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Análise ao Besiktas

por P1nheir8, em 12.09.16

 

Num grupo que se prevê equilibrado e onde estarão vários campeões nacionais, calhou em sorte ao Benfica defrontar o campeão turco Besiktas, na 1ª jornada do Grupo B da Liga dos Campeões. A equipa turca, comandada por Senol Günes, conseguiu voltar a vencer o campeonato vários anos depois, tendo sido sagrados campeões pela última vez na época 2008/2009. Foi a primeira época deste treinador no clube (2015/2016) assumindo o comando técnico deste clube turco com 64 anos, vindo do Bursaspor.

 

Para a presente época, a equipa apostou forte no mercado de transferências. Apesar de ver sair jogadores importantes como José Sosa, Gökhan Töre, Ismail Köybasi e Mario Goméz é certo que entraram também nomes como: Aboubakar, Talisca, Adriano, Fabricio, Gökhan Inler, Caner Erkin e Gökhan Gönül. A estes nomes, juntam-se as permanências de Oğuzhan Özyakup, Tolgay Arslan, Ricardo Quaresma, Olcay Şahan e Cenk Tosun.

 

Certo também, é que muitos dos reforços chegaram à última da hora, o que tem dificultado este início de época, e feito com que muitos deles só recentemente tenham começado a jogar e ainda nem sejam titulares na equipa. Senol Günes tem montado a sua equipa num 1x4x2x3x1, com os médios que jogam no corredor central a estarem sempre perto uns dos outros e os extremos bem abertos. Dos médios centro, um tem sempre menos liberdade e depois Oğuzhan Özyakup, Tolgay Arslan, o médio centro com mais liberdade, e o médio ofensivo, vão trocando várias vezes de posição. Umas vezes um mais na frente, outras vezes o outro. No último jogo e durante cerca de 10 minutos, utilizaram um 1x4x4x2, mas depois voltaram ao esquema inicial.

 

Têm existido muitas trocas no quarteto defensivo, e só agora poderá estabilizar com as entradas de Gökhan Gönül e Adriano para as laterais. Defensivamente, são uma equipa que em muitos momentos mostra ser muito ampla, que não encurta os espaços em largura e comprimento. Ofensivamente, isso ainda é mais vincado, já que abrem bem os jogadores no campo. A profundidade ofensiva também costuma ser grande, já defensivamente tende a ser bem mais pequena. Há normalmente distâncias entre linhas e entre os jogadores, o que torna difíceis as ligações. O bloco dos campeões turcos parte-se algumas vezes, principalmente devido às referências individuais e também quando é preciso bascular para alguma zona. Existem várias trocas posicionais, principalmente dos médios do corredor central e dos extremos.

 

Ainda é cedo para falar em jogadores mais determinantes na equipa, pois muitos dos reforços ainda se estão a ambientar, mas dá para perceber que Gökhan Gönül (lateral direito) é diferenciado pelos movimentos que faz, atacando com qualidade e procurando zonas interiores com e sem bola. Oğuzhan Özyakup e Tolgay Arslan têm sido importantes pelo entendimento no corredor central, aparecendo em diversas zonas. Olcay Şahan não dá apenas a profundidade e largura que a equipa pede quase sempre e mostra-se noutras zonas do campo. Cenk Tosun tem começado a época em grande, e apesar de não dar grandes soluções ao jogo ofensivo da equipa em criação, na área tem estado muito bem, marcando vários golos.

 

Há jogadores que podem jogar na mesma posição e que darão coisas diferentes. Por exemplo: se jogar Caner Erkin a médio esquerdo a equipa ganhará outra qualidade defensiva naquele corredor, que não tem com Quaresma ou Olcay Şahan. Talisca também dará outra proximidade à baliza e mais poder de fogo, que Oğuzhan Özyakup e Tolgay Arslan muitas vezes não dão. Já Aboubakar pode ser um jogador para aproveitar melhor os lançamentos longos em profundidade, do que aquilo que Cenk Tosun faz.

 

 

 

 

Análise individual 

 

Tolga Zengin – Guarda-redes já muito experiente e capitão de equipa. Dono da baliza nos últimos anos, mas que este ano tem concorrência forte de Fabricio. Capaz do melhor e do pior, tem uma boa elasticidade, mas fica muitas vezes preso à baliza nos cruzamentos. Quando agarra bola, tem a capacidade de lançar rapidamente o contra-ataque com as mãos.

 

Fabricio – Chegou este ano do Deportivo e pode vir a ser brevemente titular. Guarda-redes calmo e com boa qualidade na baliza e fora dela, mostrando-se muito seguro. É melhor com os pés que Zengin.

 

Adriano – Jogador muito experiente e com um vasto currículo. Chega este ano à Turquia e ao que tudo indica deverá ser o titular do lado esquerdo da defesa. Muito bom ofensivamente, é capaz de criar muitos desequilíbrios, apesar de já não ter a velocidade de outros tempos. Defensivamente é cumpridor, fechando bem o seu corredor.

 

Caner Erkin – Saiu este ano do Fenerbache para o Inter e voltou emprestado para a Turquia. Pode jogar a lateral esquerdo ou a médio esquerdo, atacando e defendendo com relativa qualidade. A defender, agarra-se muito ao extremo e fica muito aberto, não fechando dentro como muitas vezes deve fazer. Cruza bem e aproveita cada espaço para o fazer.

 

Marcelo – Central muito forte fisicamente e em duelos individuais. Posicionalmente, tem várias falhas, descurando espaços que devem ser fechados. Também marca muitas vezes individualmente e deixa espaço em aberto que não deveria. Forte no jogo aéreo e dotado de uma boa velocidade. Não tem muita qualidade com os pés.

 

Duško Tošić – Jogador que pode actuar a central e a lateral esquerdo, mas é a central que mais rende. Algo duro em alguns lances, não é dotado de uma grande velocidade ou mobilidade. Forte no 1x1 defensivo, é também bom nos duelos aéreos. Consegue ter mais qualidade com bola do que Marcelo.

 

Gökhan Gönül – Lateral direito que tem qualidade. Dá várias soluções ao jogo ofensivo da equipa e está sempre pronto para aparecer em zonas ofensivas, tanto no interior como no exterior. Muito agressivo defensivamente e não dá um duelo por perdido. É rápido e agarra-se muito à referência individual.

 

Andreas Beck – Lateral direito alemão que deverá ser suplente de Gönül. Jogador cumpridor e que não é particularmente muito dotado em nenhum aspecto do jogo. Faz o seu papel, não inventando e subindo quando pode pelo seu corredor em boa velocidade. É rápido e ágil.

 

Atiba Hutchinson – Médio defensivo muito desenvolvido em termos de físico natural e que é bastante agressivo na procura pela bola. É um equilibrador naquela zona do terreno e quem fica muitas vezes com a função de fechar os espaços que são abertos. Forte nos duelos aéreos e também no 1x1. Não é particularmente inteligente em campo e faz da sua voluntariedade e capacidade física a sua maior arma.

 

Necip Uysal – Médio defensivo que também pode jogar a central. Tem boa qualidade de passe e muitas vezes é demasiado agressivo em alguns lances. Quando joga a central, tem a tendência de não perceber determinados contextos e fazer recuar a linha defensiva.

 

Gökhan Inler – Jogador já com cartel e que chega este ano à Turquia. Médio defensivo com um grande raio de acção e que aguenta o jogo todo a alto ritmo. Pressiona muito os adversários, tentando roubar muitas bolas. Não tem problemas em fazer faltas, mas muitas vezes perde-se posicionalmente. Pode vir buscar a bola atrás e começar a construção, sendo também capaz e fazer bons passes longos.

 

Tolgay Arslan – Médio que tanto actua em zonas mais ofensivas como pode jogar um pouco mais atrás. Jogador inteligente e que gosta de ter a bola, procurando os espaços para receber. Quando joga mais ofensivo, tem a tendência de baixar muito para vir buscar a bola o que depois deixa muito espaço entre ele e o jogador mais adiantado.

 

Oğuzhan Özyakup – É um dos jogadores mais influentes da equipa pelo que joga e faz jogar. Muito inteligente e com uma boa chegada, tem uma excelente capacidade de passe curto e longo. Troca muitas vezes de posição com Tolgay e falta-lhe por vezes imprimir mais ritmo ao jogo.

 

Talisca – Jogador bem conhecido dos adeptos benfiquistas e que está emprestado ao Besiktas pelo Benfica na presente época. Tem capacidades para ser um excelente jogador, mas falta-lhe a mentalidade. Dono de um poderoso pontapé, aproveita cada espaço para rematar e tem qualidade para progredir bem com a bola. Não é muito inteligente e tem uma má tomada de decisão.

 

Ricardo Quaresma – Outro jogador bem conhecido dos adeptos do Benfica, mas não pelas mesmas razões de Talisca. Extremo com uma grande capacidade técnica e que faz dos duelos individuais e do jogo exterior a sua maior arma. Quando recebe bola, arrisca quase sempre em ir em lances de 1x1, ou até mesmo quando está em inferioridade numérica. Não gosta muito de defender e é costuma ficar na frente e não ajudar em tarefas defensivas.

 

Olcay Şahan – Jogador inteligente e que pode actuar em qualquer dos flancos e no corredor central. Aparece bem em situações de finalização e tem facilidade em vir para dentro dar soluções de passe. Não é dotado de uma grande rapidez, mas esconde isso com a inteligência dos movimentos e a qualidade com bola.

 

Ömer Şişmanoğlu – Extremo que também pode jogar como avançado e que faz da sua velocidade a sua maior arma. Sempre a procurar a profundidade e os espaços nas costas da defesa, é bastante perigoso nesse aspecto.

 

Vincent Aboubakar – Mais um jogador bem conhecido de todos nós e que está emprestado pelo FC Porto ao campeão turco. É um avançado que pode dar soluções diferentes à equipa turca, pois tem facilidade em procurar a profundidade em velocidade e em descair nas alas. Não é um finalizador nato.

 

Cenk Tosun – Avançado que começou a época com a corda toda. Muito forte dentro da área, sabe que zonas procurar e ataca bem a bola. Sabe segurar os passes longos, o que ajuda muitas vezes no jogo directo que fazem desde trás, tendo também capacidade para procurar a profundidade. Quase não se envolve na criação e construção de jogo, estando quase sempre junto aos centrais contrários.

 

 

 Análise ao Processo Ofensivo

 

1ª fase de construção:

 

Tanto podem iniciar esta fase de forma combinativa ou directa, depende do tipo de pressão que tenham, já que caso se sintam apertados não tem problemas em bater longo. Tentam ter muita segurança nesta fase, colocando vários jogadores fora do bloco contrário. Outra coisa que fazem, é retirar a bola aos centrais, já que eles não progridem com bola e entregam logo nos médios (muitas vezes os 3 médios a baixar para zonas recuadas). Os laterais estão sempre bem abertos em amplitude, menos numa ou noutra excepção que Gökhan Gönül procura o espaço interior. Como colocam os médios muito baixos, a primazia é tentar avançar pelo interior com segurança, abrindo depois para os corredores laterais. Um dos extremos, pode também vir dentro algumas vezes, estando o outro aberto. Ocasionalmente, também o médio mais recuado se pode colocar no meio dos centrais, fazendo uma linha de 3 atrás e os laterais projectados. Os dois médios mais recuados, dependendo de quem está em campo, são muito importantes nesta fase, já que são eles que recebem e depois fazem jogar. O avançado não se envolve nesta fase, fica sempre na profundidade máxima. No jogo directo, procuram ou colocar no avançado para que ele segure a bola, ou que um dos extremos –  ou mesmo o avançado – ataque a profundidade, caso haja espaços nas costas. Se o guarda-redes for Tolga Zengin, não é opção nesta fase, já que tem dificuldades em jogar com os pés.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2ª fase de construção / criação:

 

Nesta fase, a opção é quase sempre pelo jogo exterior, pois como colocam muita gente em construção, depois não há ninguém dentro do bloco adversário para dar linha de passe, juntando a isso o facto do avançado nunca baixar em apoio. Extremos praticamente sempre abertos em amplitude e quase profundidade máxima. Assim como os laterais, abrem bem também na linha. Os 3 médios do corredor central estão muitas vezes na mesma linha do campo, o que torna difícil ter soluções mais adiantadas. Quando isso acontece, um deles pode ocasionalmente procurar as costas da linha de pressão adversária, mas depois de receber estará rodeado de jogadores, já que não haverá apoios. Olcay é o jogador que pode sair dos corredores laterais e por vezes vir dar solução dentro, voltando depois a bola para fora, já que o jogo interior é quase nulo. Há muitos ataques à profundidade nesta zona (são muito perigosos), isto em qualquer parte do campo que a bola esteja. Tanto o avançado, como os extremos ou por vezes um médio, podem procurar o espaço nas costas da defesa. Têm um movimento que é feito várias vezes, em que um extremo (normalmente são eles), simulam que baixam e depois rodam rápido para a profundidade. Não há progressão pelo interior do campo, ou a que existe é muito pouca, não sendo o ritmo muito alto nesta fase, procurando muitas vezes segurar a posse de bola. Quando a bola entra na linha, tentam chegar perto com vários jogadores, fazendo alguns triângulos, e depois de atraírem os adversários, rodam longo para o lado contrário, tentando deixar os extremos em situações de 1x1. Não têm problemas em cruzar de zonas bem recuadas do terreno, caso não existam mais soluções ou até mesmo quando existem perto. Há continuas chegadas dos laterais, mas os centrais nunca têm bola nesta fase.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3ª fase de construção / finalização:

 

Não chegam a esta zona normalmente com muitos jogadores, mas os movimentos nesta fase são pouco diferenciados. Como a bola é quase sempre jogada pelos corredores exteriores, a preocupação do avançado e do extremo do lado contrário é a de procurar as zonas da área a aguardar o cruzamento. Um dos médios também pode chegar muitas vezes à área colocando assim, no mínimo, 3 jogadores lá. A zona da entrada da área fica muitas vezes sem ninguém, o que faz com que ganhem poucas segundas bolas. Nestas situações, das poucas vezes que a bola está no corredor central, os extremos podem vir dentro, deixando os laterais completamente abertos, esperando que a bola entre neles e depois eles atacam a área. Nas situações de cruzamentos, têm os movimentos muito bem definidos e são normalmente perigosos, com Cenk Tosun a ser o elemento mais perigoso. Atenção às diagonais de Quaresma com bola para dentro, principalmente do lado esquerdo e onde ele procura depois rematar. Rematam pouco de longe, Talisca será a excepção no caso de jogar. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Transição ofensiva

 

Como não pressionam muito alto, não recuperam muitas bolas em zonas adiantadas. Quando a recuperam nessa zona, atacam logo os espaços em aberto e são muito perigosos dessa forma. Se recuperarem em zonas médias e recuadas, tentam perceber se há espaço para avançar e se vale a pena correr o risco. Se acharem que sim, não têm problemas em avançar. Caso não achem que vale a pena, guardam a bola. Não colocam muita gente em transições, mas mesmo com poucos elementos são perigosos. Ocupam bem os corredores e buscam a profundidade com rapidez. Oğuzhan Özyakup, Tolgay Arslan e Olcay Şahan são os elementos mais perigosos nesta fase, conseguindo muitas vezes aparecer bem nos espaços e fazer as ligações. O avançado, normalmente não baixa para dar linha de passe em apoio na transição, procurando sim a profundidade. Ömer Şişmanoğlu, caso jogue, também é muito perigoso nestes lances devido à sua velocidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Análise ao Processo Defensivo

 

Organização defensiva:

 

A equipa, em processo defensivo, posiciona-se quase sempre num bloco médio, que algumas vezes está também alto no terreno. Não é um bloco muito curto e que feche bem os espaços, já que muitas vezes estão bem abertos e há espaço entre sectores e jogadores. São agressivos no corredor central e as referências de posicionamento são os adversários e não a bola ou a posição do colega. Não pressionam muito a construção contrária, e quando o fazem alteram o sistema de 1x4x2x3x1, para 1x4x4x2, com o adiantar do médio ofensivo para junto do avançado. No entanto, aí abre-se um grande espaço entre sectores, já que as linhas mais recuadas não acompanham o movimento de pressão. Em zonas médias, são agressivos na pressão ao adversário, mas ocupam mal os espaços e facilmente são ludibriados, deixando espaço nas costas, já que a defesa raramente sobe. Muitas vezes têm os 3 médios na mesma linha, deixando as costas completamente livres. Há sempre muita preocupação com o adversário directo e quando acontecem trocas posicionais da equipa adversária perdem-se completamente. Se são atraídos para um corredor lateral e a bola sai rápido dali, há sempre espaço para ser explorado noutras zonas. O espaço entre linhas no corredor central é uma zona que não conseguem controlar com qualidade. Em zonas mais recuadas o quarteto defensivo também prima pelas marcações individuais, o que abre espaços em zonas que normalmente têm de estar fechadas e que devem ser aproveitadas. Os centrais são muitas vezes atraídos pelo adversário para outras zonas, assim como os laterais se o extremo contrário estiver aberto, eles também abrem quase sempre, ou vão com ele para outras zonas. A linha defensiva está muitas vezes mal definida, o que causa problemas em movimentos adversários para a profundidade. São muito fortes nos duelos aéreos, principalmente no corredor central e também em acções de 1x1. Em situações de cruzamento, afundam muito para a área e a zona da entrada fica várias vezes livre. Os extremos também acompanham quase sempre individualmente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Transição defensiva:

 

Em transição defensiva têm jogadores agressivos a reagir à perda e outros nem tanto. Quando perdem a bola em zonas altas, o médio mais recuado normalmente sai na pressão, o que abre muito espaço nas costas. Os elementos mais recuados saem normalmente junto aos adversários directos, deixando espaços em aberto. Se a bola entrar no espaço entre sector defensivo e médio, qualquer um dos centrais sai da posição para tentar fechar o espaço. Nos corredores laterais, tentam colocar vários jogadores quando perdem a bola, mas a pressão é muitas vezes ineficaz. Os extremos e os médios mais adiantados, não são de pressionar muito ou baixar, o que dificulta a pressão após a perda. Em zonas recuadas, se a bola é perdida, o quarteto defensivo reage rápido e tenta logo travar o ataque adversário. Não têm problemas em fazer faltas para travar as transições contrárias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Análise às Bolas Paradas

 

Ofensivas:

 

Os lançamentos laterais ofensivos são muito fracos, pois não há quase nada trabalhado. Nos livres laterais e cantos podem causar muito perigo, já que aparecem bem na área, têm movimentos definidos, sabem que zonas preencher e fazem uso de alguns bloqueios para libertar os colegas. Quaresma bate bem os cantos e livres laterais, assim como têm outras soluções para as bolas paradas (Talisca e Caner Erkin ).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Defensivas:

 

Nas bolas paradas defensivas marcam individualmente, mas essa marcação muitas vezes falha, como nos cantos e livres laterais. Defendem com toda a gente neste género de lances. Nos lançamentos defensivos, aglomeram vários jogadores perto, mas há facilidade para a bola sair dali.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Besiktas é uma equipa que tem boa qualidade individual e, apesar dos vários reforços, parece-me estar ao alcance do Benfica (mesmo com as baixas que temos). É uma equipa que tem muitos problemas defensivos, muitos deles fruto de más referências de posicionamento e que abre espaços em zonas que são bem perigosas, como no corredor central. Se forem atraídos para uma zona e depois a bola sair rapidamente dali, há muito espaço para ser aproveitado. O espaço entre central e lateral também se deve abrir em algumas ocasiões, assim como a entrada da área. Os extremos, caso joguem com jogadores de maior vocação ofensiva, também não são muito dados a defender. 

 

Ofensivamente mostram poucas soluções, jogando muito pelo exterior, e se isso for estancado, pouco conseguem. Contudo, não precisam de muitos lances ou oportunidades para marcar, sendo muito perigosos no ataque à profundidade e nos lances de cruzamentos para a área. Importante quebrar a ligação entre os centrais e médios na 1ª fase de construção, já que os centrais com bola têm dificuldades.

 

Em transição ofensiva, são bem perigosos, mesmo com poucos jogadores neste tipo de lance. Tentar impedir a ligação entre os jogadores mais perigosos nestes lances (Oğuzhan Özyakup, Tolgay Arslan e Olcay Şahan) será importante. Em transição defensiva, se a primeira linha de pressão for ultrapassada, há muito espaço para ser explorado.

 

Há que ter cuidado com as bolas paradas ofensivas da equipa turca, já que mostram alguns momentos bem trabalhados. Nas defensivas, parece-me que facilitam muito e têm problemas, o que pode e deve ser aproveitado.

 

Possivel 11 titular do Besiktas para o jogo de amanhã (algumas dúvidas ainda) 

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publicado às 21:57


8 comentários

De Admirador do Isaías a 13.09.2016 às 09:43

Caro P1nheir8,

Enorme serviço prestado pela cultura futebolística!

Gratidão!
A.do Isaías

De Anónimo a 13.09.2016 às 11:16

Foda-se, que qualidade de post (como é habitual já). Parabens! O Benfica que abra os olhos e te arranje algum lugar lá

De Ricardo Fernandes a 13.09.2016 às 12:14

Mais uma vez, muito, muito bom. Já aprendi coisas novamente.

De Loucos por ti Benfica a 13.09.2016 às 15:50

Grande post e excelente análise. Muito bom.

Loucos por ti Benfica.

De Adam Sila a 13.09.2016 às 16:27

As a Turkish guy myself, i am very impressed with quailty of this post. I completely agree with points you have made. Best of luck to both eagles.

De Anónimo a 14.09.2016 às 11:23

Benfica não ganhou porque não anda a jogar nada.
Besiktas era relativamente fácil! A excelente análise que aqui ficou demonstrava que eles tinham um/duas armas a ter em atenção. Mais nada.

As falhas/erros do Benfica foram graves e resultaram num empate da treta no Estádio da Luz. Queria comentar aqui convosco o seguinte:

1) A pressão alta que Besiktas fez era facilmente desmontável com um início de construção a partir de trás sem chutar para a frente (lisandro + lindelof + fejsa, com laterais subidos e Horta em apoio) (só me lembro de duas vezes terem feito isto, sendo que desses dois lances resultou perigo);
2) transição defensiva está uma lástima porque o espaço dado entre defesa e meio campo é tão grande que facilmente aparecem jogadores adversários entre linhas à entrada da área. O fejsa e o andre horta chegam sempre em esforço, em vez de já lá estarem posicionados.
3) Meter pizzi à esquerda está a resultar muito mal! Pizzi rende é na direita (com movimentos para o centro e do centro para a direita). Mas RV insiste.
3,5) Meter Salvio na direita a fazer movimentos interiores está a resultar também muito mal! Mas RV também insiste!
4) Em situação de defesa posicional André horta está muitas vezes mal posicionado não cortando linhas de passe. Para além disso, tem pouca intensidade defensiva e tem perdido gás no assumir do jogo ofensivo, especialmente na segunda parte.
5) Ontem o Benfica aos 60 minutos já tinha o jogo completamente fora de mão em pleno Estádio de Luz.

Eu não me deixaria comer pelas desculpas de juventude etc etc etc. Além disso lembrem-se de uma coisa: andámos épocas e épocas a dizer que queríamos ver os nossos jogadores da formação a jogar e agora que jogam uns poucos afinal já se diz que não podem ser as primeiras escolhas?!

De Anónimo a 14.09.2016 às 11:24

Por João Gaspar

De aquaporina a 15.09.2016 às 23:08

Num jogo contra individualidades de maior valia, notou-se logo a falta de qualidade na frente. Sálvio, Pizzi, Cervi e Guedes é coisa pouca para a champions. Ainda havia quem dissesse que o Rafa não era necessário.

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