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Análise ao Benfica vs Bayern

por P1nheir8, em 15.04.16

 

Na quarta-feira foi a noite que tanto ansiávamos: o embate da 2ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, perante o poderoso Bayern. Para este jogo no Estádio da Luz, trazíamos uma desvantagem de um golo, depois da vitória do Bayern no Allianz Arena por 1-0. A juntar a essa desvantagem, Rui Vitória ainda se viu privado de algumas peças chave. Para além do castigado Jonas, Gaitán e Mitroglou também não puderam dar o seu contributo à equipa, devido a lesão, o que complicou muito as contas para o Benfica. O nosso treinador foi obrigado a alterar algumas peças, chamando para a titularidade Salvio, Carcela e Raúl. Ederson, André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Fejsa, Renato Sanches, Salvio, Carcela, Pizzi e Raúl, foram estes os escolhidos para fazerem parte do onze inicial.

 

 

Como era de esperar mediante esta formação inicial, foi Pizzi que jogou no apoio a Raúl, com Carcela a ficar na ala esquerda e Salvio na direita. Tudo o resto se manteve normal. Guardiola decidiu tirar Lewandowski da equipa e colocar Xabi Alonso no meio-campo, estando Vidal ou Thiago mais perto de Thomas Müller no ataque. O Bayern começou logo a tentar dominar o jogo, tendo muita posse de bola. Na primeira vez que temos bola, Raúl ganha uma falta à entrada da área e o Eliseu bate o livre com algum perigo, mas a bola é desviada para canto.

 

O jogo não estava a ser muito diferente da primeira mão. O Benfica com um bloco defensivo médio/alto, a tentar fechar os espaços centrais e entre linhas, não pressionando muito a primeira fase de construção quando o Bayern trocava a bola. Guardiola colocou de novo os extremos bem abertos na linha, com a agravante de agora estar Xabi Alonso a colocar a bola longa com a qualidade que lhe é reconhecida. Os dois médios - Thiago e Vidal – chegavam muitas vezes próximos de Thomas Müller, atacando quase sempre o espaço entre o nosso lateral e central.

 

Não conseguíamos ter bola, nem sair em transições ofensivas e o jogo era completamente dominado pela equipa alemã. Pouca pressão aos jogadores, que faziam os passes longos, entrando depois a bola fácil num dos dois extremos. As nossas linhas estavam a descer mais no campo com o passar dos minutos e o Bayern atacava cada vez mais, continuando a ter a maioria de posse de bola.

 

A primeira boa oportunidade de golo do jogo surge aos 19 minutos para a equipa visitante, com um remate de Thomas Müller a sair um pouco ao lado do poste direito da baliza de Ederson. O Bayern volta a criar algum perigo aos 22 minutos, mas o cabeceamento de Vidal sai à figura de Ederson. Pizzi não conseguia ter bola para fazer jogar a equipa, assim como Carcela e Salvio nas alas tinham de se preocupar mais em defender que atacar.

 

Uma coisa que nos faltou na primeira mão, e que nos tem marcado pela positiva esta época, voltou a aparecer neste jogo: a extrema eficácia. Na primeira vez que chegamos à baliza de Neuer depois do livre de Eliseu aos dois minutos, ganhamos vantagem no marcador aos 27 minutos. Grande cruzamento de Eliseu e Raúl a aparecer muito bem a finalizar de cabeça, inaugurando o marcador. Três minutos depois, nova grande oportunidade para o Benfica, mas desta vez Neuer evita o golo de Raúl, após cruzamento de Salvio.

 

Apesar do Bayern continuar a dominar o jogo, notou-se algum nervosismo nos jogadores da equipa alemã depois do golo sofrido, falhando alguns passes e tendo más abordagens aos lances. O púbico ajudava para que isso acontecesse, fazendo-se ouvir cada vez mais. Lahm consegue ganhar as costas a Eliseu e Jardel aos 34 minutos, mas Ederson sai muito rápido da baliza e agarra a bola.

 

Conseguíamos ter mais bola por esta altura, e consequentemente afastávamos assim o esférico da baliza de Ederson. Era uma posse mais passiva, tentando não a perder em vez de atacar a baliza, acalmando assim o jogo. No entanto, quando estávamos melhores em campo, sofremos o golo do empate, por parte de Vidal aos 38 minutos, depois de uma boa jogada de ataque do Bayern.

 

Com o empate, a equipa alemã ficou mais tranquila e voltou a dominar como no início do jogo, com a nossa equipa a baixar de novo um pouco as linhas, até ao intervalo. Vidal não está longe de bisar aos 45 minutos, mas a bola acaba por sair por cima do travessão da baliza de Ederson.

 

Não houve tempo para mais e o jogo chegou ao intervalo empatado a uma bola.

 

 

Esta primeira parte foi dominada pelo Bayern, como era esperado por quase todos. Trouxe-nos algo que nos tinha faltado em Munique e que nos tem ajudado durante a época, que é a extrema eficácia. Na primeira vez que conseguimos chegar com bola perto da baliza (tirando o livre directo logo ao início) conseguimos marcar golo. Na segunda vez que chegámos, foi por pouco que não voltámos a marcar. De resto, pouco incómodo criámos a Neuer. O Bayern dominou completamente a posse de bola e o ritmo de jogo se bem que, para o tempo que tiveram o esférico, não criaram assim tantas oportunidades. A receita da equipa de Guardiola foi quase a mesma, com a diferença de agora ser Xabi Alonso a fazer as variações de jogo e estarem dois médios atrás de Thomas Müller, que estavam quase sempre perto da nossa defesa. Não conseguimos jogar tão alto como na Alemanha, pois o bloco esteve mais baixo. A pressão também foi mais fraca, com a equipa alemã a conseguir quase sempre sair a jogar e variar o centro do jogo, tirando a bola das zonas de pressão. Conseguimos uma ou outra combinação na saída para o ataque, mas notavam-se a falta de rotinas entre os jogadores da frente - é complicado com tantas e tão importantes ausências. A defender, dificuldades para contrariar alguns movimentos do Bayern, mas fomos conseguindo cortar muitos lances no momento certo, depois de não evitarmos a chegada deles à área. O lado direito da equipa alemã causou enormes problemas e foi daí que nasceu o golo.

 

Ederson esteve bem de novo. Ainda salvou o cruzamento no lance do golo, mas Vidal não facilitou depois. André Almeida e Eliseu voltaram a ter problemas para segurar os extremos contrários, principalmente Eliseu, que viu Douglas Costa chegar muitas vezes com a bola controlada por aquele lado. Não se entendeu na questão da contenção/cobertura defensiva com Carcela, já que muitas vezes estavam mal posicionados. Grande cruzamento para o golo de Raúl. Victor Lindelöf e Jardel, apesar dos muitos cortes, mostraram algumas falhas na ocupação de espaços. Foram depois corrigidas, mas há ali espaços que precisam de tapar. Tiveram muitas vezes 3 jogadores a atacar a profundidade perto deles, com o passe a sair sem repressão, o que não foi nada fácil. Poucas possibilidades para sair a jogar. Ainda tentaram uma ou outra vez, mas era muito difícil.

 

Fejsa sentiu algumas dificuldades iniciais por causa do posicionamento de Thiago e Vidal. Apesar da boa primeira parte, os espaços para fechar eram em maior número e muitas vezes não dava para fechar tudo. Recuou muitas vezes para cima dos centrais, quando via os restantes médios a recuarem bem mais. Renato esteve pior em termos posicionais que na Alemanha, não fechando muitas vezes onde devia. É a tal história que tenho vindo a falar aqui: sem a referência da bola perto para pressionar e saber onde tem de estar, perde-se completamente. Com bola não conseguiu progredir, já que a equipa de Pep Guardiola teve sempre uma atenção especial de cada vez que ele pegava na bola.

 

Carcela e Salvio não estiveram muito em jogo. Salvio fez um bom cruzamento e pouco mais. Defensivamente, preocupação em fechar o espaço entre central e lateral, mas depois acabava por se esquecer de ajustar. Carcela é sempre muito agressivo em campo, quando perde bola e tem de reagir rápido à perda, mas a bola foi muito pouca. No posicionamento defensivo, tem lacunas onde se deve colocar, não estando no sítio certo.

 

Pizzi apareceu a jogar no meio, tentando dar mais critério à posse de bola, mas ela foi quase inexistente e ressentiu-se disso. Sem bola é fraco na pressão e muitas vezes Xabi Alonso jogou como queria. Raúl marcou um belo golo e quase fazia outro, estando bastante mexido.

 

 

 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 

Rui Vitória não fez qualquer alteração na equipa ao intervalo, fazendo entrar os mesmos jogadores em campo. Entrámos mais pressionantes nesta segunda parte, tentando condicionar a primeira fase de construção do Bayern, mas a equipa alemã ia conseguindo arranjar espaços para trocar a bola.

 

Aos 52 minutos e depois de um canto, o Bayern vira o resultado, fazendo o 1-2. Canto trabalhado por Pep Guardiola e Thomas Müller a encostar facilmente à boca da baliza. Dois minutos depois, grande contra-ataque do Bayern após um canto a nosso favor e Ederson a sair muito bem, no um contra um com Douglas Costa. Logo de seguida, mais um remate da equipa alemã, mas a bola sai por cima da baliza do guardião do Benfica.

 

Rui Vitória mexe pela primeira vez na equipa aos 57 minutos, fazendo entrar Gonçalo Guedes para o lugar de Pizzi. Não houve mudanças nos posicionamentos, já que Gonçalo foi colocar-se na posição em que estava Pizzi, no apoio a Raúl na frente de ataque.

 

A equipa alemã continuava por cima do jogo e com a nossa equipa a assumir um pouco mais de risco, os espaços na nossa defesa iam aparecendo em maior número. Aos 60 minutos, Douglas Costa está perto de fazer o 1-3, mas o remate acaba por bater no poste esquerdo da nossa baliza.

 

Voltamos a assustar Neuer aos 62 minutos, mas o guarda-redes alemão defende bem o remate de André Almeida para canto. Na sequência do canto, Carcela tem uma boa jogada individual que é travada em falta à entrada da área, mas Gonçalo Guedes na transformação atira por cima da barra.

 

Thomas Müller volta a marcar aos 68 minutos, mas o lance é bem anulado, pois Alaba estava em fora-de-jogo, depois de um contra-ataque. Depois deste lance, Rui Vitória volta a mexer na equipa, fazendo entrar Talisca para o lugar de Salvio. O médio brasileiro foi colocar-se no apoio a Raúl e Gonçalo Guedes foi para a direita. Continuávamos a conceder um maior número de espaços, arriscando mais, mas raramente conseguíamos recuperar a bola.

 

O Bayern tinha cada vez mais uma posse de bola onde os jogadores não procuravam tanto a verticalidade, mas cada vez mais, manter o esférico. O Benfica ia assistindo à supremacia da equipa alemã no campo, não conseguindo fazer muito para a contrariar. Ederson aos 72 minutos, quase que borra a pintura que tão bem tem pintado, mas a bola depois de uma má abordagem a um remate fraco de Vidal, acaba por sair pela linha final.

 

Numa das poucas vezes que conseguimos sair com bola da primeira fase de construção, Raúl lança Gonçalo Guedes nas costas da defesa, onde o extremo é depois travado em falta por Javi Martínez, quando ia isolado para a baliza. O árbitro deu amarelo, mas penso que a cor que deveria ser mostrada era o vermelho. Do livre, Talisca numa grande execução, faz o 2-2 no jogo aos 76 minutos. Rui Vitória foi expulso na sequência deste lance.

 

Com o golo, a equipa entusiasmou-se e o público também. Subimos ainda mais as linhas e corremos mais riscos. O Bayern sentiu um pouco o golo, ficando mais intranquilo, mas sem nunca abdicar da sua ideia de jogo. Mais uma bola parada para o Bayern aos 82 minutos e mais um lance de perigo, com Thomas Müller a voltar a aparecer sozinho, mas André Almeida recupera rápido e corta a bola para canto.

 

Talisca sofre falta numa zona muito perigosa aos 85 minutos, encarregando-se de novo da marcação, mas a bola desta vez sai um pouco ao lado do poste. Poderia ter renascido aqui a esperança do apuramento.

 

Nos últimos minutos, o jogo ficou mais partido e com muito mais espaço para jogar. Rui Vitória faz a última alteração aos 88 minutos, fazendo entrar Luka Jović para o lugar de Eliseu. Carcela foi para lateral esquerdo, Gonçalo Guedes para médio esquerdo, Luka Jović posicionou-se ao lado de Raúl na frente de ataque e Talisca na ala direita.

 

Bayern volta a estar perto de marcar aos 89 minutos, mas Ederson defende o remate de Lewandowski, quando o avançado polaco estava em boa posição. Gonçalo Guedes e Talisca trocaram depois de lado, sendo assim até ao terminar do jogo. No último lance, Luka Jović recebe dentro da área e remata de pé esquerdo para defesa atenta de Neuer.

 

E foi com o 2-2 que chegámos ao fim da eliminatória, com o Benfica a ser eliminado por 2-3 no conjunto das duas mãos.

 

 

 

Entrámos um pouco melhor nesta segunda parte, mas o golo da equipa visitante fez com que essa tentativa de reacção se esfumasse. Depois, a equipa alemã teve várias oportunidades para marcar, mas acabaram por não o fazer. Muita alma da equipa, fazendo o 2-2 depois num grande golo de Talisca e ainda fazendo tremer um pouco o Bayern.  As linhas estiveram mais altas no início do segundo tempo, porém o Bayern conseguia sair quase sempre a jogar na primeira fase de construção. Falhámos muito na pressão ao portador, já que quem tinha a bola conseguia fazer passes com muita facilidade. Pep Guardiola viu onde estava a lacuna nas bolas paradas, e aproveitou isso. Na primeira parte não resultou o canto, na segunda foi totalmente diferente. Os pontapés de Ederson já não conseguiram surpreender, pois os defesas da equipa alemã estavam sempre preparados para tal. Jogámos ali uns minutos mais com o coração e alma, sendo os melhores da equipa, já que no resto do tempo o Bayern foi dominando o jogo, com múltiplas soluções para o ataque e para não perder a bola. Continuámos a tentar fazer muitas vezes o campo curto, mas depois não havia pressão e a bola saía sempre da zona de pressão. Invariavelmente, fomos sempre atacados na zona entre o lateral e central, com os médios a aparecer embalados e depois a chegarem à entrada da área.

 

Ederson ia borrando a pintura em mais uma belíssima exibição, mas felizmente a bola saiu ao lado. Sempre muito rápido a sair dos postes. Eliseu e André Almeida não mudaram muito a sua forma de jogar neste segundo tempo. Dificuldades nos lances com os extremos adversários e poucas chegadas ao ataque, o que também é explicada pela pouca posse e por um jogo mais directo a partir de trás. Jardel e Victor Lindelöf tentaram empurrar a linha de médios e avançados mais para a frente, mas foi muito difícil. Algum espaço aberto de novo entre eles, mas as movimentações do Bayern eram muito boas também. Ambos com alguns cortes providenciais em determinados lances.

 

Fejsa continuou o seu bom momento, apesar de já se notar alguma falta de pernas. Tacticamente é um luxo e é fantástico na forma como percebe o jogo e onde tem de estar. Renato teve um pouco mais de liberdade e ofensivamente mostrou-se mais, apesar da atenção especial que tinha sempre. Salvio pouco mostrou até ser substituído, ainda para mais com a falta de ritmo evidente e o cansaço acumulado. Carcela acabou o jogo a lateral esquerdo, mas esteve melhor neste segundo tempo, pelo menos ofensivamente, estando mais mexido e a procurar mais a bola. Pizzi não teve tempo para muito, acabando por ser cedo substituído. No tempo que jogou, foi o que tinha sido na primeira parte. Raúl continuou mexido, procurando várias vezes pressionar a primeira fase de construção do Bayern. Muitas vezes a estar onde não devia, mas esse é o problema dele. Mesmo sem bola, quando baixamos as linhas, não percebe que zonas tem de proteger. Contudo, jogo positivo do mexicano.

 

Gonçalo Guedes entrou muito bem e veio dar mais agressividade à nossa linha ofensiva. Quem entrou também muito bem foi Talisca, marcando um grande golo com o seu notável pontapé. Pouco tempo de Luka Jović em campo, mas quase marcava.

 

 

 

 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 

 

 

 

 


 

 

 


 

 

 

 

 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 

Neste jogo, a nossa equipa não esteve tão bem como na primeira mão. Também se percebe, devido às várias ausências. Estávamos sem três dos quatro jogadores titulares da frente de ataque, e o que sobrava não estava na posição onde mais rende. Assim não é fácil, e muito menos contra uma equipa fantástica como é este Bayern. Demos luta a uma das melhores equipas do mundo, fazendo-a claudicar por momentos e causando a incerteza. Poderíamos ter respeitado um pouco menos o Bayern na entrada para este jogo, mas também percebo que não é nada fácil. Esperava no máximo poder discutir a eliminatória em casa, devido à diferença entre os conjuntos, e a nossa equipa, e apesar da eliminação, deixou-me bem orgulhoso. Não gostando muito de falar em arbitragens, na dúvida a balança pendeu sempre para a equipa alemã, mas mesmo assim, foram melhores na eliminatória.

 

Quanto ao jogo propriamente dito, tivemos muitas dificuldades em anular Xabi Alonso. O médio espanhol é um dos melhores jogadores do mundo no passe longo. Sem pressão, colocava a bola onde queria, retirando a bola de onde queria. Na primeira mão também se notou a falta de pressão ao portador da bola e estando agora Xabi Alonso em campo, ainda foi mais grave essa falta de pressão. Pep Guardiola estudou bem a nossa equipa. Sempre a atacar o espaço entre lateral e central, não deixar Renato progredir com bola, colocar muitas vezes os laterais no interior, obrigando um dos nossos alas a colocar-se lá, abrir bem os extremos e retirar rápido a bola da zona de pressão. E ainda percebeu o nosso ponto fraco nas bolas paradas.

 

Rui Vitória precisa de ter atenção aos espaços na entrada da área, já que são inúmeras as vezes que os adversários aí aparecem sozinhos a ganhar a segunda bola. É preciso corrigir ali posicionamentos. Também o espaço entre o terceiro e quarto homem da zona nos cantos deu problemas, com o Bayern a aproveitar.

 

Não concordei com a saída de Pizzi da posição onde tem jogado sempre, já que é ali que dá mais à equipa e onde estamos formatados para depois o procurar em zonas interiores. Percebeu-se ainda a falta que ele faz nas zonas onde se recupera a bola, já que não tínhamos elementos com a lucidez e o discernimento necessários para retirar a bola das zonas de pressão quando a recuperávamos - quando o fizemos, chegámos ao golo. Carcela e Salvio são jogadores que gostam de fazer esticões e são mais verticais, partindo muitas vezes para o ataque sem grande critério, mas depois não há maneira da bola lá chegar. Carcela precisa de crescer tacticamente. A defender, reage muito bem à perda, mas depois posiciona-se muito mal, o que traz dificuldades acrescidas ao lateral.

 

Talisca voltou a mostrar que tem um enorme potencial. O problema é mesmo aquela mentalidade, porque a qualidade que tem é imensa. Podia dar tanto à nossa equipa em muitos momentos, mas só se lembra de vez em quando que é altura de jogar. Gonçalo Guedes também entrou bem. É um jogador que aprecio e que tem muita qualidade, se for bem enquadrado.

 

Terminou assim a cana Liga dos Campeões. Obrigado a Rui Vitória e aos jogadores por esta época europeia que excedeu as expectativas. É aqui que o mundo do futebol tem os olhos: na Europa dos grandes. E é aqui o lugar do Sport Lisboa e Benfica.

 

Agora não há que pensar mais nesta eliminação. Concentrar já no jogo de segunda-feira com o Vitória de Setúbal, onde não podemos facilitar.

 

 

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