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Numeração oficial do SL Benfica

por sarahatesyou, em 03.09.16

(clicar para ver no tamanho original)

 

Para os interessados, deixamos aqui uma imagem com a numeração oficial do plantel principal do Benfica para esta época com as respetivas redes sociais!

 

 

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publicado às 23:40

1 ano de Eu Visto de Vermelho e Branco

por sarahatesyou, em 18.06.16

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Há pouco mais de um ano surgiu uma ideia. Um blogue, como poucos ou nenhuns existiam. Uma visão diferente do que é o Sport Lisboa e Benfica, de e para Benfiquistas (e não só! Cumprimentos aos "rivais" que também nos seguem).

 

Ao longo deste ano ajudámos muitos de vós a ver futebol de outra forma, nunca descurando a formação nem as restantes modalidades. Porém, vocês também fazem parte desta família, e ajudaram-nos não só na divulgação, como também a melhorar o blogue.

 

Faz hoje um ano que fundámos o blogue Eu Visto de Vermelho e Branco. A todos vocês que nos acompanham, seja há mais ou menos tempo, o nosso muito obrigado.

 

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publicado às 12:00

Inferno na Luz

por sarahatesyou, em 14.02.16

 

in·fer·no |é|
(latim infernum, -i)
substantivo masculino
2. [Religião] Lugar destinado ao castigo eterno da alma dos pecadores, por oposição ao céu. (Geralmente com inicial maiúscula.)
6. Coisa desagradável.
7. Desassossego, sofrimento.
8. Grande confusão ou gritaria. = INFERNEIRA

 

Vídeos partilhados até à exaustão no Facebook. Inferno da Luz. Lotação esgotada. #EstáTudoAP3n5arNoMesmo. #KONoDragão. Tremam. #SejaOndeFor. Coreografias. O Benfica no seu pico de forma, o FC Porto à beira do abismo. Fotos de perfil com uma tarja a dizer #Juntos. Tudo fazia crer que o Inferno da Luz estaria de volta.

 

Mas não.

 

Antes do jogo o speaker pediu-nos que prestássemos atenção aos ecrãs do estádio. Começa então a passar o vídeo da moda; o público comenta, ovaciona e aplaude. Acaba o vídeo e o primeiro "SLB Glorioso SLB" é-nos incitado pelo speaker para ser logo de seguida interrompido pela explicação do que fazer durante a coreografia. A equipa nunca mais entrava em campo e o hino nunca mais começava quando, por iniciativa própria, a Catedral explode num "Benfica dá-me o 35" em uníssono, momento que seria de arrepiar, se o speaker não estivesse constantemente a interromper. Começa o hino - aquilo que devia ser o catalisador do Inferno, torna-se um mero momento de karaoke: letra a passar nos ecrãs gigantes e a música muito alta. As colunas conseguem abafar as vozes de mais de 60 mil pessoas. Terminado o hino, começa então a tocar uma música digna de discoteca. O estádio volta a explodir em cânticos de apoio, que mal se ouviam dado o volume da música, porém o speaker volta a intervir com o cântico da sua escolha. "Oh Sport Lisboa E Benfica, o campeão" deu duas voltas, o jogo começou e com ele os assobios.

 

Volta o Inferno na Luz.

 

Assobios e insultos ao defesa direito do FCP, o que seria de esperar. Porém quando não estavam a assobiar, estava tudo calado. Um ocasional "SLB Glorioso SLB" que dura pouco mais de dois minutos. E mais silêncio. Os No Name Boys foram fieis ao que costumam ser em Clássicos: mudos. Os Diabos Vermelhos pouco se faziam ouvir. O restante público estava no cinema.

Eu entendo a existencia de pessoas que não se sentem confortáveis a cantar, que gostam de ver "a bola" sossegados, mas num jogo com esta dimensão isso não pode acontecer. É obrigatório o apoio à equipa, não pode ser só de vez em quando. Os assobios a um jogador insignificante nunca podem ser mais importantes que o apoio ao Benfica.


Estar 90 minutos a ouvir a claque adversária não é o Inferno da Luz, é o Inferno na Luz. Não é um senhor de microfone ou uma votação da Eurosport que diz que somos os melhores adeptos do Mundo. Nós somos os melhores adeptos do Mundo, a tirar selfies, a partilhar vídeos do Guilherme Cabral e a pedir camisolas aos jogadores.

 

O mítico mas recente minuto 70 foi apenas uma amostra do que devia ser sempre. Nada nem ninguém está acima do clube. Apoiem o BENFICA!

 

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publicado às 00:22

As minhas costas magoaram a tua faca?

por sarahatesyou, em 15.07.15

 

«Os jogadores vão e vêm e o clube fica.» «No futebol moderno não dá para ter ídolos.», já disse as frases feitas, já não precisam de comentar isso.

 

Não tenho ídolos, muito menos futebolistas e, talvez por ter nascido mulher, nunca tive aqueles ideais de “quando for grande quero ser como o Nuno Gomes”. No entanto há jogadores que nos marcam - lembro-me de gostar muito do Thierry Henry, por exemplo -, mas quando os jogadores que nos marcam são atletas do nosso clube do coração, essa admiração ganha uma dimensão emocional maior.

 

Para mim todos os jogadores do Benfica são os maiores do mundo, até os que não são, e como tal devem ser bem tratados e respeitados. Bem sei que o futebol é o negócio de milhões e que o que interessa é o dinheiro na conta no final do mês, mas gosto de acreditar que nem todos são assim.

 

Depois de saírem do Benfica, para mim, há 3 caminhos, o “vou gostar de ti para todo o sempre”, o “que sejas muito feliz, mas xau” e o “tu desaparece da minha frente e nunca mais tenhas a lata de olhar para a cor vermelha”. Normalmente quem entra na primeira porta são aqueles jogadores que pouco a pouco ganharam um espaço no meu coração por sempre terem tratado o Benfica, o meu Benfica, o amor da minha vida, com (quase) o mesmo carinho com que eu o trato. Jogadores como o Cardozo ou o Aimar a quem emprestei a minha camisola favorita e ma devolveram lavada, passada a ferro, dobrada e cheirosa.

Na segunda porta entram os jogadores que cumpriram o contrato, mas que não consegui ter uma afinidade emocional com eles, por exemplo o Garay ou o  Melgarejo. Foram aqueles a quem emprestei a minha camisola favorita e depois de a usarem devolveram-ma da mesma forma que a encontraram. Na terceira porta entram aqueles a quem emprestei a minha camisola favorita e ma devolveram rasgada, cheia de lama e dentro de um saco do lixo rodeada de todos os cocós que o cão fez num mês, que esteve ao sol durante uma semana.

 

maxi (não mereces a maiúscula), eu gostava de ti, eu gostava verdadeiramente de ti. E sempre achei que a nossa relação ia seguir o rumo que eu tinha planeado: jogavas até ao fim com a camisola que eu te emprestei e depois devolvias-ma lavada, passada a ferro, dobrada e cheirosa - e até podia ser cheirosa com aqueles perfumes horrorosos que os sul-americanos usam nos carros. Começaste a ameaçar ir embora e eu fui, à pressa, buscar a camisola mais cara que tinha, pois era o melhor que tinha para te oferecer, porque acreditei que merecias mais e melhor, porque acreditei que o “não é muito, mas é de coração” que tinha para te dar chegava, depois de tudo o que tínhamos passado juntos. Eu, tu e a minha camisola favorita. Disseste que tinhas que pensar e eu aceitei. Crente em ti. O tempo foi passando e nunca mais decidias. Todos me diziam que já não querias a camisola que te emprestei com tanto carinho. Eu negava, não fazia sentido, tu tinhas dito que sim e eu acreditava em ti. A data em que prometeste dar-me a resposta passou e eu continuava à espera. Crente em ti.

 

Hoje atiraste-me com um saco do lixo que esteve ao sol durante uma semana e continha os cocós que o teu cão fez num mês a rodear a minha camisola favorita rasgada e cheia de lama. Tinhas outra vestida, tão mais feia, mas bordada a diamantes. A que eu te entreguei não tinha diamantes, mas tinha muito amor por ti. Perguntei-te porquê. Porque preferiste os diamantes ao amor, mas não respondeste. Sorriste ironicamente e cuspiste-me para cima.

 

Agora vou continuar a minha vida sem perceber porquê, porque não vale a pena. Tu não vales a pena. E esta é a última vez que te dirijo a palavra. Adeus, maxi.

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publicado às 17:50







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