também foi uma boa opção.

  

 

Para a 2ª parte voltou a entrar a mesma equipa que saiu para o intervalo. O Benfica entrou mal na 2ª parte, e o Astana aos 46 minutos cria a situação mais perigosa que tinha existido até então. Cruzamento para a área, bola não é cortada, Jardel perde a frente do lance e o jogador adversário remata ao poste. O lance parece que serviu para acordar a equipa de Rui Vitória, que aos 51 minutos se adianta no marcador, fruto de um golo de Gaitán.

 

Com o golo, o Benfica ganhou confiança. A equipa passou a trocar a bola com mais dinâmica, verticalidade e velocidade. Passou a existir mais largura no terreno e as boas jogadas iam aparecendo. Os jogadores já se mexiam mais no campo e os laterais davam muito mais ao jogo ofensivo da equipa. Aos 62 minutos, Mitroglou faz o 2-0. Boa jogada entre Gaitán, Jonas e Eliseu, e o lateral aparece sozinho na área para oferecer o golo ao avançado grego.

 

Depois do 2º golo, o Benfica baixou o ritmo de jogo. Já não pressionava tanto e deixava o Astana jogar e trocar a bola com mais à vontade. As 72 minutos, Rui Vitória mexe pela primeira vez na equipa. Sai Jonas e entra Pizzi, indo Talisca colocar-se próximo de Mitroglou. Nova alteração aos 76 minutos. Sai Talisca e entra Raúl Jiménez.

 

O Benfica continuava a tentar descansar com a bola no pé, a não procurar tanto a baliza e a guardar mais a bola. Já se notava também o cansaço em alguns jogadores. Rui Vitória esgotou as substituições aos 85 minutos com a entrada de Fejsa para o lugar de Samaris. O jogo caminhou tranquilamente para o fim, registando ainda duas oportunidades de golo para o Benfica. Uma de Jiménez a passe de Eliseu após grande lance de Mitroglou e outra através de um livre de Eliseu mesmo no fim. O resultado acabou com 2-0 para o Benfica.

 

 

A 2ª parte do Benfica foi muito melhor que a 1ª, apesar de logo na entrada ter existido uma grande oportunidade de golo para o Astana. Depois disso, a equipa melhorou a agressividade ofensiva, a dinâmica e a qualidade de passe. Movimentou-se muito melhor na procura de espaço e abriu muito mais o jogo, fazendo com que os jogadores do Astana tivessem mais dificuldades em posicionar-se bem e fechar todos os espaços no terreno de jogo. Depois dos dois golos, a equipa optou por ter mais segurança no jogo, não arriscando tanto e guardando a bola, de maneira a se poupar para o próximo jogo.

 

A defesa continuou bem, apenas a registar a falha logo ao início, onde Jardel aborda mal o lance e perde a frente para o adversário. De resto, o controlo da profundidade e a linha defensiva estiveram bem. Os laterais subiram mais no terreno, e deram mais largura ao jogo. Ofensivamente, Eliseu fez um belo jogo, culminando com uma assistência para golo.

 

Samaris subiu muito de produção na 2ª parte, conseguiu acertar muito pais passes e ocupar melhor os espaços. Talisca também melhorou um pouco, mas apesar disso fez um mau jogo. Eliseu, Gaitán e Mitroglou foram os jogadores mais na 2ª parte. Jonas esteve um pouco abaixo do normal, mas esteve bem na tabela que resultou no 2º golo do Benfica.

 

 

A grande oportunidade do Astana. Passividade na área, Jardel perde a frente do lance e o Astana quase inaugura o marcador.

 

 

Mais um lance que mostra as dificuldades que o Benfica tinha em entrar na defesa do Astana até marcar. Seis jogadores na frente da bola, com pouco movimento nos espaços e ninguém a vir dar uma boa linha de passe. 

 

 

Benfica recupera a bola neste lance e podemos ver que já existe um bom entendimento entre os homens da frente. 

 

 

O lance do 1º golo do Benfica. Aquele espaço que existia entre os dois centrais de cada vez que um dos avançados do Benfica caía na linha, voltou a acontecer na 2ª parte. Desta vez, Gaitán seguiu por esse espaço e abriu o marcador, após boa tabela com Mitroglou.

 

 

A melhor circulação de bola e movimentação do Benfica na 2ª parte.

 

 

Grande passe de Samaris bom movimento de Nélson Semedo. Guedes a jogar dentro e a deixar o espaço aberto para o lateral. Na 1ª parte nada disto tinha acontecido. Pena Mitroglou ter cabeceado ao lado. 

 

 

Lance do 2º golo. Mais uma vez podemos ver a distância que existe entre os dois centrais e o espaço por ocupar, depois de Jonas ter levado um deles para lá. Eliseu aproveita muito bem e serve Mitroglou que se movimenta bem na área e encosta para o golo.

 

 

Grande jogada individual de Mitroglou e grande passe para Eliseu. O lateral passa depois a Raúl Jiménez que quase faz o 3º golo. Merecia o golo, esta jogada.

 

 

Acabou por não ser um jogo bem conseguido por parte do Benfica, ou pelo menos tanto como se esperava, mas o que interessava foi alcançado. A 1ª parte foi má e apenas na segunda se registaram melhorias, principalmente depois do primeiro golo. A equipa apareceu mais dinâmica, a procurar mais os apoios e com os jogadores a darem mais linha de passes e com uma melhor movimentação. Existiu também uma maior largura no terreno de jogo e os laterais envolveram-se no jogo ofensivo da equipa, ao contrário da 1ª parte. Já há algumas coisas que marcam a equipa de Rui Vitória. Acabou definitivamente a saída a jogar com o 3º central, sendo que agora é feita apenas pelos dois centrais. Movimentos interiores dos extremos com a tentativa de abertura de espaço para os laterais. Laterais esses que fazem várias vezes movimentos interiores. Equipa mais de posse e não de tanta aceleração, apesar ainda existirem vícios em alguns jogadores do contrário. Também há a tentativa de ser mais segura, não se expondo tanto depois de um possível erro.

 

A defesa esteve bem, apesar da falha aos 46 minutos que quase dava golo. Uma das maiores criticas que se fazia a Rui Vitória até ao jogo do Belenenses era, a quantidade de vezes que os adversários chegavam isolados na cara de Júlio César e as várias oportunidades flagrantes de golo que o adversário tinha em cada jogo. Nestes dois últimos jogos, apenas existiu um oportunidade flagrante de golo e que nasceu de um cruzamento. Isto deve-se à defesa estar melhor posicionada, a linha muito mais acertada e o controlo da profundidade ter melhorado a olhos vistos. Para se perceber isso, basta estar atento à forma como a defesa sobe ou desce em cada lance, apesar de ainda haver algumas falhas de coordenação e comunicação.

 

Samaris fez uma boa 2ª parte, mas na 1ª esteve mal. O jogador grego tem de perceber de uma vez por todas que não pode roubar todas as bolas que vai disputar. Jogando ali naquela posição, é muito importante que saiba posicionar bem, e que saiba pressionar em contenção, impedindo o adversário de avançar e levando-o para situações que lhe interessem, como para as linhas, a recuar no terreno ou a jogar para trás. O que Samaris faz é, tentar roubar todas as bolas, entrar à queima, fazer inúmeras faltas e desposicionar-se com a ânsia de querer fazer tudo ao mesmo tempo. Sei que ao jogar com Talisca ali, o trabalho para ele é muito maior, mas teima em dificultar a vida a ele próprio. Precisa de se posicionar melhor, perceber onde deve ou não deve ir, ter a noção do espaço que ocupa e fazer pressão em contenção, para assim a equipa ter tempo de recuperar de eventuais falhas. Contra equipas mais fracas isso pode não comprometer muito, mas contra equipas com mais qualidade, será um grande problema. Começo a achar que o melhor que lhe pode acontecer é levar o cartão amarelo cedo, assim ele acalma a sua agressividade e tenta ser mais racional. Depois de levar o cartão amarelo neste jogo, foi isso que aconteceu, e não foi por acaso que a sua produção subiu de qualidade.

 

Este foi mais um jogo em que é notório o problema no meio-campo do Benfica. É inadmissível que o Benfica não tenha contratado um número 8 titular para a equipa. Sem esse jogador, a equipa tem mais dificuldades, pois não há ali um jogador que faça boas transições ofensivas e defensivas, que saiba sempre que terrenos pisar, que tenha verticalidade com bola e que quebre as linhas adversárias com movimentações entre elas. Talisca já se sabe, é capaz do melhor e do pior, mas é curto para aquela posição num meio-campo a 2. Para Pizzi digo o mesmo, ou pior. Nos jogos mais fáceis ainda disfarçam, mas quando a dificuldade aumenta as fragilidades notam-se logo.

 

Guedes não fez um jogo bem conseguido. Até acho que a posição onde está a jogar é onde menos rende, de todas onde ele pode jogar na frente. Gaitán está em ponto de rebuçado, este foi mais um grande jogo do argentino. Mitroglou está a provar tudo o que disse dele na análise que publiquei na altura da sua contratação e ainda vai melhorar mais. Já se envolve mais no jogo da equipa, movimenta-se bem, e já se nota um bom entendimento com Jonas e Gaitán. Na área é o que se sabe, aquele rectângulo não tem segredos para ele, sabendo sempre para onde deve ir. Este foi mais um jogo em que ajudou a acabar com o mito de ser tosco e de que sabe marcar golos.

 

Segue-se o jogo no Estádio do Dragão, o jogo que é na teoria o mais difícil no campeonato. Espero ver um grande Benfica. Com um resultado positivo no final.

 

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publicado às 20:32

Análise ao Benfica vs Belenenses

por P1nheir8, em 12.09.15

 

Depois da paragem de 15 dias, o Benfica recebeu o Belenenses no Estádio da Luz, na 4ª jornada da Liga NOS. Para este jogo, Rui Vitória fez 3 alterações relativamente ao último 11 titular. Jardel, Talisca e Gonçalo Guedes, entraram para os lugares de Lisandro, Pizzi e Victor Andrade. A entrada de Talisca e de Guedes era algo previsto. Acreditava-se que Lisandro poderia continuar a fazer dupla com Luisão, mas foi Jardel que voltou à equipa, depois de recuperar da lesão.

 

O Benfica entrou a pressionar muito a equipa do Belenenses e a tentar dominar o jogo. Na 1ª vez que chega à baliza contrária, Mitroglou marca de cabeça, após cruzamento de Jonas. Depois do golo, as coisas continuaram da mesma maneira. Benfica a ter muita bola e a pressionar muito assim que a perdia. A circulação de bola era feita com progressão no terreno. A equipa de Sá Pinto poucas dificuldades criava, estava perdida em campo e a pressionar pouco.

 

Aos 17 minutos, Jonas faz o 2º golo da partida, depois de um bela jogada de ataque. Boa circulação, jogadores a movimentarem-se bem, com Gaitán a ir à linha para cruzar uma bola que acaba por chegar aos pés de Jonas, que atira para o fundo das redes. Eram os melhores momentos do Benfica de Rui Vitória. A equipa parecia outra e dava gosto estar a assistir ao futebol praticado. Facilmente a bola passava jogável para os médios e atacantes. A equipa movimentava-se bem, procurava os espaços e os apoios, jogando de pé para pé. As boas jogadas e lances de perigo sucediam-se. A defesa ia controlando qualquer tentativa de ataque contrário.

 

Após uma perda de bola de Gaitán aos 35 minutos, o Belenenses remata, mas a bola sai longe da baliza de Júlio César. Por esta altura, já se notava um pouco de levantar do pé por parte do Benfica. Já se trocava a bola com mais calma e se deixava o adversário jogar em zonas recuadas do terreno. O intervalo aproximava-se, mas não chegou sem antes Jonas fazer o 3-0 após um canto. 

 

 

Esta foi uma grande 1ª parte do Benfica. Não só pelo resultado, mas também pelo futebol praticado. Equipa muito personalizada e adulta. Muita bola, boa dinâmica ofensiva, pressão eficaz e agressiva na tentativa de recuperação da bola. O Belenenses pouco fez, mas há muito mérito do Benfica.

 

A defesa apareceu em muito melhor plano para este jogo. A linha defensiva esteve muito mais certa - ainda não totalmente -, subindo e descendo em bloco de uma forma mais eficiente. Nas bolas paradas, a defesa à zona também cumpriu muito bem. Laterais a subir e a dar sempre mais caudal ofensivo à equipa. Onde a defesa esteve pior, foi em lances fáceis de resolver, onde faltou alguma tranquilidade, apesar de nunca ter sido criado grande perigo. Samaris e Talisca entenderam-se bem no meio-campo. Ainda falharam alguns passes, que precisam de sair bem para o jogo da equipa fluir.

 

A frente de ataque esteve muito bem. Gaitán a mostrar o fantástico jogador que é. Evitou fazer cruzamentos atrás de cruzamentos com pouco critério, procurando mais os apoios para depois a bola continuar a rolar. Guedes também fez uma boa primeira parte, boas diagonais e bom entendimento com Nélson Semedo. Mitroglou apareceu diferente. Muito mais participativo no jogo da equipa, não ficando tão estático e procurando vir dar apoio e fazer jogar. Dentro da área é o que se sabe, um jogador muito forte. Jonas é Jonas, não sei que dizer mais. É passar estes 45 minutos só a olhar para ele e perceber o jogador fantástico que é. Faz tudo bem. 

 

 

Três minutos de jogo bastaram para perceber que a linha defensiva ia estar melhor do que em jogos anteriores. Samaris e Talisca a saírem os dois ao mesmo homem e ao mesmo tempo, deixando ali um espaço vazio.

 

 

O lance do 1º golo. O poder físico de Mitroglou e a dificuldade que é marcar o avançado grego na área. Assim que ele faz o movimento, o defesa do adversário não consegue sequer chegar perto ou incomodar.

 

 

Um dos exemplos para perceber que o Benfica tem abdicado quase na totalidade de sair a jogar com o 3º central.

 

 

Pressão muito alta por parte do Benfica, sempre a evitar ao máximo que o Belenenses conseguisse sair a jogar.

 

 

Aqui demonstrada a maior agressividade do Benfica quando perdia a bola.

 

 

Gaitán vem da esquerda para a direita. Com isso, um dos médios adversários acompanha a sua movimentação, deixando ali o espaço aberto no meio. Samaris, com um belo passe, faz entrar a bola em Jonas, que serve a diagonal de Gonçalo Guedes. Boa jogada e bons movimentos.

 

 

O lance do 2º golo. Futebol apoiado, com movimentações e só depois do desequilíbrio feito, aparece o cruzamento.

 

 

Lançamento lateral, jogador adversário recebe de costas e logo os centrais a chegarem à frente para encurtar o espaço. Dá para perceber que Jardel dá sinal a Eliseu, pois o lateral devia ter acompanhado a subida, em vez de estar ali a passo.

 

 

A boa troca de bola do Benfica, com Mitroglou a sair de perto da área para se vir envolver muito bem com os colegas.

 

 

Vimos Luisão a sair muitas vezes da sua zona para pressionar. Este é um bom exemplo. O capitão do Benfica sai para fechar aquele espaço e pressionar o jogador do Belenenses que recebe a bola de costas. Samaris, muito bem, vai compensar a subida do central, assim como Talisca na frente da defesa. A linha mantem-se eficaz, colocando o extremo adversário em fora de jogo.

 

 

A qualidade da movimentação de Jonas na área. 

 

 

Finalmente, vimos algo trabalhado nas bolas paradas da equipa. Canto atrasado para Nélson Semedo, que coloca a bola ao 2º poste, para onde se movimentam os dois centrais.

 

 

Benfica voltou a defender as bolas paradas com muita gente. Neste livre, temos um jogador na barreira e os restantes 9 jogadores de campo na área. Parece ser para manter. 

 

 

Bola na linha, defesa a subir em bloco. Jogador adversário recebe a bola sozinho no meio - bola descoberta - a defesa recua logo em bloco.

 

 

 

Para a 2ª parte, não houve qualquer alteração na equipa do Benfica. O Belenenses, aos 50 minutos, incomodou Júlio César pela 1ª vez. Bola nas costas e Luís Leal a rematar para defesa apertada do guarda-redes encarnado.

 

Por volta dos 53 minutos de jogo, o Benfica volta a marcar. Boa jogada do Benfica, Gaitán a quebrar os rins ao lateral do adversário, chegando depois a bola a Mitroglou, que encosta para o 4-0. Continuava o bom futebol da 1ª parte. O que disse sobre o que se passou antes do intervalo, era o mesmo que se passava em campo na 2ª parte. Aos 60 minutos, momento de magia no Estádio da Luz. Brilhante jogada entre Jonas e Gaitán, onde o jogador argentino faz o 5-0. O tempo para saborear este golo foi muito pouco, já que aos 63 minutos Talisca faz o 6-0, com um grande remate do meio da rua.

 

Rui Vitória mexe pela primeira vez na equipa aos 66 minutos. Mitroglou é substituído por Raúl Jiménez. O futebol continuava muito vistoso. Com um resultado destes, os jogadores tinham a confiança em alta e as coisas saíam ainda com maior naturalidade. Eram grandes momentos de futebol que se viam no Estádio da Luz, com os jogadores a abrirem completamente o livro.

 

Aos 72 minutos, o treinador do Benfica volta a mexer na equipa. Sai Gaitán e entra Nuno Santos. O ritmo de jogo estava a baixar nitidamente. O Benfica já tentava descansar tendo a posse de bola, não sendo tão vertical. A última substituição acontece aos 77 minutos, saindo Jonas e entrando Pizzi. Talisca foi colocar-se mais perto de Jiménez.

 

Pouco de mais importante aconteceu até ao final do jogo. Os jogadores do Benfica foram aguardando o final do jogo. Apesar de terem feito vários ataques, já era mais em descompressão. Belenenses também pouco incomodou e o jogo acabou mesmo com 6-0 no marcador.

 

 

Não há muito para dizer da 2ª parte que não foi dito na 1ª. Pouca coisa mudou, a equipa continuou em grande nível. O Belenenses apenas criou uma situação de real perigo.

 

Rui Vitória mexeu bem na equipa. Deu descanso a jogadores que precisavam, poupando-os assim para os próximos jogos. A defesa continuou a portar-se de maneira positiva, o meio-campo a dar muita consistência à equipa e a frente de ataque a brilhar no relvado. Os jogadores que entraram cumpriram. 

 

 

Talisca e Samaris abordam mal o lance, permitindo que o jogador do Belenenses ganhe muito espaço. A defesa vai recuando, até que Jardel e Eliseu aproveitam o adiantamento da bola para sair e acabar com o lance.

 

 

O único lance de real perigo do Belenenses. Desatenção do Benfica e bola nas costas da defesa.

 

 

Gaitán a partir o defesa no lance do 4º golo. Depois a bola vai ter com Mitroglou que encosta para o golo. 

 

 

Lance do 5º golo do Benfica, com os dois melhores jogadores do campeonato em destaque. Não são necessários comentários. É apreciar o momento.

 

 

A bomba de Talisca. 

 

 

Samaris tem mostrado qualidade nos passes longos. Boas aberturas neste jogo, sendo esta um bom exemplo.

 

 

Como tem sido habitual, nos lançamentos de linha lateral o Benfica tentar encurtar ao máximo o campo. Podemos ver no inicio do lance, os 10 jogadores de campo do Benfica estão todos colocados para lá da metade do campo. Jogador recebe a bola de costas, defesa sobe em bloco. Quando o passe é feito, estão já os jogadores adversários em fora de jogo.

 

 

É um prazer, Jonas e Gaitán.

 

 

Os movimentos para o interior que Nélson Semedo tem feito. A cada jogo que passa, aparecem em maior número.

 

 

Este foi um grande jogo. De muito longe, o melhor da era Rui Vitória. Notou-se muita evolução no que a equipa fazia em campo e nas suas ideias. O Belenenses apresentou-se muito mal no Estádio da Luz, com falhas gritantes a vários níveis, no entanto nada disso ofusca a qualidade de jogo que os jogadores encarnados apresentaram.  

 

Nesta equipa, existiram várias mudanças relativamente aos jogos anteriores que a tornaram melhor. Melhor consistência defensiva, com um melhor controlo da profundidade e a linha muito mais certa. Muito mais agressivos na recuperação da bola. Maior dinâmica em campo. Futebol apoiado, mais vertical, com muitos apoios para o portador da bola. Cruzamentos continuaram acontecer, mas a equipa procurou primeiro desequilibrar equipa adversária e depois sim, cruzar para a área. Eu não sou contra os cruzamentos - até porque não faz sentido uma equipa com estes cabeceadores não o fazer -, só não acho que se devam fazer cruzamentos em qualquer que seja a situação. Defendo sim, o que foi feito neste jogo. A equipa também já merecia marcar um golo cedo, para depois jogar com outra tranquilidade.

 

Nas minhas análises, muita gente me dizia que batia sem razão no Lisandro e que ele não tinha falhas como as que apontava. Penso que neste jogo ficou clara a diferença entre ele e Jardel. Em termos posicionais, são diferenças de qualidade gritantes e que mudam muito a forma como a defesa se movimenta. Jardel acabou por falhar em coisas mais básicas, como cortes que eram fáceis e que complicou um pouco. Dá para ver que ele e Luisão se entendem quase de olhos fechados. Rui Vitória teve de tomar uma difícil decisão, que na teoria não foi justa, mas penso que foi o melhor para a equipa. Ambos os laterais atacaram bastante durante o jogo, com Nélson Semedo em mais evidência. Fazem vários movimentos interiores e isso parece-me que é uma coisa que tem estado a ser trabalhada.

 

Talisca fez o melhor jogo com a camisola do Benfica a jogar naquela posição. As facilidades em campo foram muitas, mas o brasileiro fez mesmo um bom jogo naquela posição. Veremos se é para manter contra adversários de maior qualidade nos próximos jogos. Samaris também esteve melhor, tem é de perceber que nem sempre pode ir a todas as bolas, pois descompensa a equipa.

 

Mitroglou mostrou o grande jogador que é. Que ninguém tenha dúvidas disso. Conseguiu envolver-se mais no jogo da equipa. Veio tabelar e dar apoios aos colegas. Dentro da área é o que se sabe, um bicho. Movimenta-se muito bem, é extremamente difícil de marcar e finaliza muito bem. Guedes também esteve bem, menos exuberante que os companheiros de ataque, mas com bom entendimento com Nélson Semedo. É um jogador inteligente, percebe que nem sempre pode ir na iniciativa individual e joga com a cabeça levantada. Sobre Jonas e Gaitán não vale a pena comentar, os lances falam por si.

 

Rui Vitória e os jogadores estão de parabéns pelo que fizeram neste jogo. Esperamos todos que isto seja para continuar, já que já os sinais dados foram bons. Ainda há coisas que precisam de ser melhoradas, não está tudo bem, como é óbvio. É continuar a trabalhar e mostrar evolução de jogo para jogo.

 

Nota: Na última análise, falei de um movimento de descontentamento de Rui Vitória para com Nélson Semedo. Se naquela imagem isso parecia óbvio, visto de outra câmara as coisas já parecem diferentes, apesar de ele pedir a bola na linha. Deixo-lhe aqui as minhas desculpas.

 

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publicado às 21:26

Análise à 1ª jornada da Liga NOS

por P1nheir8, em 17.08.15

 

O Benfica iniciou ontem o caminho que todos esperamos que acabe com o tricampeonato. O adversário foi o Estoril, que veio jogar ao Estádio da Luz. Para este jogo, Rui Vitória fez algumas alterações na equipa que tinha defrontado o Sporting na Supertaça, como podemos ver na imagem acima. Surpreendente a saída de Samaris do 11, mas entre ele e Fejsa, num meio-campo a 2, só um pode jogar e a escolha caiu no sérvio.

 

Os primeiros 10 minutos de jogo foram muito divididos, muita luta e pressão das duas equipas. O Benfica tentava sair a jogar, mas tinha dificuldades em ultrapassar a linha do Estoril. A circulação de bola era feita muito baixa no terreno.

 

Mais 10 minutos de jogo, e mais do mesmo. Muita luta, muita correria, e pouco futebol, com nenhuma oportunidade para qualquer equipa. Dificuldades do Benfica em chegar perto da área contrária com a bola controlada. 

 

Aos 22 minutos a primeira ocasião de golo para o Benfica. Grande cruzamento de Gaitán, mas Jonas atira de cabeça ao lado. Menos de um minuto depois, grande cruzamento de Jonas, bola teleguiada para o pé esquerdo de Mitroglou, mas o grego acerta mal na bola. Aos 25 minutos, golo bem anulado ao avançado grego, após grande passe de Gaitán. 

 

Nova chegada do Benfica à área contrária aos 31 minutos. Cruzamento de Nélson Semedo que Mitroglou recebe, mas o remate é desviado por um adversário para canto. Aos 40 minutos, a grande oportunidade do Benfica na 1ª parte. Gaitán ganha a bola de cabeça e Luisão completamente cara a cara como o guarda-redes atira a bola à barra.

 

O jogo caminhava tranquilamente para o intervalo, sem nada de muito interessante acontecer, até que aos 46 minutos e após uma infantilidade inacreditável do Benfica, um jogador do Estoril se isola, mas Júlio César evita o golo com uma grande defesa. O jogo foi para o intervalo empatado a zero.

 

Esta não foi uma primeira parte muito bem conseguida pela equipa do Benfica em termos de futebol jogado. Júlio César esteve muito bem, como nos tem habituado desde que chegou. A equipa continuou a não conseguir chegar muitas vezes perto da baliza adversária com a bola controlada, e os lances de perigo nasceram de lances de cruzamentos ainda longe da área ou de bolas após os lances de bola parada. A posse de bola foi feita num espaço de terreno muito recuado e com pouca qualidade. A equipa falhou também muitas saídas a jogar, mas evitou ao máximo recorrer ao pontapé para a frente. Voltou a existir a tentativa de saída a jogar com o 3º central, mas depois as outras linhas estavam quase sempre muito longe.

 

O meio-campo não funcionou bem. Fejsa nota-se que ainda não está em grande forma física, apesar de ser enorme a defender, e Pizzi foi mesmo o pior jogador do Benfica. Se a defender sabemos todos que é muito sofrível, desta vez também o foi a atacar. Gaitán foi o melhor da equipa na 1ª parte, enquanto que Ola John pouco fez, apenas se notou mais a defender que a atacar. O extremos voltaram a fazer muitos movimentos interiores, deixando as alas para os laterais, e durante a 1ª parte já se viu os laterais do Benfica com mais acutilância ofensiva.

 

Jonas mostrou o que ainda não tinha mostrado este ano, jogando muito melhor e aparecendo entre linhas. Mitroglou teve uma boa oportunidade que acabou por falhar. Notou-se que ainda está longe da melhor forma e longe de se entender com os companheiros. 

 

 

Neste lance podemos ver as dificuldades posicionais de Lisandro e como ele muitas vezes joga demasiado baixo. Acabou por cortar o lance, porque é rápido e depois consegue recuperar, mas tem de estar muito mais atento a isto e posicionar-se melhor.

 

 

Aqui dois lances em que Pizzi está muito mal. No primeiro não vai fechar o espaço nem recua, mostrando grande passividade defensiva, e valeu Gaitán a ir cortar a bola. No segundo tem uma abordagem ao lance digna de um iniciado. 

 

 

Duas situações do Benfica a sair a jogar, mas com muito espaço entre o portador da bola e os companheiros de equipa. Ninguém desce para receber a bola entre as linhas do Estoril, ficando ali aquele enorme espaço no meio do campo, e assim fica muito difícil para quem leva a bola encontrar uma linha de passe.

 

 

Boa transição ofensiva do Benfica, com Eliseu a dar largura ao ataque, com Mitroglou e Jonas com superioridade numérica na área. Pena o passe ter saído com força a mais.

 

 

Os muitos jogadores que o Benfica coloca junto à bola, encurtando o campo e tentando fazer com que a equipa adversária não consiga sair a jogar dali.

 

 

O que Nélson Semedo consegue dar à equipa ofensivamente é isto. É um lateral com grande capacidade ofensiva.

 

 

Grande infantilidade por parte do Benfica. Luisão vai bater um livre e faz mal o passe. Jogadores mal posicionados. Lisandro poderia por exemplo estar mais perto de Luisão e mais recuado, dando assim uma linha de passe ao capitão. Depois a equipa perde a bola e o jogador do Estoril isola-se completamente.

 

 

Para a 2ª parte, Rui Vitória não mexeu na equipa, e entraram os mesmos jogadores em campo. Aos 47 minutos e após uma perda de bola do Benfica, Júlio César evita miraculosamente o golo do Estoril. Os primeiros 10 minutos da 2ª parte foram iguais ao que foi a 1ª parte, muita luta e pouco futebol. Aos 55 minutos e após uma boa jogada de ataque do Benfica, Jonas aparece numa situação de um para um com um defesa, mas a bola acaba por ser cortada para canto.

 

Rui Vitória mexe na equipa aos 60 minutos. Saem Pizzi e Ola John e entram Talisca e Victor Andrade. Os jogadores que entraram foram fazer as posições dos que saíram, nada mudou. A equipa mostrava a cada minuto que passava ainda mais ansiedade. Se na 1ª parte ainda se viram algumas ideias de jogo, por esta altura já se começava a jogar mais com o coração. Já se enviavam muitas bolas directas para a frente de ataque, em vez das tentativas de sair a jogar. Aos 67, minutos bom entendimento entre Jonas e Mitroglou, em que o avançado grego falha o golo depois de uma grande assistência de Jonas.

 

Chega o minuto 73 e chega a tão esperada explosão de alegria no Estádio da Luz. Boa saída a jogar por parte do Benfica, Gaitán com um grande cruzamento e Mitroglou a finalizar muito bem de cabeça na área. Com este golo, o Benfica quebrou um jejum de 428 minutos sem marcar.

 

A equipa empolgou-se com o golo, a pressão e a ansiedade diminuíram muito e o futebol começou a fluir. Grande penalidade a favor do Benfica aos 77 minutos e Jonas a marcar o seu primeiro golo no campeonato 15/16.

 

Poucos minutos depois, e após jogada de entendimento entre Nélson Semedo e Victor Andrade, o extremo brasileiro cruza para Jonas, que com um belo cabeceamento faz o 3-0. Aos 84 minutos, última substituição no Benfica, sai Mitroglou e entra Gonçalo Guedes. O jovem português foi jogar para o lado esquerdo do ataque, juntando-se assim Gaitán e Jonas na frente.

 

O Estoril foi abaixo no jogo e nunca mais conseguiu criar verdadeiro perigo para a baliza de Júlio César. Aos 89 minutos e após uma grande jogada do Benfica, Nélson Semedo marca o 4-0 para o Benfica. Que estreia do menino no Estádio da Luz.

 

O Benfica dominou a posse de bola até o jogo acabar e nada de mais importante se passou, acabando assim o jogo.

 

Esta 2ª parte e até ao golo, mostrou uma equipa do Benfica ainda mais ansiosa. Se na 1ª a equipa tentou sempre ou quase sempre sair a jogar e tentar chegar na frente com a bola controlada, na 2ª e com o passar dos minutos começou a jogar-se muito mais directo, o que também se percebe pelo passar dos minutos e com o jogo empatado.

 

As substituições foram muito importantes para a vitória do Benfica e vieram dar mais dinâmica à equipa. O Estoril também se foi abaixo fisicamente na 2ª parte, e depois do primeiro golo do Benfica eles quase que acabaram para o jogo. A equipa conseguiu ter muito mais presença na área do que aquilo que nos habituou até agora durante esta época. Júlio César foi determinante para a vitória, aparecendo a evitar dois golos feitos do Estoril.

 

 

Mais uma vez, a equipa do Benfica a encurtar muito o campo com muitos jogadores. Normalmente estes lances acontecem sempre em lançamentos laterais da equipa adversária.

 

 

Mais uma saída do Benfica a jogar com o 3º central. Gaitán tem feito sempre movimentos interiores, deixando a ala para o lateral. Jonas também a vir buscar a bola entre linhas, mas a distância é grande entre o portador da bola e os companheiros.

 

 

O muito tráfego que há no jogo interior do Benfica. Neste lance ninguém a dar jogo exterior à equipa, com todo este espaço para aproveitar.

 

 

A movimentação de Mitroglou no golo. Faz que vai para a frente e volta a dar dois passos atrás. O central também devido à movimentação de Jonas tenta fechar mais e depois já não tem hipótese de cortar a bola.

 

 

O lance do 3º golo do Benfica. Arrancada de Nélson Semedo que dá para Victor Andrade cruzar. Podemos ver na área o Benfica com superioridade em zona de finalização.

 

 

O último golo do Benfica. Bonita jogada com futebol apoiado e movimentos de ruptura na defesa contrária. A genialidade de Gaitán fez o resto, com Nélson Semedo a antecipar o que Nico ia fazer.

 

 

Esta acabou por ser uma boa vitória do Benfica, mas por números bem enganadores. Nem tudo está bem, nem tudo está mal, mas nota-se perfeitamente que a equipa precisava de um golo, e estava muito ansiosa não se conseguindo soltar. A equipa mostrou melhores ideias neste jogo, não recorreu tanto ao chutão que nos tinha habituado anteriormente. A pressão não foi tão boa, e o Estoril conseguiu sair várias vezes a jogar. Notei também a equipa pouco agressiva – no bom sentido – na disputa de lances e a perder vários bolas divididas e segundas bolas. A circulação de bola foi também muito baixa e muitas vezes com pouca qualidade e Rui Vitória tem de arranjar maneira de conseguir com que a equipa ultrapasse com mais qualidade a pressão e linhas dos adversários. Com os laterais tão projectados ofensivamente nas saídas a jogar, o Benfica não pode falhar tantos passes nessas saídas, pois aí a equipa estará muito descompensada. Equipa finalmente conseguiu ter mais presença na área, e isso acabou por fazer a diferença.

 

A defesa não esteve mal, apesar do Benfica ter passado por vários calafrios e ter dificuldades no controlo da profundidade. Luisão é muito importante para a equipa. Lisandro fez um bom jogo, é um central que dá muito nas vistas, faz inúmeros cortes e isso faz com que pareça que está sempre bem no jogo. No entanto, o seu posicionamento tem de ser melhorado, já que está inúmeras vezes mal posicionado e tem a tendência de jogar muito baixo e recuar a linha defensiva. É melhor tecnicamente que Jardel, e com isso sai a jogar com mais facilidade e qualidade. Eliseu também fez um jogo razoável, mas o Benfica precisa de um verdadeiro lateral esquerdo. Nélson Semedo brilhou, apesar de ainda mostrar várias lacunas defensivas e de posicionamento - não tantas como seria de esperar já que grande parte das vezes que foi apanhado fora da posição se deveu a estar avançado no terreno nas saídas a jogar do Benfica - , mas isso é normal que ainda está a crescer e aprender. É um lateral que dá muito à equipa ofensivamente, é um desequilibrador. É também um poço de forças, aos 93 minutos ainda andava a atacar pelo seu corredor como se fosse aos 5 minutos de jogo. Mereceu o golo que marcou.

 

Fejsa e Pizzi não funcionaram bem, e a equipa precisa de um número 8 que entre de caras na equipa. Entre Samaris e Fejsa não há grande diferença, na posição 6 o Benfica pode dormir descansado. Gaitán voltou a mostrar que é o jogador mais genial do campeonato, fazendo um enorme jogo e Ola John notou-se mais pelo trabalho defensivo que ofensivo.

 

Mitroglou e Jonas ainda não se entenderam muito bem, apesar de ter havido várias boas indicações. O grego ainda está em má forma e sem ritmo, mas fez aquilo que tão bem sabe, marcar golos, apesar de duas falhas em que devia ter marcado. Jonas já foi parecido ao Jonas da época passada que tanta magia espalhou pelo campeonato. 

 

Talisca a Victor Andrade entraram muito bem. Quem vê Victor Andrade e quem o viu. O jogador cheio de limitações que mostrou ser no ano passado, mudou completamente, e eu que fui grande crítico dele, visto o que mostrava no ano passado na equipa B. Fez no ano passado um dos piores jogos que vi um jogador profissional fazer ao vivo, mas este ano está completamente diferente e espero que me continue a deixar sem palavras. Talisca também esteve bem, mas acho que não serve para a posição 8.

 

Palavra para Rui Vitória, não teve medo em apostar em Victor Andrade, e em Talisca para a posição 8. Estes dois jogadores vieram revolucionar um pouco o jogo. Muito bem nas substituições. Ainda há muito para melhorar, precisa de dois reforços - número 8 e lateral esquerdo - e que a equipa agora com esta vitória se liberte e comece a jogar verdadeiramente. Esta semana há mais, todos a Aveiro.

 

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publicado às 18:00

 

Desta vez foi a sério e o Benfica voltou a jogar pouco. Muito pouco. Já se passaram 5 semanas e ainda há muito trabalho pela frente, a equipa continua muito desgarrada, muito fraca ofensivamente e com os sectores a jogar muito longe uns dos outros. Na frente Jonas recebe a bola, vira-se e tem a equipa quase no seu meio-campo, muito longe para o apoio, obrigando-o a temporizar para sofrer uma falta ou ficar sem a bola. Passar ao Talisca não é opção, é preferível chutar logo a bola para a bancada. O Talisca é, para mim, um dos casos mais enigmáticos dos últimos anos, porque passa constantemente por bom jogador - jogos a titular e o primeiro a saltar do banco quando lá está - e continua a mostrar uma banalidade constrangedora. Arrisco dizer: o Talisca, neste momento, não seria titular numa equipa que luta para não descer à 2ª Liga. E o problema dele não se resume exclusivamente ao plano técnico, o Talisca é um jogador pouco inteligente; e não vou dizer de outra forma para não ser ofensivo com ele, já que para todos os efeitos é 'jogador' do Sport Lisboa e Benfica.

 

Com a análise ao jogo, começo por uma jogada que em 3 imagens mostra bem o que é o Benfica de Rui Vitória em 3 momentos do jogo distintos. Isto é tudo na mesma jogada, passam apenas alguns segundos entre todas as imagens:

Na primeira imagem o Benfica perde a bola, organiza-se em 4-2-3-1 e Samaris é o primeiro a sair para pressionar. É incrível o buraco que se forma atrás dele. Incrível. Neste momento há uma linha de passe para o João Mário e o jogador que está mais próximo e que deveria fazer a pressão é o Talisca. É preciso explicar? Desenrolar da jogada: o João Mário recebe a bola tranquilamente, tem em cima uma pressão sufocante do Talisca com os olhos e acelera o jogo, e põe facilmente na linha. Assim não há pressão que resista, o Sporting com alguma segurança a sair a jogar, conseguiu criar um momento ofensivo.

Na imagem seguinte, é a continuação da jogada, o jogador do Sporting recebe na linha e tem logo uma linha de passe no meio para o Slimani, que desceu no terreno para fazer a ligação. A jogada só não deu mais porque as lacunas técnicas de Slimani sobressaíram e ele embrulhou-se com a bola. Excelente movimento do Sporting, péssimo movimento do Benfica. O buraco no meio-campo continua lá.

Depois o Benfica recupera e sai a jogar por Gaitán. Mas é o Nico contra o mundo, a equipa do Benfica não subiu, Gaitán teve que arriscar levar a bola e acabou por conseguir pôr na linha em Sílvio que entretanto subiu. A equipa do Benfica tem que subir em bloco para dar apoio ao transportador da bola, desta forma só criamos perigo através de jogadas individuais. 

 

 

Momento defensivo do Benfica na saída da bola do Sporting: Jonas sai na bola, Samaris sobe no terreno para fechar linhas de passe interiores, Gaitán por dentro para fazer campo mais curto e Talisca a fazer qualquer coisa que não consigo perceber o que é, mas é útil para a equipa de certeza. Este momento parece-me bem defendido e o Benfica recuperou a bola rapidamente.

 

 

O Benfica recupera a bola na sua zona defensiva, Samaris é quem tem a bola e não tem ninguém para passar em segurança pois a equipa continua muito distante entre sectores. A única solução era para Fejsa, mas Slimani está por perto e um passe interior naquela situação seria sempre arriscado. O grego acabou por bater a bola porque era a única opção que tinha. Bola recuperada pelo Sporting.

 

 

Num lançamento lateral, Semedo põe no Talisca que cabeceia para trás, mas aqui sem grande responsabilidade do brasileiro, o Benfica está partido em dois e ele não tem ninguém com quem trocar a bola. É urgente resolver este problema do Benfica; é preciso atacar e defender com um único bloco, jogar com uma equipa que defende e outra que ataca, não favorece o nosso jogo.

 

 

É das poucas coisas positivas que se pode tirar do jogo do Benfica: a pressão na saída da bola do adversário; começamos mal mas com o passar do tempo adaptámo-nos bem e conseguimos obrigar o Sporting a ter que ir batendo a bola. Samaris saiu sempre para formar uma primeira barreira e Fejsa fechou bem as suas costas para a bola não entrar entre linhas. O Sporting teve que jogar longo e perdeu a bola.

 

 

Está assim apresentado o Benfica ofensivamente. Boa subida no terreno de Nélson Semedo, ganha espaço para cruzar, faz um bom cruzamento e os jogadores do Benfica presentes estorvam-se na área em momento de finalização. Não há grandes comentários a fazer quando isto acontece numa equipa como o Benfica.

E só para esclarecer, não estava ninguém na área para finalizar. Sintomático.

 

 

Na análise que fizemos da Eusébio Cup, o P1nheir8 mostrou uma imagem do Sílvio completamente desposicionado a marcar na linha e a dar todo o interior do campo para a bola entrar; parece que isso lhe serviu de aviso já que desta vez não repetiu o erro, não encostou na linha e ficou por dentro, como resultado teve um excelente corte a um passe de desmarcação para o Carrilo que o ia deixar entrar na área com grandes possibilidades de criar perigo. Muito bem o Sílvio neste movimento. A imagem é no momento do passe para o Carrilo, o Sílvio ainda não cortou a bola.

 

 

Esta imagem é já na segunda parte e nota-se logo uma alteração no Benfica: Talisca é encostado à esquerda e Gaitán fica a 10, a tentar ligar o jogo entre Jonas e o resto da equipa. Ola John mantém-se na direita.

 

 

Movimento ofensivo do Sporting, a bola entra com facilidade em Carrilo em zona mais interior, que mesmo com Sílvio e Talisca posicionados para defender, a bola entra em profundidade na linha em João Pereira que se desmarca bem. O lance acaba com um cruzamento bombeado que o Sporting não aproveitou. Bom movimento ofensivo e mais uma vez o Benfica defende com muita gente e defende mal. Talisca tem que ser mais ativo a defender, não pode simplesmente ficar a olhar para a bola a entrar.

 

 

Benfica recupera a bola e tenta sair a jogar. Sílvio joga na linha em Talisca que tem linha de passe completamente aberta para Sílvio e dá logo para perceber que ele vai devolver, mas Talisca resolve segurar a bola mais um pouco e faz o passe para o Silvio quando ele já tem um jogador adversário em cima. Talisca esteve mal, muito mal, mas também dá para perceber que o Benfica continua com os setores muito longe uns dos outros e era difícil sair a jogar.

 

 

Começa assim o golo do Sporting. Carrilo vem buscar a bola por dentro e consegue passar para Gutiérrez que recebe a bola entre as linhas do Benfica. É um movimento típico das equipas de Jorge Jesus, mas parece que ainda há quem não o conheça. Teo recebe a bola, roda, acelera e joga em Carrilo que depois remata. Custa-me entender como é que o Benfica permitiu sempre este movimento ao Sporting, os dois avançados desciam entre linhas para receber a bola com a maior facilidade do mundo. O Benfica não pode ser apanhado desprevenido num movimento destes, é imperdoável.

 

 

Depois de sofrer o golo, Rui Vitória tira do jogo Talisca e põe Pizzi. O Benfica passa a defender em 1-2 no meio-campo com Fejsa atrás, Samaris e Pizzi mais à frente. O Benfica teve mais jogo porque Pizzi circula melhor a bola, mas o Sporting também baixou linhas e deu espaço ao Benfica.

 

A partir daqui não há muito a assinalar. O jogo foi mais pelo coração do que pela cabeça, o Benfica dominou mas sem criar grande perigo, continuou desorganizado e a tentar explorar as alas, onde Nélson Semedo foi importante porque dá mais balanceamento ofensivo à equipa. Boa exibição do Nélson. Rui Vitória foi tentando mexer no jogo entrando Mitroglou e Gonçalo Guedes, mas o resultado prático não foi nenhum, pois o Sporting foi defendendo com mais gente e sempre organizado.

 

Em resumo, o Benfica tem que dar mais, muito mais. No plano ofensivo a equipa praticamente não existiu, e jogar com Talisca a avançado para fazer a ligação com Jonas simplesmente não funciona. É preferível jogar com o Guedes porque é mais incisivo e tem vontade de fazer qualquer coisa, já que o Talisca parece que está em campo a fazer um favor a todos os Benfiquistas. Não é só ele, mas é o jogador que mais se destacou pela negativa.

 

Depois do golo de Jonas ao PSG, o Benfica só marcou 1 golo em 498 minutos. Sintomático.

 

No plano defensivo, a equipa esteve melhor, mas também era mais fácil porque defendeu com mais gente e teve sempre muito trabalho pela frente, nunca dando espaço para que existissem desconcentrações. A dupla Fejsa/Samaris dá robustez ao meio-campo, mas deixa a equipa muito distante entre setores, porque nenhum deles é um jogador típico de ligação. Na minha opinião, Rui Vitória deveria apostar num sistema 1-2 no meio-campo, como fez depois de estar a perder. Nesse sistema pode jogador Fejsa - Samaris e Pizzi, por exemplo. Pizzi seria o jogador de ligação.

 

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publicado às 14:57

 

O Benfica disputou ontem o último jogo de preparação antes da Supertaça. Rui Vitória disse que a equipa titular iria ser perto daquilo que ia usar no jogo contra o Sporting, mas que não ia ser a mesma. Para este jogo, o Benfica apresentou-se em campo com Júlio César na baliza, André Almeida a lateral direito e Sílvio a lateral esquerdo, com Luisão e Lisandro López a formarem a dupla de centrais. No meio-campo estiveram Fejsa e Pizzi, com Talisca e Gaitán nas alas. A dupla de avançados foi composta por Jonas e Jonathan Rodríguez. As duas principais novidades foi a entrada de Lisandro  para o lugar do lesionado Jardel, e de Jonathan para o ataque.

 

Os primeiros 10 minutos foram divididos. O Benfica a tentar ter bola, mas a não correr riscos a jogar a sair de trás, fazendo posse de bola principalmente quando chegava a zonas de mais segurança. O Monterrey começava a aperceber-se que ia ter espaço para jogar, principalmente no espaço entre a defesa e meio-campo do Benfica e nas costas da defesa.

 

Aos 13 minutos, Pabón, jogador do Monterrey aparece isolado, mas Júlio César defende. Aos 18 minutos, e após procurar o espaço interior, Talisca remata com perigo, mas a bola passa por cima. Perda de bola de Pizzi aos 21 minutos, e o Monterrey em contra-ataque quase marca, valeu mais uma vez Júlio César.

 

Pouco de interessante se passava no jogo, até que aos 27 minutos Fejsa recupera muito bem uma bola e avança no terreno. A equipa desdobra-se bem, aparecendo Jonas e Gaitán a combinar, mas Gaitán quando devia ter rematado tenta a assistência e o lance acaba por se perder. Aos 30 minutos o Benfica pressiona muito alto a saída a jogar de um pontapé de baliza do Monterrey, Jonathan consegue recuperar a bola e cruza a área, onde aparece Jonas a cabecear mal.

 

Aos 33 minutos de jogo, voltamos a ter um jogador do Monterrey isolado, após se desmarcar entre Lisandro e Sílvio, mas acaba por rematar ao lado.  Por volta dos 37 minutos, contrariedade na equipa do Benfica. O capitão Luisão sai lesionado, com queixas na zona abdominal, e entra Samaris, recuando Fejsa para central. Perto do intervalo, o Benfica consegue trocar a bola, aparecendo Pizzi a rematar de fora da área, mas a bola vai por cima da barra. O jogo acabou por chegar ao intervalo sem mais nada de interessante acontecer e com o 0-0 no marcador.

 

Esta primeira parte foi quase uma cópia do jogo contra o América. Equipa a ter alguma segurança na posse de bola, principalmente quando conseguia chegar com ela aos médios ou quando a recuperava no meio-campo, mas mesmo assim apenas criou lances de maior perigo com recuperações de bola alta e não em ataque continuado. A posse de bola foi muito lenta, com muito pouco dinamismo e velocidade. As saídas a jogar voltaram a piorar, com a equipa a jogar cada mais longo na frente e arriscar cada vez menos. A defesa foi apanhada com muitas bolas nas costas, principalmente entre Lisandro e Sílvio. Nota-se também cada vez mais um buraco entre o meio-campo e a defesa, mesmo com Fejsa em campo. A defesa não tem estado tão subida como se calhar devia, e tem havido pouco controlo da profundidade.

 

Rui Vitória continua a insistir em Pizzi a 8, com um meio-campo com dois homens. Se nos jogos em casa e contra equipas mais fracas ele ainda consegue esconder as suas fragilidades naquela posição, em jogos mais a doer, não dá mesmo. André Almeida foi mais do mesmo nesta primeira parte, não conseguindo dar nada ofensivamente à equipa, e Sílvio do lado oposto com tanto corredor para explorar, também não esteve bem. Com o jogo interior de Gaitán, ele tem muito espaço para avançar, mas depois com a necessidade de vir para dentro com a bola, não consegue dar a profundidade desejada. Talisca fez um péssimo jogo, onde apenas num remate de fora de área conseguiu criar perigo. Péssimo a nível do passe e nas restantes acções do jogo. Já se viu, e não é de agora, que Talisca não pode jogar na ala, mesmo passando muito tempo a jogar mais interior. Jonas voltou a fazer um jogo longe do que nos habituou. De Jonathan, o que posso dizer é que o melhor que tem conseguido mostrar é a boa capacidade de pressão que consegue fazer, porque de resto pouco mais. Deve ter tocado umas 10 vezes na bola durante a 1ª parte. Também se viu que Lindelöf pouco conta, com a saída de Luisão o treinador do Benfica preferiu apostar em Fejsa a central do que fazer entrar aquele que será, eventualmente, o 4º central do plantel.

 

 

Aqui, o problema da linha defensiva e do espaço entre a defesa e o meio-campo. Jogador do adversário com bola, a preparar-se para fazer um passe longo para as costas da defesa. Luisão e André Almeida a formarem uma linha e depois Lisandro e Sílvio mais atrás. O capitão faz sinal a Lisandro com o braço para eles os dois subirem, mas eles não o fazem, e o Benfica leva com uma bola nas costas. O passe nesta altura ainda não saiu e o jogador do Monterrey já se está a movimentar e a avançar no terreno. Se os jogadores do Benfica estivessem em linha, o avançado do Monterrey estava em fora-de-jogo. Os médios poderiam também ter pressionado mais o portador da bola.

 

 

Duas vezes em que a equipa podia tentar sair a jogar e não o tentou, tendo Júlio César batido a bola para a frente.

 

 

Temos aqui três exemplos do que é o grande afunilamento do jogo ofensivo do Benfica em posse de bola. Assim, e sem largura nas alas, ou situações de 2 para 1, é muito difícil criar-se perigo. No primeiro lance vemos mesmo André Almeida e Talisca bem no meio do terreno, e nem um jogador aberto na ala para depois de tentar bascular o jogo para cá.

 

 

O jogo interior dos médios ala em praticamente todas as tentativas de sair a jogar, deixando as alas para os laterais.

 

 

Jogada simples de saída a jogar do Monterrey, que consegue entrar com a bola na ala. Fejsa vai dobrar André Almeida na ala, ficando um enorme buraco no meio-campo, com Pizzi muito longe e André Almeida a não tentar rapidamente fechar o espaço de Fejsa. O Monterrey desdobra-se bem e aparece com um jogador solto à entrada da área, que remata com muito perigo quase sem oposição. Só quase no momento do remate, Pizzi chega perto e nenhum defesa do Benfica saiu para tentar estorvar o jogador adversário. Sobre este lance, José Calado, comentador da BTV, descreveu-o como muito bom por parte do Benfica.

 

 

Médio do Monterrey a avançar com a bola sem grande pressão por parte dos jogadores do Benfica, Sílvio muito aberto na ala e com muito espaço entre ele e Lisandro. Bola fácil entre o lateral e central, diagonal do jogador da equipa mexicana que se isola.

 

 

A pressão alta que a equipa do Benfica faz sempre que o guarda-redes adversário tem a bola, tentando sempre obrigar a que ele jogue longo na frente. 

 

 

Uma coisa que tem mudado no Benfica, é o número de jogadores que defendem e que estão atrás da bola. Nesta jogada, podemos ver os 11 jogadores do Benfica atrás da linha da bola.

 

 

Mais uma vez, a equipa do Benfica a pressionar com vários jogadores muito perto da bola, mas a defesa do Benfica muito longe do meio-campo e baixa no terreno, assim como desalinhada. 

 

 

Para a 2ª parte, não houve substituições, tendo entrado a mesma equipa que tinha acabado a 1ª parte. Aos 48 minutos, e após recuperar uma bola, Lisandro preocupa-se mais em colocar a mão na cara do adversário do que em bater a bola e acabar com o lance, tendo o árbitro marcado falta. Livre lateral, ninguém do Benfica ataca a bola e aparece o jogador da equipa mexicana a fazer o primeiro golo da partida. Logo de seguida o Benfica quase empata, com um jogador adversário perto de fazer auto-golo, mas a bola vai ao poste.

 

O jogo continuava aquilo que foi na 1ª parte, com a diferença de que o Benfica não conseguia pressionar tanto e começava a haver ainda mais espaço entre os sectores. A equipa começava a mostrar também muito cansaço. Aos 56 minutos Pizzi tenta cortar uma bola de carrinho, mas acaba por tocar com a mão na bola, sendo assinalada grande penalidade. Funes Mori faz o 2-0 para os mexicanos. Logo de seguida, Rui Vitória faz entrar Lindelöf, Nélson Semedo, Carcela e Nélson Oliveira, para os lugares de André Almeida, Pizzi, Talisca e Jonathan. Lindelöf foi para central, Nélson Semedo para lateral direito, Samaris e Fejsa formaram a dupla de meio-campo, Carcela a médio direito e Nélson Oliveira a fazer dupla com Jonas na frente. Nélson Semedo mostrou mais em termos ofensivos em 30 segundos, que André Almeida na pré-época toda.

 

O jogo acalmou muito, ambas as equipas baixaram a pressão, deixando jogar mais o adversário. Samaris era o único que continuava em rotação mais alta. Nada de importante se passou em quase toda esta segunda parte. Jogo em ritmo baixo, jogadores a passo e um mau futebol. Rui Vitória aos 78 minutos tirou Jonas e lançou Nuno Santos, passando Gaitán a apoiar Nélson Oliveira no ataque. Os 80 minutos, os mexicanos fazem o 3-0 no marcador, que foi o resultado final.

 

Esta 2ª parte foi terrível para o Benfica, como o próprio resultado indica. Equipa completamente desligada entre si, cada um quase a jogar como se não houvesse nada trabalhado, nada de jogadas delineadas, três golos sofridos, passividade defensiva e ofensiva, tudo horrível. Se na 1ª parte Júlio César conseguiu evitar os golos, nesta nada conseguiu fazer. O cansaço e as condições justificam algo, mas não tudo.

 

Mais uma vez, Nélson Semedo mostrou em meia hora que consegue ser o lateral que mais dá ao jogo do Benfica. Não consigo entender como é que Rui Vitória coloca André Almeida a lateral, sabendo que lhe vai dar o corredor todo para atacar, visto Talisca estar a jogar mais dentro. Não entendo também porque Gaitán fez o jogo todo, acabando mesmo por se agarrar à coxa perto do fim. Os minutos que se dão aos jogadores também me fazem alguma confusão. Por exemplo, Djuricic mostrou algo quando jogou, mas não voltou a ter minutos

 

 

Sim, é o mesmo lance nas duas imagens, com um passe do guarda-redes mexicano para o seu médio, que recebe a bola e roda, e veja-se o buraco que há no meio-campo do Benfica.

 

 

Os dois médios ala do Benfica, um ao lado do outro. 

 

 

Nélson Semedo entrou e conseguiu criar desequilíbrios na equipa adversária, ou pelo menos tentou. 

 

 

Se o que se esperava era que a equipa fosse em crescendo com os jogos que ia fazendo, o que se verificou foi o oposto nesta pré-época. A humidade, o horário, o cansaço, o calor, não explicam tudo isto. Não vou mentir, estou muito desiludido com o que vi em campo nestes últimos jogos. Leio muito que nos anos anteriores também aconteceu o mesmo, e depois a equipa ganhou, mas infelizmente nem sempre a regra é essa. Há que ser também exigente e saber ver as coisas, e o que se viu em campo foi péssimo. As coisas podem perfeitamente mudar, que isto é apenas a pré-época, mas os sinais foram maus e nem o mais confiante adepto do Benfica terá gostado do que viu nestes jogos.

 

O problema nem é tanto os resultados, é a falta de ideias que se vê em campo. Não vi evolução nenhuma no jogo do Benfica desde o primeiro jogo e isso é o que me preocupa. O Benfica está há 263 minutos sem marcar um golo, e desde que Jonas fez o 2-1 frente ao PSG, em 408 minutos a partir desse momento, a equipa marcou um golo. 

 

Vejo Rui Vitória sem saber o que fazer e perdido. Por um lado deve ter as suas ideias para tentar dar aquilo que ele quer para este Benfica, mas por outro existe a história que vem de trás, e o que herdou do seu antecessor. Não consegui ainda perceber o que Rui Vitória quer para este Benfica, para além de mais posse de bola e segurança. O que muita gente pede é que o Benfica jogue em 4x4x2 e que essa táctica é que é boa, mas não é fácil colocar aquele modelo em prática, porque quer se queira ou não, Jorge Jesus conseguiu construir algo de muito bom e forte. Se o treinador do Benfica não pensa dessa maneira, tem de seguir as suas ideias. As pessoas têm de perceber que não há tácticas melhores, nem tácticas piores, o que é importante é a dinâmica dos jogadores em campo e o que eles conseguem construir e dinamizar. Não é por se ter dois avançados ou três que a equipa vai passar a marcar mais ou menos golos. O Benfica ganhou dois campeonatos seguidos a jogar em 4x4x2, mas também perdeu 3 seguidos para um 4x2x3x1. Não estou a defender nenhuma táctica, o que eu defendo é a qualidade, os bons métodos, bom colectivo, bons processos de trabalho, bom modelo de jogo, boas dinâmicas em campo, e isso sim, é o que traz sucesso.

 

Esta pré-época mostrou também que o Benfica precisa urgentemente de verdadeiros reforços, daqueles que entrem de caras na equipa titular. E com o que se viu, se calhar são precisos mais do que o que se esperava, e é obrigatório ir ao mercado. Em relação ao planeamento da pré-época, Rui Vitória não tem culpa de ter sido horrível, mas em relação a isso já falámos em outros artigos.

 

A única coisa boa, é que tenho a certeza absoluta que na Supertaça a equipa não vai conseguir fazer pior que a imagem que deixou nesta digressão e vai melhorar. Venha de lá essa Supertaça e que a equipa esteja a guardar para os jogos oficiais tudo aquilo que não mostrou nesta pré-época, e isso é o que eu, e todos nós desejamos. 

 

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publicado às 21:14

Análise ao 4º jogo do Benfica

por P1nheir8, em 29.07.15

 

Naquele que foi o 4º jogo da pré-época do Benfica, os jogadores de Rui Vitória defrontaram hoje os mexicanos do América. Para este jogo, o treinador do Benfica escolheu um 11 titular muito perto daquilo que deverá ser a equipa para o primeiro jogo oficial. Júlio César na baliza, André Almeida, Luisão, Jardel e Eliseu na defesa, Fejsa e Pizzi no meio-campo, Gaitán e Carcela nas alas, estando Talisca no apoio a Jonas na frente de ataque.

 

A equipa do Benfica entrou bem no jogo, mostrando desde cedo que queria ter bola, circulando de pé para pé, mas aos 4 minutos depois de uma perda de bola de Gaitán, a equipa mexicana quase se adiantou no marcador, saindo a bola perto do poste esquerdo da baliza de Júlio César. Foram 15 minutos bons do Benfica. Equipa com muita posse, a recuperar muito cedo a bola, e a ter segurança na troca de bola. Mesmo não criando muito perigo, a equipa ia chegando perto da baliza adversária. Aos 15 minutos teve mesmo uma grande penalidade a favor, mas Jonas permitiu a defesa ao guarda-redes do América.

 

Nos primeiros 20 minutos o Benfica pressionou muito a equipa adversária e bastante alto. Pizzi e Fejsa muito adiantados a pressionar, e o sérvio estava mais subido do que é normal. Com isto, o Benfica recuperou muitas bolas mas também deixou muito espaço entre a defesa e o meio-campo. A partir dos 20 minutos o jogo do Benfica começou a cair de qualidade. A equipa continuava a ter bola, mas agora muito longe da área adversária. Os mexicanos começaram também a soltar-se, e iam chegando mais perto da área do Benfica.

 

O jogo começou a ficar feio, com os mexicanos a fazerem muitas entradas duras, algumas a roçar a violência. Aos 35 minutos o Benfica conseguiu voltar a chegar perto da baliza do América, mas Jonas atirou ao lado.

 

O jogo ia aproximando-se do intervalo e pouco de interessante se passava. Continuava a equipa do Benfica com alguma bola, mas depois de chegar ao meio-campo adversário isso não dava em nada. Aos 43 minutos e após um lançamento longo de Luisão, Jonas ganha a bola e quase marca. O jogo acabou por chegar ao intervalo empatado a 0.

 

Esta primeira parte e como já disse, teve uns bons primeiros 15/20 minutos por parte do Benfica, com a equipa a ter posse e segurança de bola e a chegar perto da baliza adversária. Apesar de pouco se ver de trabalho ofensivo, a equipa lá ia chegando perto e criando algum perigo, dominando o jogo. A partir dos 20 minutos isso deixou de acontecer.

 

Neste jogo, o Benfica assim como tinha feito no anterior, nas saídas a jogar deixou praticamente de usar o 3º central. Um dos médios ou tentava receber a bola na linha, ou era através dos centrais que se tentava jogar. Algumas vezes, e mais do que o normal nos jogos anteriores, Luisão bateu a bola para a frente, mesmo podendo arriscar a saída a jogar. Fejsa é um monstro defensivamente, mas tem dificuldades em dar à equipa segurança a sair a jogar e com Pizzi mais adiantado e não ajudando nas saídas, ainda teve mais dificuldade. Gaitán procurou muitas vezes o jogo interior nesta 1ª parte, ao contrário de Carcela que esteve quase sempre aberto na ala. Mais uma vez, o jogo ofensivo dos laterais foi praticamente nulo, e não deram quase nada à equipa.

 

Jonas sentiu-se muito sozinho na frente, e Talisca não deu muito apoio. Todos tentavam sair do lugar para vir buscar jogo e bola, faltando depois presença no ataque, afunilando muito. O Benfica esteve bem na capacidade de posse de bola, mas depois como nos outros jogos, faltou muita verticalidade. Os jogadores conseguiam levar a bola até ao segundo terço do campo, mas depois não se passava daí e nada se criava. Não se vê muito trabalho nessa vertente, é tudo muito básico e sem se ver nada delineado. Pizzi continuou a ser mais do mesmo, bom no ataque e em enormes dificuldades quando a equipa tem de defender, e nem Fejsa que é muito bom a ocupar aquele espaço, consegue disfarçar isso. Carcela voltou a demonstrar bons pormenores, mas não teve o apoio necessário. Nesta primeira parte voltou a estar demonstrado que o Benfica não pode ir à luta com estes laterais.

 

O problema que o Benfica tem tido na linha defensiva. Aqui temos os dois centrais a fazer uma linha e os laterais a fazer uma mais atrás. A bola entrou no avançado, que estava realmente fora-de-jogo, mas só estava porque ele não foi inteligente e demorou a recuar um pouco, ficando ali estático. Caso estivesse atento, tinha ficado isolado na cara de Júlio César. 

 

 

O Benfica continua a tentar evitar ao máximo que as equipas saiam a jogar nos pontapés de baliza, obrigando sempre o guarda-redes a bater a bola. Pizzi é quem sobe mais no terreno, colando mesmo nos avançados a fim de evitar as saídas.

 

 

Pizzi a pressionar muito alto, mais uma vez. Depois notou-se que rebentou fisicamente. 

 

 

O tal problema do buraco entre a defesa e os médios quando a bola ultrapassa a linha de médios do Benfica. 

 

 

Um movimento que o Benfica tem feito nas saídas. Gaitán a vir buscar e Pizzi a sair para fazer a posição do argentino. Enquanto isso, Carcela bem aberto na ala, e não a fazer o jogo interior que os outros extremos têm feito. 

 

 

A defender, a equipa tem colocado mais gente e mais perto da bola. Podemos ver aqui nesta imagem, os 10 jogadores do Benfica perto da bola e num curto espaço de campo. 

 

 

O problema que aconteceu no jogo anterior, voltou a acontecer agora. Adversário com bola a partir para a baliza do Benfica, e ninguém sai ao jogador, tendo ele continuado sempre com a bola até entrar na área. 

 

 

Para a 2ª parte, Rui Vitória fez entrar Marçal e Nuno Santos, tendo saído Eliseu e Carcela. Os dois jogadores que entraram formaram a ala esquerda, Gaitán foi para junto de Jonas, indo Talisca para o lado direito do ataque. O jogo manteve-se igual ao que tinha sido no final da 1ª parte. Benfica tentava criar algum perigo, mas pouco ou nada conseguia. Já se notava em muitos jogadores o cansaço.

 

Marçal e Nuno Santos tentavam dar mais acutilância ao lado esquerdo do Benfica, enquanto que Talisca e André Almeida do outro lado eram praticamente uma nulidade. Começava a ser desesperante a falta de ideias por parte do Benfica na parte ofensiva. Os jogadores também deixaram de conseguir sair a jogar com segurança a partir da defesa. Ou se perdia a bola ou se batia a bola para a frente. Nem com Gaitán junto a Jonas algo mudou na frente de ataque, e o brasileiro continuava sem bola, sem jogo e sem apoio. Também a pressão já não era a mesma, não era tão alta e tinha muito menos qualidade e eficiência.

 

Aos 64 minutos, Rui Vitória fez entrar Sílvio, Samaris, Cristante e Jonathan, para os lugares de André Almeida, Fejsa, Pizzi e Jonas. Sílvio foi para lateral direito, Cristante e Samaris formaram a dupla de médios centro e Jonathan foi colocar-se como o homem mais adiantado da equipa. Talisca trocou com Gaitán, vindo ele apoiar Jonathan no meio.

 

Nada mudou com as substituições, o jogo continuava a ser mais do mesmo, piorando a cada minuto que passava. Aos 69 minutos uma quebra na monotonia, com uma entrada gravíssima sobre Samaris, que valeu a expulsão a um jogador do América. Esperava-se que a partir daqui o Benfica fosse assumir e dominar mais o jogo.

 

O Benfica voltou a ter mais bola, mas mesmo assim isso foi a única coisa que mudou. Oportunidades de perigo e jogo ofensivo continuaram a ser nulos, e até foi o América que chegou com mais perigo à baliza de Júlio César.

 

Aos 81 minutos, os mexicanos quase marcam. Falta de comunicação e muita passividade na equipa e o América consegue entrar na área com a bola controlada ficando o avançado a centímetros do golo. Depois desse lance, Rui Vitória faz entrar Ederson, João Teixeira e Ola John, para os lugares de Júlio César, Luisão e Talisca. Samaris voltou a jogar a central com a saída de Luisão.

 

O jogo caminhou para o fim, o Benfica mais nada fez, não criando uma única oportunidade de golo, nem rematando à baliza. O América até foi melhor e mais perigoso que o Benfica nos últimos minutos. O jogo acabou 0-0, tendo o Benfica vencido nas grandes penalidades por 4-3.

 

Três exemplos da falta de presença na área, os dois últimos com o Benfica a jogar com mais um jogador em campo. No último lance podemos ver que Jonathan é mesmo o jogador mais recuado do Benfica dos 4 que estão na jogada.

 

 

 O grande afunilamento no jogo interior, com 7 jogadores no centro do terreno neste lance.

 

 

Os lances de bola parada ofensivos têm sido de uma nulidade completa. Nos livres só houve uma solução até agora, que é a bola para Jardel aparecer ao 2ª poste. 

 

 

Um dos poucos bons movimentos do Benfica na 2ª parte. Ola John com bola, Sílvio a aparecer e dois homens perto da área. Linha de passe fácil para Ola John meter a bola e Sílvio aparecer para desequilibrar, mas não, o extremo holandês preferiu parar e voltar para trás. 

 

 

A 2ª parte foi péssima, foi de uma nulidade absoluta. O Benfica não demonstrou nada de bom. Este jogo, começou bem, a equipa fez uns bons primeiros 20 minutos, mas depois quase que acabou para o jogo. Nota-se que a equipa quer ter bola, ter segurança de posse, e jogar mais pelo interior e encurtar o campo, mas até ver, isso não está a resultar bem.  Segurança na posse de bola até tem aumentado e apesar de tudo, a segurança defensiva não tem estado muito mal, apesar de algumas dificuldades na elaboração da linha defensiva. Também as saídas a jogar perderam qualidade neste jogo, isso foi muito visível, fazendo a equipa bater muitas bolas para a frente.

 

Com este jogo tão interior, não percebo o que quer Rui Vitória ao dar tanto tempo de jogo a Eliseu e André Almeida, principalmente a André Almeida. Para isto resultar, os laterais têm de dar muita largura ao jogo ofensivo da equipa, e André Almeida é muito sofrível nisso, não tendo qualidade ofensiva para tal. Depois também existem inúmeras trocas de posições, se por um lado poderia ser bom se houvesse bons mecanismos ofensivos, mas não tem sido porque não sai nada dali. Gaitán fez quase todas as posições do ataque, andando sempre a mudar de um lado para o outro, não rendendo em nenhum. Jonas tem sido outro jogador que não está a conseguir meter o seu futebol em prática, estando sempre muito sozinho no ataque. Neste jogo, quase todos os jogadores estiveram abaixo do esperado, mesmo aqueles de quem se espera mais. Nuno Santos entrou bem no jogo, e os minutos que Ola John teve até agora deveriam ter sido para ele. Marçal deu uma boa ajuda ao ataque, mas defensivamente comprometeu. Em 4 jogos, a equipa ainda não conseguiu criar um único lance de perigo nas bolas paradas ofensivas.

 

A equipa precisa de começar a mostrar mais, este jogo não foi bom, e a Supertaça está quase aí. O jogo ofensivo tem de começar a aparecer, o colectivo também, e há que começar a retirar o melhor de cada jogador. A equipa precisa também de uma vitória, para aumentar os niveis de confiança dos jogadores. Isto ainda não é o fim do mundo, Rui Vitória pode muito bem dar a volta à situação, mas não consigo não ficar preocupado com algumas coisas que vejo, principalmente com a competição a doer a tão poucos dias de começar. Reforços também se precisam urgentemente. 

 

Mais uma vez, falar no planeamento do Benfica para esta pré-época. Foram atrás do dinheiro e de algum prestígio, em vez de se ir fazer o estágio para onde está a equipa B, com umas excelentes condições. Depois anda a equipa a fazer um jogo nos Estados Unidos e passadas 48 horas já está a jogar no México. Isto em horários que nada têm a ver com a realidade que vamos ter durante a época, e ainda por cima a jogar em altitude. Isso no entanto foi bem pensado, não vá a equipa do Benfica apanhar uma equipa na Europa que faça da altitude dos Alpes a sua maior força, ou ir jogar ao Santos Pinto na Covilhã para o campeonato.

 

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publicado às 16:50

Análise ao 3º jogo do Benfica

por P1nheir8, em 27.07.15

 

Naquele que foi o 3º jogo da pré-época, o Benfica defrontou hoje os New York Red Bulls da MLS. Para este jogo, Rui Vitória fez a tal mistura das micro-estruturas que tinha falado antes do encontro com a Fiorentina. Na baliza jogou Ederson, que fez os seus primeiros minutos de águia ao peito. Nélson Semedo foi o dono da lateral direita, enquanto que Sílvio jogou na esquerda, ficando Luisão e Lisandro com a zona central da defesa. A dupla no meio-campo foi composta por Samaris e Pizzi, estando Ola John na ala esquerda e Carcela na direita. Taarabt também fez os seus primeiros minutos de águia ao peito, jogando no apoio a Jonathan Rodríguez. 

 

Se nos jogos anteriores o Benfica jogou com dois avançados, desta vez isso não aconteceu. Taarabt jogou no apoio a Jonathan, mas não tão avançado, e baixando mais para buscar bola.

 

Este adversário do Benfica e apesar de estar a jogar sem muitos titulares, é uma equipa com muito mais andamento, pois estão em competição há muito tempo. Isso notou-se logo no início do jogo, com a pressão muito alta que faziam para evitar que o Benfica conseguisse jogar a partir da sua área.

 

Aos 7 minutos, o Benfica na primeira vez que chega à baliza adversária, adianta-se no marcador. Depois de uma boa basculação de jogo, Nélson Semedo aparece a rematar para corte de um adversário, Pizzi ganha a segunda bola combinando com Carcela e isolado atira para dentro da baliza dos New York Red Bulls.

 

Nestes primeiros 10 minutos, para além de Taarabt estar a jogar mais a número 10 e o Benfica não estar num esquema de dois avançados, outra coisa estava diferente. Os movimentos interiores dos extremos deixaram de existir, e em vez disso, abriam quase sempre na ala. Nenhuma equipa dominava o jogo, mas o Benfica começava a crescer, obrigando o adversário a baixar mais as linhas. Já tinha mais bola, fazia mais circulação e aos 15 minutos Carcela quase marca, mas o guarda-redes adversário evita o golo.

 

Taarabt começava a tentar pegar mais no jogo e jogando simples, apesar de se notar perfeitamente que ainda está com algum peso a mais, e com muita falta de ritmo, o que é normal para quem esteve tanto tempo parado. Pizzi na parte ofensiva fazia jogar a equipa e Nélson Semedo já dava outra largura à lateral direita do Benfica, coisa que tanto faltou nos dois primeiros jogos. Aos 21 minutos e após erro de um jogador adversário, Jonathan aparece isolado, mas permite a defesa ao guarda-redes.

 

O Benfica continuava com mais bola, mas tinha dificuldades em conseguir chegar com ela ao último terço do campo. O processo ofensivo continua com dificuldades. Carcela começava a dar nas vistas, muito forte no 1 para 1, e também agressivo a defender e a atacar.

 

Aos 33 minutos e quando nada o fazia prever, o Benfica sofre o empate. Lisandro e Luisão trocam a bola, e o capitão do Benfica faz um passe muito curto para Ederson que isola um adversário que facilmente empata o jogo.

 

A equipa sentiu o golo e retraiu-se nos minutos seguintes. Deixou de ter tanta bola e recuou no campo. Até ao intervalo pouco mais de interessante houve, tirando o livre dentro da área a favor do Benfica, mas o remate de Pizzi foi cortado por um jogador adversário perto da linha de golo.

 

Depois dos 10 primeiros minutos e até ao empate, o Benfica conseguiu fazer um jogo relativamente bom. Esta primeira parte foi mais uma prova de que Rui Vitória está a tentar transformar uma equipa de explosão e de muita verticalidade ofensiva, em uma equipa de mais posse e segurança com bola, vamos ver se resulta. Claro que vai sempre demorar algum tempo a isto conseguir ser feito. Nélson Semedo só foi uma surpresa nesta primeira parte para quem não o conhecia, esteve bem, apesar de ter sido pouco posto à prova defensivamente, que é onde tem mais dificuldades. Consegue dar outra vida à lateral, e no sistema dos dois jogos anteriores, ainda seria melhor para ele, que tem capacidade para aproveitar toda a ala.

 

Os dois médios centro estiveram menos efectivos na pressão e recuperação de bolas, apesar de a equipa não ter pressionado tanto. Pizzi tem muitas dificuldades sem bola e quando Samaris decide subir e pressionar mais à frente, essa dificuldade ainda é maior. Em termos ofensivos, a equipa ganha muito com ele a 8, mas perde em outras coisas, o que com equipas de melhor valia pode custar caro. Taarabt mostrou que está ainda mal fisicamente, precisa de tempo. Aguentou ainda 30 minutos a um ritmo aceitável, jogando simples e procurando o espaço e bola, mas depois desapareceu até ao intervalo. Ola John nem vale a pena comentar, foi péssimo, mais uma vez. Carcela também a cumprir os requisitos, enquanto Jonathan Rodríguez continua esforçado, mas aquela vontade enorme de marcar e mostrar serviço às vezes prejudica-o. Tem de jogar mais de cabeça levantada e procurar os colegas.

 

Esta foi a pressão muito alta que o Benfica encontrou nos primeiros 10 minutos de jogo, e com isso não conseguiu sair do seu meio-campo defensivo. Outra coisa que tenho notado nos jogos do Benfica, é que durante os 10 primeiros minutos de jogo a equipa arrisca pouco a sair a jogar, não tentando muito as saídas e preferindo jogar mais directo. Depois sim, tenta assentar o jogo e partir com a bola jogável de trás.

 

 

Se nos outros jogos isso aconteceu muito, esta foi das poucas vezes que o Benfica pressionou tão alto e em superioridade numérica do lado da bola. Para este jogo Rui Vitória baixou a pressão que se fazia em campo.

 

 

Se nos primeiros dois jogos os extremos procuram quase sempre fazer movimentos interiores, nesta primeira parte essa situação quase não ocorreu. Benfica com bola ao centro, e Ola John e Carcela bem abertos nas alas. 

 

 

Esta foi uma recuperação de bola, em que Taarabt e Jonathan partiram para o ataque. Como podemos ver na primeira imagem, os restantes jogadores estavam um pouco longe dos dois jogadores mais avançados do Benfica, mas mesmo assim só depois de Jonathan chegar perto da área contrária e já depois de perder a bola, é que vemos jogadores do Benfica a chegar relativamente perto do local. A equipa tem de ser mais rápida a sair para o ataque, e ajudar nestas transições. Com a bola, Jonathan e Taarabt conseguiram percorrer mais espaço  que os restantes jogadores o fizeram sem bola, mas estavam numa situação de 2 para 5 e o lance não deu em nada. Os jogadores adversários foram muito rápidos a recuperar, ao contrário do tempo que demoraram os jogadores do Benfica a avançar no terreno.

 

 

Esta foi uma situação que ia custar caro ao Benfica na 2ª parte. O espaço na frente da defesa está muito desprotegido, mas ninguém sai ao homem, deixando ele ir avançando com a bola sem oposição.

 

 

Muito estranhamente neste jogo, o Benfica não utilizou nenhuma vez na 1ª parte a saída a jogar em que se coloca um médio a fazer de 3º central. Esta situação é um exemplo em que a equipa sobe e nem tentam essa saída a jogar, e isso aconteceu muitas vezes. Ou se saía a jogar apenas com os dois centrais, ou se batia a bola. 

 

 

Nélson Semedo é o lateral do plantel que mais capacidade tem para dar largura à equipa e que melhor sobe no terreno, dando sempre mais uma opção. Este é um belo exemplo do que ele pode fazer.

 

 

Nélson Semedo, numa situação em que me deu um déjà vu com o anterior lateral direito do Benfica. 

 

 

Para a segunda parte, Rui Vitória fez duas alterações. Saíram Ola John e Taarabt e entraram Gonçalo Guedes e Djuricic. Ambos foram fazer os lugares em que estavam os jogadores que saíram ao intervalo. 

 

O Benfica entrou bem nos primeiros minutos. A ter mais bola, a pressionar a equipa adversária e com Djuricic a pedir muito jogo para fazer jogar os colegas. 

 

Aos 51 minutos e após uma bela transição ofensiva de Gonçalo Guedes, Pizzi e Djuricic, Jonathan recebe a bola e remata para uma grande defesa do guarda-redes adversário. Aos 56 minutos e quando nada o fazia prever, o New York Red Bulls adianta-se no marcador. O avançado da equipa americana domina a bola e entrega a um dos médios, ninguém sai ao jogador que está à entrada da área, que por sua vez domina e com todo o tempo remata para um belo golo. 

 

Na resposta, o Benfica quase marca. Djuricic tabela com Carcela, mas o remate do sérvio é defendido para canto. Pouco depois, Carcela volta a fazer uma bela jogada, entregando a Jonathan que remata por cima, quando podia levantar a cabeça e tentar servir um colega. Por volta dos 66 minutos, Rui Vitória faz entrar Talisca, Gaitán e Jonas, para os lugares de Pizzi, Carcela e Jonathan. Talisca foi para número 8, fazendo com Samaris a dupla de médios-centro. Jonas na frente de ataque e Gaitán numa das alas.

 

Assim que entra, Gaitán após combinar com Sílvio, assiste Djuricic que cabeceia muito fraco quando podia fazer melhor. Por esta altura, o Benfica dominava o jogo. Tinha mais bola e a equipa adversária quase não passava do meio-campo, perdendo muito rapidamente a bola quando a tinham. Jonas apesar de estar a jogar sem nenhum avançado junto a ele, jogava como um falso 9, fugindo muitas vezes das zonas de finalização para tentar ter mais bola. 

 

Muita bola do Benfica por esta altura do jogo, mas com muitas dificuldades em entrar em zonas de finalização. Com as substituições, os extremos do Benfica começaram também a vir mais para dentro, procurando mais jogo interior. Talisca ainda dá menos consistência ao meio-campo jogando naquela posição, e com o desgaste que Samaris já tinha, começou também a haver mais espaço entre a defesa e o meio-campo. 

 

Rui Vitória voltou a mexer na equipa aos 81 minutos, fazendo entrar Marçal para o lugar de Sílvio e João Teixeira para o lugar de Luisão. Com isto, Samaris desceu para central, assumindo João Teixeira a posição do grego. Aos 83 minutos e após uma grande jogada de Djuricic, o sérvio entrega a bola para Marçal que atira incrivelmente por cima. Perto do fim, Gonçalo Guedes é servido por Talisca, e após uma grande arrancada é travado em falta quando já entrava dentro da área. Livre muito perigoso, mas um jogador dos New York Red Bulls corta o remate de Talisca quase em cima da linha de golo. 

 

O jogo caminhou para o final, e o Benfica acabou por não conseguir chegar ao empate. 

 

 Nestes 3 primeiros jogos, o Benfica tem tido alguns problemas em fazer bem a linha defensiva. 

 

 

Nesta imagem, podemos ver os tais movimentos interiores que Gaitán e Guedes começaram a fazer desde que Rui Vitória mexeu na equipa. Jonas foge da zona do avançado e está na linha a pedir bola. Neste momento do jogo, estão os 10 jogadores de campo do Benfica num relativo curto espaço.

 

 

Aqui é visível o espaço que a certa altura começou a haver entre a defesa e o meio-campo. 

 

 

Este jogo acabou por trazer um resultado muito injusto para o Benfica, que fez por ganhar o jogo. As vitórias não são o mais importante da pré-época, mas quer se queira ou não, acabam sempre por dar mais moral e confiança aos jogadores.

 

Neste jogo finalmente tivemos a oportunidade de ver melhor alguns jogadores que talvez já mereciam mais tempo de jogo. Nélson Semedo, como já disse, esteve bem. Espero que se aposte mais nele e não se tenha receio, apesar de ainda ter várias lacunas. Carcela foi outro jogador que também deu nas vistas. Muito forte no um para um e muito rápido, mas é claramente um jogador para estar aberto no corredor e aí explorar as suas qualidades. Djuricic também mostrou vontade de fazer por merecer um lugar no plantel, vamos ver se é para continuar. 

 

Como já disse, este Benfica está diferente, está mais cerebral e menos explosivo. A equipa quer mais bola, e ter mais segurança, mas tem tido muita dificuldade em termos ofensivos. Essa segurança da posse de bola tem crescido ao longo dos jogos disputados, e está melhor. Os processos no ataque são ainda fracos, não se vê muita coisa boa a sair dali, e acabam quase sempre por ser rasgos de alguns jogadores a desequilibrar. É preciso ainda muito trabalho nessa vertente. A linha defensiva continua com alguns problemas, precisando de ser muito mais certa. A equipa tem tentado ocupar melhor o espaço desde o primeiro jogo. Sílvio desiludiu-me um pouco, esperava um jogo mais conseguido da parte dele. Pizzi é o que disse na 1ª parte, muito bom com a bola, e mau sem bola. Para este jogo e até às substituições a equipa jogou de forma diferente, mais aberta. Só Rui Vitória também pode explicar porque neste jogo se deixou de se sair a jogar com os 3 centrais.

 

Ainda há muito trabalho pela frente, há algumas coisas boas que se vê, mas ainda muito melhorar também, o tempo é cada vez menor e a Supertaça está cada vez mais próxima. Do que vi nestes três jogos, a equipa que mais segurança me dá, seria: Júlio César, Nélson Semedo, Luisão, Jardel, Sílvio, Fejsa, Samaris, Gaitán, Carcela, Talisca e Jonas. 

 

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publicado às 17:22


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