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Análise ao Benfica vs Zenit

por P1nheir8, em 18.02.16

 

Na terça-feira, voltaram as noites de Liga dos Campeões ao Estádio da Luz. Depois da derrota na sexta-feira passada no Clássico, era a vez do Zenit defrontar o Benfica na primeira mão dos Oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Para este jogo, Rui Vitória não fez nenhuma alteração na última equipa titular, relativamente ao último jogo. Júlio César, André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Samaris, Renato Sanches, Nico Gaitán, Pizzi, Jonas e Mitroglou. A equipa apresentada para este embate europeu.

 

 

Desde cedo que o Benfica tomou conta do jogo. O Zenit não pressionava alto, remetendo-se ao seu meio-campo, deixando a nossa equipa sair a jogar e trocar a bola. Não conseguíamos criar grande perigo, mas estávamos mais dinâmicos e mais móveis. Comparando com sexta-feira, os nossos jogadores estavam mais perto uns dos outros e os extremos deixaram de estar abertos na linha, procurando de novo terrenos interiores.

 

Íamos tendo muita bola, mas sem nenhuma vez conseguirmos chegar ao último terço do terreno com real perigo. A primeira vez que isso acontece, é aos 19 minutos, depois de um bom passe de Samaris para André Almeida que depois assiste Pizzi, mas o médio remata para defesa fácil de Yuri Lodygin.

 

Com o passar dos minutos, o Zenit foi conseguindo ter um pouco mais de bola, conseguindo até jogar no nosso meio-campo em alguns momentos, sempre num ritmo bastante lento. Aos 29 minutos, depois de um ataque rápido, Jonas com um remate de fora da área atira um pouco ao lado, com a bola a ser desviada ainda por um defesa.

 

Os minutos iam passando e o que se via não em campo já não era muito agradável. Não conseguíamos furar o bloco adversário, diminuindo muito a qualidade dos movimentos. Jardel leva cartão amarelo aos 35 minutos, depois de uma falta sobre Hulk, juntando-se assim a André Almeida - também já tinha sido amarelado - nos jogadores suspensos para a segunda mão. Do livre, Hulk atira forte, mas ao lado da baliza de Júlio César.

 

O jogo arrastou-se até ao intervalo com o Benfica a ter mais bola, mas sem nada de relevante acontecer, com 0-0 a ser o resultado no fim dos primeiros 45 minutos.

 

 

Até gostei da forma como a equipa se apresentou em campo nos primeiros minutos. Os jogadores tiveram muita mobilidade, fizeram vários movimentos interessantes com trocas posicionais, estando mais próximos e não tão abertos como no último jogo - ainda não percebi porque Rui Vitória fez isso contra o FC Porto. Apesar disso, não conseguimos criar muito perigo, já que o Zenit se fechava bem e faltava sempre algo à nossa equipa, falhando muitas vezes o último passe. Renato, desta vez, esteve mais recuado do que acontece normalmente e foi muitas vezes um jogador a menos no processo ofensivo. Com o passar dos minutos, a equipa perdeu um pouco o discernimento, baixando o ritmo de jogo e não pressionando tanto o Zenit, deixando-os jogar. Começámos a abusar de novo nos cruzamentos de qualquer maneira e feitio e que nada nos trouxeram. Defensivamente, alguma falta de agressividade em vários lances e algumas transições defensivas bastante lentas. O Zenit também não procurou ser muito rápido a atacar e ajudou a que houvesse tempo para nos voltarmos a posicionar.

 

Júlio César não teve grande trabalho, apenas uma saída aos pés do avançado do Zenit, acabando ali com uma situação de perigo. Os laterais não tiveram muita acutilância ofensiva, principalmente Eliseu, pois tinha Hulk a jogar a extremo direito. André Almeida perdeu vários bolas que podiam ter comprometido e a atacar abusou nos cruzamentos. Eliseu esteve muito bem a defender, comprometendo também num mau passe, onde originou um contra-ataque do Zenit. Victor Lindelöf esteve bem, cortando praticamente tudo o que ali apareceu e fazendo bem a linha. Jardel não comprometeu, mas perdeu a frente para Hulk no lance em que fez falta para amarelo.

 

Samaris, esteve mais calmo que o normal, fazendo várias contenções e não entrando à maluca. Já noutros lances, voltou a ter abordagens dignas de um iniciado. Renato esteve mais recuado que o normal, tendo que construir mais a partir de trás e não estar constantemente no meio-campo adversário. Tem de melhorar o seu posicionamento e ter mais atenção à parte defensiva. Pizzi e Gaitán, andaram mais por terrenos interiores, mas não conseguiram desequilibrar muito. Alguns bons movimentos, mas depois o passe muitas vezes saiu mal. No um para um, Gaitán teve mais dificuldades em desequilibrar.

 

Jonas esteve bem, fez muitos movimentos para dar linhas de passe e fez jogar. Faltou mais bola em zonas de finalização. Mitroglou não esteve tanto em jogo. Já durante a primeira parte parecia cansado.

 

 

 

 


 

 


 

 

 

 

 


 

 

 

 

 


 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 


 

 


 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 

 

Para a segunda parte, nenhuma alteração na equipa. Apesar do Benfica continuar por cima, o Zenit nos minutos iniciais tentou subir mais as linhas e atacar. Witsel, aos 51 minutos, remata para defesa atenta de Júlio César. Logo de seguida, Witsel volta a tentar o golo, mas o cabeceamento sai fraco para a defesa de Júlio César. Temos um contra ataque em superioridade numérica depois de um canto a favor do Zenit, mas Mitroglou perde a bola já na área adversária.

 

Rui Vitória mexe pela primeira vez na equipa aos 63 minutos, fazendo entrar Raúl para o lugar de Mitroglou. A grande oportunidade do Benfica no jogo até então, aparece aos 69 minutos. Cruzamento de Raúl, toque de cabeça de Jonas para Gaitán e o jogador argentino a tirar o adversário do lance, rematando depois para defesa de Yuri Lodygin. Na recarga, atira por cima.

 

Rui Vitória volta a mexer aos 71 minutos, fazendo entrar Carcela para o lugar de Pizzi. Jardel aparece em boa posição para finalizar, mas o remate sai ao lado, depois de uma assistência de Victor Lindelöf.

 

O Zenit já demonstrava muito cansaço, não saindo praticamente do seu meio-campo e dando quase toda a posse de bola ao Benfica, fechando-se bem atrás. Apesar do domínio, não conseguíamos criar muito, nem arranjar espaços para furar a defesa russa.

 

Eliseu tenta de longe aos 82 minutos, mas Yuri Lodygin segura fácil o remate do lateral português. Os minutos iam passando e apesar de jogar muito tempo no meio-campo adversário, a nossa equipa não conseguia arranjar grandes soluções para marcar.

 

Aos 90 minutos, falta de Criscito sobre André Almeida, que vale o segundo amarelo ao defesa italiano do Zenit. Do livre, chega a grande explosão de alegria no Estádio da Luz. Cruzamento de Gaitán e Jonas a fazer o 1-0.

 

No último minuto de jogo, Samaris atira de fora da área para boa defesa de Yuri Lodygin. Logo de seguida, André Almeida recupera bem uma bola, mas Javi Garcia consegue fazer o corte antes do lateral do Benfica fazer o passe.

 

E foi com o 1-0 no marcador que chegou ao fim esta primeira mão.

 

 

Nesta segunda parte já não entrámos tão bem. O Zenit conseguiu criar algumas situações no nosso meio-campo e apareceu a querer demonstrar algo mais. Contudo, duraram pouco as baterias da equipa russa, pois com o passar do tempo foram mostrando grande desgaste físico e nos últimos minutos já não conseguiam sair do seu meio-campo. Apesar de algumas oportunidades que conseguimos, não acho que estivemos bem no processo ofensivo. Mais uma vez, com demasiados cruzamentos e algo receosos de colocar mais gente a atacar, mesmo o Zenit estando muito recuado. Deu muitas vezes a ideia de estarmos muito preocupados em não sofrer um golo. 

 

Júlio César fez uma boa defesa a remate de Witsel, dizendo presente quando foi chamado. Eliseu continuou o bom trabalho defensivo perante Hulk, sem se aventurar muito no ataque. André Almeida foi mais do mesmo, algumas dificuldades em lances que foi ultrapassado no um para um, mas a subir várias vezes no seu flanco. Depois, em 90% das vezes, acaba por fazer cruzamentos sem qualquer critério. Jardel e Victor Lindelöf estiveram bem na segunda parte. Cortaram tudo o que apareceu por ali, estando quase sempre subidos no terreno e a formar bem a linha defensiva.

 

Samaris voltou a ser o que tinha feito na primeira parte, mas mesmo assim, fez um jogo melhor que contra o FC Porto, apesar de várias más abordagens. Renato quando se soltou, conseguiu algumas vezes carregar um pouco a equipa e quando esteve perto da bola, pressionou muito os adversários. Sem bola, é que precisa ainda de melhorar. Demonstrou também um enorme pulmão e grande raio de acção, aparecendo em muitos lugares, Tem uma condição física invejável. Gaitán subiu de produção e poderia ter marcado golo naquela jogada, mas ainda longe do que nos habituou. Pizzi não esteve como nos tem habituado em 2016, aparecendo uns furos abaixo. Apesar disso, continua a dar muitas soluções à equipa.

 

Jonas marcou e fez por merecer o golo. Nem precisava de marcar para ser uma grande exibição. A qualidade de movimentos e a forma como percebe o jogo é notável. Mitroglou pouco se notou até sair. Raúl entrou para pressionar mais a defesa contrária, tentando aproveitar o desgaste que já demonstravam e fez um bom trabalho nesse aspecto. Carcela não se notou muito, uma ou outra iniciativa individual, mas pouco mais.

 

 

 

 

 

 

 


 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A equipa do Benfica foi muito pragmática no jogo. Se calhar, exigia-se um pouco mais de volume ofensivo, mas também existiu o medo de sofrer. É uma vitória na Liga dos Campeões nos Oitavos-de-final, por isso, Rui Vitória está de parabéns. Foi pena não conseguirmos demonstrar um pouco mais quando o Zenit rebentou por completo, já que havia espaço para jogar e eles já não conseguiam sair para a frente. Infelizmente, nem nessa altura, o volume ofensivo foi muito grande, onde acreditámos muito na sorte de mandar cruzamentos para a área. No entanto, acabou por ser uma vitória justa da equipa que mais a procurou.

 

Defensivamente, estivemos melhor, principalmente o quarteto defensivo, apesar de ainda existirem algumas falhas. Já não apareceram os espaços ao meio e foram quase sempre fechados. Curioso que desde que Victor Lindelöf entrou na equipa, ele e Jardel têm sido a dupla com mais acerto em fazer a linha e que mais subidos têm jogado. Só nos jogos contra o Porto e Zenit, conseguimos tirar 15 foras de jogo aos adversários. Depois, nos duelos individuais, também melhoraram do jogo de sexta para este. Pena que a questão das coberturas do meio-campo não funcionem muitas vezes, o que abre ali vários espaços. Ainda há ali muita coisa para melhorar no processo defensivo.

 

Neste jogo, viu-se que a equipa ficou mais consistente a jogar de forma mais curta e apoiada, em vez de ser com constantes esticões na frente e muito larga. Acho que contra o Porto, se tivéssemos jogado mais desta forma, controlaríamos melhor o jogo, tendo os sectores mais próximos, não abrindo sempre os alas e os laterais. Para nós, é fundamental ter bola, pois sem ela temos muita dificuldade em tapar os espaços.

 

Com o Zenit a não pressionar alto em quase nenhuma situação, foi logo uma questão de alivio para nós, conseguindo assim sair a jogar com tranquilidade. Há que melhorar as bolas paradas. Será que Rui Vitória só conhece aquele livre e os cantos de enviar a bola lá para cima? É que já toda a gente sabe o que vamos fazer nos livres. É penoso em quase 8 meses de época, passarmos os jogos sempre a ver o mesmo lance trabalhado para os livres. 

 

Não há muito mais para analisar ou dizer. Na segunda-mão, a história vai ser diferente. O Zenit vai ter de assumir o jogo e procurar a vitória, atacando e pressionando mais. Vai ser um grande teste, ainda por cima com várias ausências. Até lá, ainda temos jogos importantes para jogar internamente, começando já pelo de sábado frente ao Paços de Ferreira, onde a vitória é obrigatória. 

 

 

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publicado às 18:46


14 comentários

De Pedro a 19.02.2016 às 00:24

Grandes análises neste blog, acompanho sempre e nem sou benfiquista.
Concordo em tudo nas análises.
Gostava imenso que alguém do Sporting fizeste estas análises.

De P1nheir8 a 20.02.2016 às 01:40

Obrigado Pedro. :)

Saudações desportivas.

De Ben Fiquista a 19.02.2016 às 01:25

Caro Pinheiro,

Grande, enorme trabalho. Não fiquei com uma opinião tão positiva do Jimenez e, lá está, naquela fase da primeira parte do cruzamento sem nexo, acho que mais bola corrida tinha sido melhor, nem que fosse para o adversário estoirar mais depressa. O Borussia hoje faz um jogo nessa onda e nos últimos 15 minutos o adversário bem se pode dar por feliz por não ter encaixado uns 3 ou 4.

Defensivamente será tão estranho que a saída de Lisandro leve a um maior acerto da linha? Lindelöf tem uma disponibilidade física que Luisão já não tem (se alguma vez teve) e Jardel parece ter melhores noções de como defender do que Lisandro.

«Ainda há ali muita coisa para melhorar no processo defensivo.» E parece que assim continuará, porque desde a pré-temporada que há muita coisa a melhorar. A título de curiosidade, as melhorias na frente parecem mais fruto de trabalho sistemático ou consequência das capacidades dos jogadores? (Um exemplo, não podendo jogar Pizzi, e imaginando que o seu substituto seria o Guedes, fazendo um exercício de adivinhação, verias mais este a entrar mais aberto na linha, ou a ocupar espaços mais interiores?)

De P1nheir8 a 20.02.2016 às 01:46

Boas Ben fiquista,

O Raúl apesar de não ter dado muito nas vistas, nem achar que esteve super bem, conseguiu criar alguns espaços e pressionar muito as saídas. Nada de super relevante, mas ajudou algo nisso.

O Dortmund é uma super equipa. O volume deles de futebol ofensivo e a qualidade que têm, é dos melhores do mundo. São fantásticos.

Não é estranho, pois o LIndelof tacticamente e posicionalmente é melhor que o Lisandro - não que seja difícil. Percebe muito melhor os movimentos de subir ou não subir e onde deve fechar o espaço. É mais fraco no entanto nos duelos individuais.

Eu creio que Guedes também entraria muitas vezes no interior, pois aquilo é pensado, já que do outro lado faz-se muitas vezes o mesmo. É claro que Pizzi ao estar tanto tempo no meio - jogar a 8 - e porque percebe bem o jogo, ainda faz mais movimentos para o centro. Guedes também os faria, mas com muito menos qualidade. Pelo menos esses ditos movimentos. Eu não gosto muito do Guedes na direita, acho que é onde rende menos no ataque.

Abraço.

De Rosso a 19.02.2016 às 09:11

Mais uma grande análise.
O Lindelöf esteve fantástico. Tendo em conta a exigência do jogo deu indicações muito positivas. Poderá ter algo a oferecer à equipa que os outros centrais não têm, ao nível da velocidade e da capacidade de sair a jogar. Ainda tem muito para evoluir e se conseguir manter esta confiança tem tudo para ser mais um tiro certeiro do Rui Vitória. Olhando para a análise de hoje só dá pena o Benfica não ter um médio centro defensivo de qualidade. Era essencial para acabar com aqueles espaços todos entre linhas e entre os centrais e iria ajudar o Renato a posicionar-se melhor, que bem precisa de um mentor em campo para melhorar esse aspeto. O Samaris tem boa técnica e atitude, mas falta-lhe capacidade tática. Quando Fejsa regressar provavelmente o Benfica vai melhorar defensivamente.

De P1nheir8 a 20.02.2016 às 01:49

Obrigado, Rosso.

O Lindelof esteve muito bem. Tem alguma capacidade para sair a jogar e consegue perceber os momentos do jogo. Faltam-lhe ainda outras coisas, mas não esperava tanto dele.

O Fejsa é outra loiça, pelo menos defensivamente. Percebe muito bem os momentos de pressão e as compensações. Acaba com muitos problemas que ali existem. Vamos ver se volta rápido.

Abraço.

De Count a 19.02.2016 às 15:36

Caro Pinheiro, a questão dos fora-de-jogo pode ser enganosa, já que será normal meter mais foras de jogo contra equipas que atacam mais. De qualquer maneira o Lindelof está a ser bastante agradável de ver.

De P1nheir8 a 20.02.2016 às 01:50

Sim, concordo que também é devido ao maior ataque das outras equipas, mas não só. Noto que está a linha muito mais certa e subida, principalmente com Lindelof e Jardel. Há ali situações que há uns meses era impensável estarem assim. Vamos lá ver hoje como nos saímos. :)

Abraço.

De Fábio a 19.02.2016 às 19:38

Grande analise, como habitual.
Achei curioso o facto de se ver imensas vezes o Lindelof a apontar e a dar indicações aos colegas. Aliando isso ao facto de a linha defensiva estar bastante melhor, e apesar de ainda ser cedo (apenas 2 jogos embora muito exigentes) parece-me que tem muito entendimento do jogo. Comparado com o Lisandro então, a diferença é abismal. Tem velocidade e qualidade técnica, pode dar muito (e já deu nestes jogos) à equipa nas saídas. Vai continuar a jogar nos próximos jogos e vamos ver se confirma o que penso dele.
Os posicionamentos defensivos do Renato continuam iguais. Não sei se é propositado para estar melhor posicionado para sair no contra ataque ou se simplesmente o treinador ainda não lhe conseguiu (ou tentou...) mudar isso. Parece-me um jogador que é capaz de aprender e está a demorar a melhorar...
Continuo sem perceber a substituição do Pizzi em todos os jogos, quando o Gaitan está em claro sub rendimento...
O Jonas já não dá para adjectivar...

De P1nheir8 a 20.02.2016 às 01:54

Boas Fábio,

Sim, o Lindelof tem estado bem. No jogo contra o Porto perdeu muitos duelos individuais e não fechou alguns espaços, mas mesmo aí, vimos a linha bem melhor.

O Renato precisa de ser estimulado e corrigido nesses posicionamentos, ou então vai continuar a achar que está a fazer bem. Continuando isso assim há tantos jogos, não tem acontecido.

A substituição tem a ver com estatuto e qualidade individual dele. Gaitán é Gaitán e a qualquer momento pode resolve. RV não deve gostar de retirar esses jogadores do campo, ainda mais quando é o capitão. É normal.

Abraço

De Fábio a 20.02.2016 às 15:28

De facto perdeu imensos duelos individuais nesse jogo contra o porto, neste contra o Zenit esteve melhor a esse nível. Não deixa de ser irónico ele ter estado pior naquilo em que o Lisandro é "melhor" e mesmo assim o pessoal agora anda doido com o Lindelof...
Não entendo a opinião dos adeptos em geral.

Eu também acho que ele tem que ser corrigido. Mas em tanto tempo será que não lhe conseguiram ensinar isso? O que eu quis dizer é que das duas uma, ou não querem que ele faça os movimentos que estamos a falar ou então estão a falhar muito nesses ensinamentos. Não sei qual das situações é mais preocupante.

A qualidade individual do Mitro também me parece muito superior à do Raul e no entanto o Raul passou boa parte da época a ser titular no lugar dele.
Não me parece correcto que se mantenha um jogador que não rende, em detrimento de um que pode render mais. De qualquer forma, essa substituição recorrente não é o mais grave. E hoje pelo menos sabemos que não vai acontecer.

Abraço

De Count a 21.02.2016 às 01:23

Fábio, o Renato tem 18 anos e mais do que tempo para apreender. ;)

De Bruno a 19.02.2016 às 21:34

Só discordo de uma coisa.

Eu lembro-me perfeitamente que aos 80 e tal minutos de ver o Zenit a pressionar bem alto no terreno !

Não foi como se o Zenit desse sempre a iniciativa do jogo ao Benfica. Houve periodos. E eles fazendo a pressão alta a essa hora de jogo não quer dizer que não tinham mais pernas, até porque são uma grande equipa com grandes jogadores. A verdade é que foi um jogador expulso na falta sobre o almeida e desse lance saiu um golo de bola parada senão estariamos aqui a dizer que eles se prepararam muito bem e que aguentaram o jogo todo mesmo no pressing final.


Ah e sim as bolas paradas são horriveis, toda a gente no estadio como dizes e bem e até na tv já sabe o que vamos fazer e pa ser sincero nem pensei que fossemos marcar de bola parada tão mal marcadas são os nossos livres. Os livres e cantos ! mto trabalho pla frente nas bolas paradas.

De P1nheir8 a 20.02.2016 às 01:58

Não me recordo bem, Bruno- Lembro-me de eles terem esticado uma ou duas vezes no contra-ataque, mas de forma lenta. Depois devem ter perdido a bola e aqueles homens que estavam no contra-ataque fizeram ali alguma pressão. A linha dos médios e defesas já nem se arrastava. Ficava no meio, a tapar apenas os espaços, mas respeito a tua opinião e posso estar errado. :)

Para mim, eles deram quase sempre a iniciativa do jogo, tirando ali poucas alturas. Têm grandes jogadores, mas jogam muito pouco. Até podem passar a eliminatória, mas os jogadores não têm rendido o que se espera deles.

Sim, as bolas paradas são péssimas. É que se vê sempre o mesmo. Incrível.

Abraço

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