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Fim-de-semana das Modalidades

por Miguel Martins, em 28.10.15

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No passado sábado, a equipa de Basquetebol do Benfica recebeu a Oliveirense. Ainda sem Diogo Carreira, Mário Fernandes e Gentry, acabámos por vencer por vencer um excelente e muito bem orientado adversário, por 64-58. Como o resultado indica e apesar de ter liderado quase sempre o marcador, o jogo foi bastante equilibrado.


Entrámos mal na partida e estivemos a perder por 8-15, mas depois surgiu Wilson que revolucionou o jogo. Terminámos o 1º período a vencer por 21-19, com uns sensacionais 17 pontos de Wilson! É um jogador, claramente, para outros campeonatos.

 

No 2º período o equilíbrio manteve-se, e fomos para o intervalo a vencer por 36-33, com 24 pontos do Wilson. Regressados dos balneários com um Wilson mais discreto, o equilíbrio foi-se mantendo e fomos para o último e derradeiro período com 48-45 no marcador. Aí sim, o Benfica abriu alguma vantagem, vencendo justamente.


Sem termos feito um grande jogo, vencemos com inteira justiça, sendo de destacar os 26 pontos de Wilson - 24 só na 1ª parte - e 16 ressaltos. Realce também para os bons números de Cláudio Fonseca, 16 pontos e 8 ressaltos.


Os pontos foram marcados por: Wilson (26), Cláudio Fonseca (16), Cook (14), Nuno Oliveira (5), Carlos Andrade (2) e João Soares (1).

 

Hoje temos jogo europeu no Pavilhão da Luz frente ao BC Cibona, às 21h.


 

Também no sábado, a nossa equipa de Futsal deslocou-se a Carcavelos, para defrontar o Quinta dos Lobos. Apesar das ausências de Chaguinha, Jefferson e Fernando por lesão e de Patias por castigo, o Benfica conseguiu uma vitória inteiramente justa por 4-8. Ao intervalo já íamos vencendo por 1-3, com golos de Alan Brandi, Mário Freitas e Bruno Pinto.


Na 2ª parte assistiu-se a um avolumar do resultado, com golos de Ré, Henmi, Tiaguinho, Mário Freitas e Bruno Pinto.

 

Destaque para os minutos dados a Cristiano e a Tiaguinho - que correspondeu com um golo. Alan Brandi foi o principal desequilibrador.


Sábado, recebemos o Belenenses, às 16h.



A nossa equipa de Hóquei em Patins - comandada por Pedro Nunes – jogou para a Liga Europeia, recebendo e vencendo o Vic, vice-campeões europeus e atuais líderes da Liga Espanhola, por uns esclarecedores 5-1.


Sem Trabal mas com um Pedro Henriques ao seu melhor nível, o Benfica desde cedo que dominou o jogo, construindo uma vantagem robusta na 1ª parte. Praticando um hóquei de alta velocidade e de grande qualidade, foi sem surpresa que Diogo Rafael fez o 1-0, num belo remate após passe de Nicolia. Mantendo a toada, o Benfica fez o 2-0 por João Rodrigues, novamente após assistência de Nicolia.


Já sem Nicolia em campo, o Benfica fez o 3-0 num golaço de Marc Torra, que rematou de longe e colocou a bola no ângulo. Ainda antes do final da 1ª parte, acontece o 4-0, após uma recuperação de bola ainda na pista adversária de Miguel Rocha que colocou em Adroher que, num remate fabuloso também ao ângulo, fez o golo. 


Após este golo o Benfica reduziu o ritmo e a pressão, tendo o Vic disposto de uma oportunidade soberana para reduzir, mas Pedro Henriques mostrou toda a sua qualidade e defendeu a grande penalidade.


Na 2ª parte o Vic reduziu mesmo, mas sem nunca colocar em causa a vitória do Benfica, tendo João Rodrigues feito o 5-1 novamente a passe de Nicolia.


Vitória justa de uma grande equipa que tem jogadores absolutamente fantásticos. Poderia falar no João que fez 2 golos, no Valter que dá uma grande estabilidade defensiva, mas uma equipa que dispõe de Carlos Nicolia, raramente consegue ter outro jogador em mais evidência do que ele. É o melhor do mundo e joga no Benfica.


Hoje temos uma deslocação a Vale de Cambra, onde iremos defrontar a equipa local às 21h.



Os comandados de José Jardim - voleibol - tiveram uma difícil deslocação aos Açores, onde defrontaram o Fonte do Bastardo. Não há muito a dizer sobre este jogo. Mesmo sem Duff, o Benfica construiu uma vitória completamente esclarecedora por 0-3, com parciais de 23-25, 17-25 e 18-25.


Destaque para a exibição do nosso capitão Hugo Gaspar.


Absolutamente fantástico o que tem vindo a ser feito nesta secção e o que estamos a reconstruir depois da debandada que ocorreu no final da temporada passada.


Sábado, temos jogo em Esmoriz às 17h. No Domingo, jogamos em Gaia frente ao Madalena, às 16h.



Já os comandados de Mariano Ortega - Andebol - foram conquistar uma importante vitória aos Açores, vencendo o Sporting da Horta por 25-28.


Desta secção pouco se espera em termos de títulos, mas é bom ver a regularidade com que nos estamos a exibir, não vacilando frente a equipas onde de forma recorrente perdíamos pontos.


Ao intervalo estávamos a perder por 16-15, mas na 2ª parte fomos capazes de virar o marcador.


Os golos foram apontados por: Uelington (5), Borragán (5), Belone (4), Dragan Vrgoc (3), Davide Carvalho (3), João Pais (3), Paulo Moreno (2), Flávio Fortes (2) e Hugo Lima (1).


Hoje recebemos o ABC às 19h15, num aperitivo para o jogo das Competições Europeias em Basquetebol.


 

E porque o Benfica é mais do que futebol, tudo aos pavilhões!

 

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publicado às 14:00

Análise ao Benfica vs Sporting

por P1nheir8, em 26.10.15

 

Ontem, na 8ª jornada da Liga NOS, o Benfica recebeu em casa o Sporting, no derby que faz parar o país. Para este jogo, Rui Vitória não mexeu na equipa que defrontou o Galatasaray na última 4ª feira, tendo apresentado o mesmo 11 inicial.

 

O jogo começou algo dividido, mas com o Benfica a estar um pouco por cima, chegando mais perto da baliza de Rui Patrício. No entanto, na 1ª vez que o Sporting vai à baliza, marca golo. André Almeida perde a bola e Teo marca o primeiro golo da partida, depois de passe de Adrien.

 

O Benfica tentou responder ao golo do Sporting, pressionando e chegando perto da baliza adversária. Jonas atira ao lado, após passe de Gonçalo Guedes e depois chega atrasado a um cruzamento de Gaitán. Com o passar dos minutos, o ritmo de jogo foi baixando e o Benfica já não estava a ter tanta bola.

 

Aos 22 minutos, o 0-2 no marcador. Cruzamento de Jefferson na esquerda e Slimani a cabecear sozinho na área, fazendo o segundo golo do jogo. Perto dos 30 minutos de jogo, o Benfica cria perigo, mas o remate de Jonas sai por cima da barra. Já se notava muito nervosismo em vários jogadores do Benfica.

 

De contra-ataque, o Sporting faz o 0-3 aos 36 minutos, por Bryan Ruiz. O Benfica acusava muito os golos adversários e a equipa estava de cabeça perdida. Nada saía de bom no jogo. Faziam muitas faltas e pressionavam com pouca cabeça.

 

O intervalo chegou mesmo com o Benfica a perder por 0-3.

 

 

A equipa de Rui Vitória não entrou mal no jogo, mas com os golos do Sporting a sucederem-se, a 1ª parte tornou-se um pesadelo. Nunca se conseguiu arranjar antídoto para a presença de João Mário no meio-campo, quando saía do lado direito do ataque. Depois a equipa continua péssima a reagir à perda e a fazer a transição defensiva, e isso custou muito caro. Perdemos a bola, mas depois a pressão é feita sem grande critério e somos facilmente ludibriados pelos adversários. Muito passivos defensivamente, e com pouca atitude.

 

Não conseguimos ter uma única verdadeira oportunidade de golo em 45 minutos, o que é muito preocupante. A posse de bola foi com fraca qualidade e só a tínhamos até certo ponto. Quando se entrava em zonas mais na frente, não conseguimos ultrapassar a pressão do Sporting, a não ser com a lateralização do jogo. Saídas a jogar também sofríveis.

 

Júlio César ficou mal na fotografia no 1º golo, dando a ideia que a bola lhe escorregou da mão. Os laterais pouco deram ao jogo da equipa, tanto ofensivamente como defensivamente. Os centrais tiveram dificuldades com as movimentações dos dois avançados e com o espaço que eles procuravam entre a defesa e meio-campo do Benfica, posicionando-se várias vezes mal. A dupla de meio-campo não esteve bem. Pressão pouco eficaz, perdas de bola e dificuldade perante a inferioridade numérica.

 

Gaitán tentou fazer tudo sozinho, mas para a frente. Já para trás, que corressem os outros. Guedes pouco apareceu. Jonas também teve pouco espaço. Jorge Jesus conhece o jogo dele e tentou evitar que existisse aquele espaço entre linhas para ele jogar. Raúl Jiménez andou por muitos sítios, mas acabou por não estar em nenhum. Correu muito, mas com pouco critério.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Só assim o Benfica conseguia chegar com a bola na área.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para a 2ª parte, Rui Vitória fez uma alteração. Entrou Fejsa e saiu Eliseu. André Almeida foi para lateral esquerdo e Fejsa foi colocar-se no meio-campo. Logo aos 47 minutos, Fejsa leva cartão amarelo.

 

O Sporting controlava o ritmo do jogo. O Benfica jogava muito com o coração e pouco com a cabeça, e pouco ou nada de bom criava no jogo. O Sporting quase volta a marcar aos 57 minutos, mas o remate de Jefferson sai ao lado da baliza de Júlio César. Fejsa sai lesionado aos 67 minutos, e para o seu lugar entra Pizzi.

 

A equipa de Rui Vitória não conseguia criar nenhum lance de perigo. Era uma equipa lenta e muito previsível em campo. O Sporting ia trocando a bola, pressionando e gerindo o ritmo de jogo conforme lhe dava mais jeito. Aos 69 minutos, a única grande oportunidade do Benfica no jogo. Raúl Jiménez evita que a bola saia, deixando Naldo para trás, mas não consegue finalizar depois a jogada. Pouco depois, Samaris também leva algum perigo para a baliza de Rui Patrício, depois de um remate de longe.

 

Pizzi, aos 77 minutos, atira ao lado da baliza de Rui Patrício, depois de uma das poucas vezes que o Benfica conseguiu chegar com a bola controlada na frente. Depois desse lance, Rui Vitória faz a 3ª substituição. Entra Mitroglou e sai Gonçalo Guedes, passando Jiménez para o lado direito.

 

Já existiam mais espaços neste momento e o Sporting já deixava jogar mais, mas nem assim a equipa de Rui Vitória criava grande perigo. Num lance caricato aos 88 minutos, Luisão quase marca autogolo, mas Júlio César consegue evitar quase em cima da linha.

 

O jogo acabou pouco depois, com o Benfica a perder em casa contra o Sporting por 0-3.

 

 

Não há muito a dizer desta 2ª parte. Benfica continuou uma equipa muito lenta e previsível, com uma qualidade de pressão e de posse de bola muito fraca. Jogadores completamente desinspirados e com falta de atitude. A equipa chegava sempre atrasada aos lances, já que os jogadores estavam sempre distantes.

 

A defesa acabou por melhorar um pouco, fechando melhor os espaços. A pressão continuou a ser muito fraca. No meio-campo pouco se notou a entrada de Fejsa ou Pizzi. Guedes desaparecido, Gaitán a jogar só para a frente e muito individualista. Jiménez e Jonas continuaram desaparecidos no jogo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este foi um péssimo jogo do Benfica. Aliás, não foi péssimo, foi vergonhoso. Não há que passar a mão pelo pêlo ou fazer cafunés na cabeça. Há que se assumir as responsabilidades do que se passou em campo. O Benfica perdeu em casa por 0-3 com o Sporting. Repito. O Benfica perdeu em casa por 0-3 com o Sporting. E tudo isto com 3 golos em 45 minutos. Mais. O Benfica apenas criou uma oportunidade de golo durante o jogo todo e que acabou por acontecer devido a um erro de Naldo e insistência de Raúl. Isto é bastante preocupante.

 

A atitude dos adeptos foi, de facto, de grande valor durante aqueles cânticos aos 70 minutos. Foi, no entanto, uma declaração de amor ao clube, não ao que se passou dentro do campo. Essa não pode ser a questão central de um jogo onde o Benfica perde em casa por 0-3 com o seu maior rival. E depois de termos sido completamente vergados em campo, as questões ao treinador do Benfica e as respostas, prendem-se muito com a atitude dos adeptos. Afinal o que estava em causa não eram os 3 pontos? Isto acontece depois de semanas em que tudo se disse do clube, em que se pediu a resposta em campo, mostrar o orgulho ferido, e o que aconteceu foi isto. Ainda somos o Benfica. Há que existir exigência.

 

Não percebo Rui Vitória. Diz que a equipa estava completamente preparada para o jogo, mas não estava. Tirando aqueles minutos iniciais, o jogo foi sempre jogado da forma que interessava ao Sporting. Não estava preparada para as movimentações de Teo, para os movimentos de João Mário, para a subida em bloco da defesa, para arranjar soluções na saída de bola, para jogar sem Jonas no espaço entre linhas, para os cruzamentos de Jefferson, para os contra-ataques, e podia continuar.

 

Rui Vitória diz que as suas equipas têm de saber reagir à perda da bola, mas neste jogo existiu um mundo e mais alguns de diferença entre as duas equipas. A posse de bola foi fraca, lenta e previsível. A transição defensiva foi péssima. E pior, a atitude em campo foi lamentável. Já nem vou pegar nas substituições, não vale a pena.

 

Eu sei que não tens culpa de muitas lacunas que existem no plantel, mas o que se passou é muito mau. Cria soluções, não insistas em algo que já viste que não serve. Onde anda o Cristante, Carcela, Djuricic, Renato Sanches, João Teixeira? E acho que Mitroglou devia ter jogado neste jogo, segurando mais a defesa do Sporting, tendo também mais presença na área. Sei que não é rápido, mas tem marcado. Depois colocamos um avançado a médio ala nos últimos minutos.

 

Rui, isto é o Benfica. Não é só falar na família Benfiquista, nos processos, no rumo. Nesta altura, já há que mostrar muito mais em campo. O que é certo é que em 3 jogos contra Porto ou Sporting, o Benfica tem 3 derrotas. O que é certo também, é que em 12 jogos oficiais do Benfica este ano, já se contam 5 derrotas.

 

Exigem-se melhorias, muitas melhorias e o assumir de responsabilidades do que se passou. Lá estaremos 6ª feira em Aveiro, onde é mais do que obrigatório ganhar.

 

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publicado às 18:57

Semana das Modalidades

por Miguel Martins, em 23.10.15

 

No fim-de-semana passado, tivemos nova jornada dupla da nossa equipa de Basquetebol. Que mais uma vez, não desiludiu.


No sábado recebemos o FC Porto e vencemos por 72-61. Não se pense que foi fácil. Frente a uma equipa aguerrida e que fez do tiro exterior a sua melhor arma, o Benfica teve muitas dificuldades, principalmente no 2º período, onde esteve manifestamente mal. E foi sem surpresa para quem estava a assistir ao jogo que fomos para a intervalo a perder por 31-43, estando no último minuto da 1ª parte a perder por 16 pontos. O intervalo fez bem à equipa, que regressou transfigurada para melhor. Mudou a defesa para zona e nunca mais o Porto se encontrou no jogo. Com um Cook mais inspirado, com um Nuno Oliveira e um Tomás Barroso a defenderem de forma fabulosa e um Wilson a dominar por completo o jogo interior, o Benfica chegou ao final do 3º período empatado. A reviravolta foi consumada no 4º período, conquistando assim uma vitória clara por 72-61. Poderia destacar Cook, Wilson, Nuno Oliveira, Tomás, Cláudio, Carlos Andrade, mas o destaque neste jogo vai para o nosso treinador, Carlos Lisboa. Venceu o jogo com a mudança do sistema defensivo.

 

No domingo, a equipa deslocou-se a Barcelos. Num jogo desde cedo controlado pelo Benfica, conquistámos uma vitória clara e inequívoca por 61-82. Ao intervalo já íamos vencendo por 32-39.


Destaque para a excelente exibição de Wilson, com 16 pontos e 12 ressaltos, é para mim, o melhor jogador da Liga. Tem uma qualidade fantástica em todos os momentos do jogo.

 

Sábado, recebemos a Oliveirense, às 15h30.


 

Em Futsal tivemos derby. E que derby. Um Benfica sem Henmi (castigado), sem Chaguinha e Jefferson (lesionados) e ainda com Fernando claramente condicionado, recebeu e bateu um Sporting praticamente na sua máxima força.

 

Numa 1ª parte muito equilibrada e disputada, mas não muito bem jogada, o Sporting  foi tendo mais bola e dispôs de ocasiões de golos, contando sempre com a oposição de um Juanjo inspiradíssimo. A cerca de 20 segundos do intervalo, o Benfica conquistou um canto e Joel Rocha pediu desconto de tempo para trabalhar a bola parada. No reatar do jogo, após um brilhante trabalho individual de Alan Brandi, Fábio Cecílio apareceu completamente isolado no centro área e bateu Marcão com uma belíssima execução individual, fazendo o 1-0 - resultado que se verificava ao intervalo. Sem ser um resultado inteiramente justo, era um aceitável, pois se o Sporting teve oportunidades de golo o Benfica também as teve e mais flagrantes.

 

Na 2ª parte, o Sporting foi em busca do empate e acabou por conseguir num lance em que Miguel Ângelo “enganou” de forma involuntária Juanjo. Queria cruzar mas a bola acabou por ir para a baliza. A 9 minutos do fim do jogo Patias foi expulso por acumulação de amarelos e o Sporting durante 2 minutos ficou a jogar com mais um jogador. Quando tudo apontava para que o Sporting fosse capaz de tirar partido desta situação, o Benfica defendeu de forma brilhante e aguentou o empate, sendo para isso decisivo Juanjo. Quando ficámos completos, Ré recuperou a bola, galgou todo o campo com ela para tocar para Gonçalo Alves que bateu um desamparado Marcão, fazendo o 2-1.


Com um pavilhão completamente cheio e ao rubro, os jogadores do Benfica aguentaram este resultado até ao fim do jogo. O Sporting ainda jogou em 5x4 e teve ainda um livre direto a seu favor, mas tudo isto era insuficiente, quando do outro lado esteve um Juanjo absolutamente épico e que foi unanimemente considerado o homem do jogo. 

 

Vitória da raça, do crer, da modéstia, do respeito pelo adversário. No fundo, a vitória do bem contra o mal.

 

Sábado, às 15h, defrontamos a Quinta dos Lobos em Carcavelos.


  

Em Voleibol tivemos nova jornada dupla, com mais um pleno de vitórias - algo que esta secção já nos habituou com o tempo. No sábado em Espinho, começámos muito mal e cedemos o 1º set por 25-18. Neste 1º parcial, o Benfica nunca se encontrou, o serviço não foi eficaz e no voleibol o serviço é muito importante.


No 2º set voltámos diferentes, mais agressivos, com um serviço eficaz e com um bloco assertivo, virando por completo a tendência do jogo. Acabamos a vencer por 21-25, resultado que se repetiu no 3º set. No 4º set, fechámos o encontro com uns esclarecedores 18-25.

 

Destaque para a boa exibição do Mart.

 

 

No domingo, recebemos e vencemos o Castêlo da Maia, num jogo sem grande história. Domínio completo e absoluto de um Benfica muito moralizado e personalizado. Vitória por 3-0, com parciais de 25-20, 25-18 e 25-23.

 

Duff estreou-se com a camisola do Benfica e parece mesmo ser reforço. Muita qualidade, tanto no remate como no bloco. Destaque para o facto de que apesar de ter havido muitas mexidas no grupo de trabalho, já se nota muita coesão no mesmo.
Está de parabéns José Jardim, grande trabalho no Benfica. Mais um.

 

No sábado, temos a difícil deslocação aos Açores, onde vamos defrontar a Fonte Bastardo. Jogo às 17h30 (hora continental).


  

A equipa de Andebol recebeu e venceu no sábado o Madeira SAD por 29-23. Foi um jogo equilibrado durante grande parte do tempo. Ao intervalo íamos vencendo por 14-13, em grande parte devido à exibição de Belone Moreira. Na 2ª parte com um Hugo Figueira inspirado, fomos dilatando a vantagem, com o Madeira SAD a fazer o que podia, liderado por um inspirado Cláudio Pedroso que infelizmente no Benfica pareceu nunca querer ser o jogador que poderia ser. Pode ser que agora acorde ainda a tempo. Para regressar ao Benfica, é que me parece improvável.


Os golos foram apontados por: Borragán (5), Belone Moreira (5), Uelington (5), João Pais (4), Davide Carvalho (3), Hugo Lima (3), Vrgoc (2) e Paulo Moreno (2).

Destaque para excelente exibição de Hugo Figueira.

 

Sábado, defrontamos o Sporting da Horta nos Açores, às 22H00 (hora continental).


 

Na 4ª feira, tivemos mais um derby na Luz. A nossa equipa de Hóquei em Patins não desiludiu, batendo o Sporting por uns claros e expressivos 9-0. Ao intervalo já íamos vencendo por 2-0.


Desde cedo no jogo que o Benfica dominou, mostrando que o que se passou na Supertaça fazia parte do passado. Foi sem surpresa que Nicolia fez o 1-0, numa bela stickada de meia distância. Ainda durante a 1ª parte, a finalizar uma bela jogada entre Torra e João, o jogador espanhol fez o 2-0, estabelecendo assim o resultado que se verificaria ao intervalo. No final da 1ª parte, Tiago Rafael viu o cartão azul, e na cobrança do livre direto Trabal brilhou, impedindo o Sporting de reduzir a desvantagem.

Logo no recomeço da 2ª parte na transformação de uma grande penalidade, Torra bisou e fez o 3-0. Depois Nicolia apareceu e destruiu por completo a equipa do Sporting, com duas brilhantes assistências para Adroher fazer o 4-0 e o 5-0. Com um pavilhão extremamente bem composto e empolgado, o Benfica partiu em busca de mais golos e Adroher na cobrança de um livre direto fez um golo de levantar o pavilhão. Uma execução brilhante, só ao alcance de um prodígio técnico. O 7-0 surgiu por João Rodrigues após mais um brilhante assistência de Nicolia. O 8-0 por Tiago Rafael, com nova assistência de Nicolia. O resultado final foi fixado por João Rodrigues, a finalizar mais uma bela jogada colectiva.


Destaque para a exibição brilhante de Nicolia e também de Trabal, que defendeu 2 livres diretos e ainda uma grande penalidade.

 

Exibição brilhante de uma equipa brilhante. Estão de parabéns.


No sábado, temos um difícil jogo com o Vic, líder da Liga Espanhola. O jogo é em casa às 19h30.


 

E porque o Benfica é mais do que futebol, tudo aos pavilhões!

 

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publicado às 13:40

Análise ao Galatasaray vs Benfica

por P1nheir8, em 22.10.15

 

Na 3ª jornada do Grupo C da Liga dos Campeões, o Benfica deslocou-se à Turquia para defrontar o Galatasaray. Rui Vitória apresentou a equipa que se esperava, colocando Raúl no lugar de Mitroglou e Sílvio a lateral direito. Júlio César, Sílvio, Luisão, Jardel, Eliseu, Samaris, André Almeida, Gaitán, Gonçalo Guedes, Jonas e Raúl Jiménez. Foi esta a equipa titular para o jogo.

 

O Benfica começa o jogo da melhor maneira e adianta-se no marcador aos 2 minutos. Grande passe de Jonas e Gaitán a finalizar de forma brilhante. Até aos 10 minutos, o jogo esteve algo dividido. Benfica a tentar controlar, jogando em ritmo baixo e o Galatasaray a tentar chegar perto da baliza de Júlio César, colocando já alguma pressão no jogo. Começava a existir superioridade da equipa da casa, tendo mais bola. Quando não a tinha, recuperava rápido.

 

O Galatasaray ia criando cada vez mais perigo junto da baliza de Júlio César. Aos 18 minutos de jogo, grande penalidade a favor da equipa da casa, após braço na bola de André Almeida. Inan, empata o jogo. O jogo acalmou um pouco e a pressão da equipa da casa já não era tão grande. Mesmo assim, estavam por cima no jogo.

 

Desatenção da defesa do Benfica aos 33 minutos e Podolski dá a volta ao marcador. O Galatasaray desceu bastante o seu ritmo em campo depois do golo, permitindo ao Benfica ter mais bola e estar mais confortável até ao fim da 1ª parte.

 

O jogo caminhou para o intervalo, sem que nada de grande revelo se tivesse passado. Galatasaray foi para os balneários a vencer por 2-1.

 

 

A equipa do Benfica não podia ter tido um inicio melhor de jogo. Marcar cedo e adiantar-se no marcador, foi uma grande entrada. O pior foi a forma como a equipa reagiu a esse golo. Deixou-se dominar completamente, deixou de tentar jogar e de ter bola, sucumbindo perante um adversário que dominou o jogo até conseguir virar o resultado, sem que a equipa de Rui Vitória fizesse grande coisa para o contrariar.

 

A defesa abriu muitos espaços, muito devido a saírem ao homem e depois as zonas de cada um terem ficado completamente descompensadas. Faltou também agressividade defensiva e vislumbraram-se muitas lacunas no posicionamento. Os laterais pouco ou nada deram ao jogo ofensivo e mesmo a defender foram bastante sofríveis. André Almeida e Samaris foram tentando tapar alguns espaços que apreciam, mas nem sempre bem e com qualidade. Tiveram pouca bola e deram pouco ofensivamente à equipa.

 

Gaitán marcou um belo jogo, e tentou um pouco remar contra a maré, mas sem grande consistência. Gonçalo Guedes também pouco se viu e nem nas tarefas defensivas apresentou a qualidade que vinha demonstrando em jogos anteriores. Jonas esteve desaparecido do jogo, estando muito recuado. Com as descidas de Raúl para vir buscar bola, ele não se sente tão confortável no jogo, ou pelo menos foi o que pareceu. Raúl também pouco apareceu, perdeu algumas bolas e não conseguiu ser a referência no ataque.

 

 

Grande jogada de Jonas no início do jogo. Da falta sofrida, ia resultar o golo.

 

 

O golo de muita classe de Nico Gaitán e o grande passe de Jonas.

 

 

Saiu Nélson Semedo da equipa, mas Sílvio também sai sempre o homem, sendo André Almeida a ir fazer a compensação quando consegue. Se antes tinha dúvidas, agora é quase certo que isto é estratégia.

 

 

André Almeida a transformar a saída a jogar com 3 centrais.

 

 

Boa e rápida recuperação defensiva da equipa, depois da bola ser perdida. Muito bem Samaris a fechar o meio e a obrigar o jogador a entregar na linha.

 

É Luisão que sai a Sneijder, mesmo com vários jogadores do Benfica por perto. Depois, não há compensação e abre-se uma clareira entre os dois centrais e no espaço mais perigoso. O do centro do terreno. 

 

 

Eliseu a vir tapar a linha de passe para o árbitro assistente.

 

 

Mais uma vez, Luisão perdido, sem nunca se entender com Sílvio e com o posicionamento entre eles e compensações. Por sorte, não foi Sneijder a receber o passe no meio. Se fosse ele, teria isolado aquele jogador que ficou com a linha aberta para a baliza. Acho que as coisas ali andam confusas, com zonas e marcações ao homem, tudo misturado. Era mais fácil Luisão esperar pela diagonal do adversário, ficando na sua zona e Sílvio com o homem que foi aparecer do lado dele.

 

 

Sílvio sai muito na linha, não há compensação de Samaris ao homem que se desmarcou e a defesa não está alinhada. Problema detectado na linha defensiva e na abertura dos laterais foi recorrente e ia criar dissabores nos lances dos golos.

 

 

Mais uma vez, Sílvio muito aberto. Sneijder consegue receber de costas e fazer logo o passe naquela situação, aproveitando o enorme espaço entre central e lateral numa situação destas.

 

 

E que tal se ir para dentro, Eliseu?

 

 

Estava dado o mote para o que se ia passar dois minutos depois.

 

 

Lance do segundo golo do Galatasaray. A única linha de passe onde a bola entrava, foi a que deu golo e era a mais perigosa também. Eliseu com os apoios virados para fora, e a aguardar que a bola fosse entrar na linha, mesmo Gaitán estando a tapar essa linha de passe. Com isso, não fecha dentro, espaço entre ele e Jardel e golo. Podemos ver no lance uns a marcarem junto ao homem e outros zona. Linha também mal definida, com os dois centrais mais atrás que os laterais. A bola não pode nunca entrar no espaço ao meio. É o mais perigoso e passou entre 4 jogadores do Benfica.

 

 

Bom passe de Samaris e bom movimento de Sílvio, mas faltou presença na área.

 

 

Luisão mais uma vez  ir a uma zona com gente e depois é correr atrás do prejuízo.

 

 

Falta de agressividade defensiva. Jogador recebe a bola dentro da área e tem tempo para chutar. Dois homens soltos na entrada da área e ainda outro que se movimenta na direcção da baliza. Samaris a recuar a passo.

 

 

Para a 2ª parte, não existiram alterações. Entrou a mesma equipa em campo. Logo de entrada, Jonas tem um remate perigoso, mas Muslera consegue defender bem. Pouco depois, Sneijder atira ao poste, depois do remate ter sido desviado. Num dos seguintes lances, é Júlio César que evita o 3-1, com uma grande defesa, após um canto. No minuto seguinte, é Jonas que remata de fora da área com algum perigo, mas a bola sai ao lado. Eram minutos com perigo em ambas as balizas.

 

Aos 54 minutos, boa saída do Benfica para o ataque, mas Gaitán remata ao lado. Mais um bom lance de ataque do Benfica, mas o remate de Jiménez é defendido por Muslera. Eram momentos de domínio da equipa de Rui Vitória, com os lances perto da baliza de Muslera a sucederem-se.  Desta vez, é um defesa a cortar o remate de Gaitán quase em cima da linha de golo.

 

Rui Vitória mexe pela primeira vez na equipa aos 66 minutos. Sai Eliseu e entra Pizzi. Sílvio passou para lateral esquerdo, André Almeida para lateral direito e Pizzi foi colocar-se junto a Samaris no meio-campo. O Benfica estava claramente por cima do jogo, o Galatasaray já só saía em contra-ataque. Aos 68 minutos, é Jonas que vê o seu remate a ser desviado por Jiménez, quando podia levar muito perigo.

 

Aos 75 minutos a segunda substituição no Benfica. Sai Gonçalo Guedes e entra Victor Andrade. O jogo caminhava para o fim, sem existirem lances de grande perigo em nenhuma das balizas. Pizzi e Victor Andrade pouco ou nada vieram dar ao jogo da equipa, de positivo. Rui Vitória esgota as substituições aos 81 minutos, entrando Mitroglou para o lugar de Sílvio. Pouco depois de entrar, o avançado grego surge a rematar à malha lateral da baliza de Muslera.

 

Pizzi perde a bola, e Júlio César evita o 3-1, com uma grande defesa aos 86 minutos. A derradeira oportunidade do Benfica surge aos 91 minutos, mas o defesa do Galatasaray corta o lance quando a bola se dirigia para a cabeça de Luisão. O jogo acabou por chegar ao fim com a equipa da casa a vencer por 2-1.

 

 

A 2ª parte foi muito melhor por parte do Benfica. A equipa foi principalmente muito mais agressiva na procura da bola e isso fez toda a diferença. Continuaram a existir problemas, mas muito menos que na 1ª parte. Teve mais bola e mais oportunidades de golo, que infelizmente não concretizou. O Galatasaray também cedeu fisicamente - apesar de ter tido também várias oportunidades - e isso ajudou a que o Benfica mandasse mais no jogo. 

 

A equipa chegou com a bola mais perto da baliza adversária, mas pecou tanto na finalização como na decisão. Alguns lances podiam ter sido decididos de maneira diferente e não o foram.

 

A defesa manteve-se mais ou menos como na 1ª parte, melhorando em termos posicionais. Já não existiram bolas nas costas e a linha esteve muito melhor. Samaris fez uma boa 2ª parte, tentando defender e atacar enquanto as forças o permitiram, mas continua a falhar alguns passes que poderiam ser muito importantes. Jonas teve mais espaço, e conseguiu jogar mais, mas não conseguiu ser tudo aquilo que nos habituou.

 

As substituições não vieram trazer grande coisa ao jogo do Benfica. Os jogadores que entraram pouco contribuíram para a possível mudança do rumo de jogo. Palavra para Júlio César, foi mais uma vez um muro na baliza do Benfica.

 

 

Sneijder a receber sozinho a bola no meio. Teve de ser o lateral direito a vir tentar fechar, deixando o extremo para Gonçalo Guedes.

 

 

Gaitán opta pelo remate mas temos Eliseu a subir pelo corredor, com possível situação de 3 para 2 junto da baliza de Muslera.

 

 

Uma boa jogada do Benfica. Quando Gaitán ecebe, podia ter virado e depois sim decidir o que fazer, mas entregou logo em Raúl.

 

 

A passividade defensiva do Benfica a permitir que aquela bola entre em Sneijder e ele toque de primeira para Podolski.

 

 

Tenho a bola, vou olhar para a área, vejo 4 defesas adversários contra o Gaitán. O que é que faço? Cruzo. Sou o Pizzi.

 

 

Nem parece teu, Jonas.

 

 

Situação de 3 para 2 por parte do Benfica no contra ataque. Da forma como o lance ocorreu e de como os 2 defesas o fizeram, parece-me que havia duas boas soluções para Gaitán. Ou servia logo a possível diagonal em velocidade do Guedes, ou antes daquele último toque dá em Guedes e vai receber na frente. Era difícil o passe entrar em Raúl que aparece na esquerda apesar de ser possível antes do desarme. Mérito para os dois defesas do Galatasaray nunca perderam o norte e assim que Gaitán toca mais longo, um deles desarma. Aquele toque mais longo, foi fatal.

 

 

Sou o Victor Andrade e mesmo sozinho perante dois adversários, vou na iniciativa individual e para a linha.

 

 

Samaris devia ter entregue em Gaitán e depois ele sim, ou fazer o passe para Jonas ou para Raúl.

 

 

Foi por pouco.

 

 

Deste jogo, fica um grande sabor amargo. Era, claramente, uma equipa ao alcance do Benfica. Aqueles 30/35 minutos na 1ª parte acabaram por fazer toda a diferença no resultado final. O resultado mais justo até era bem capaz de ser o empate, mas elas contam é dentro da baliza. E aí o Galatasaray foi mais eficaz.

 

Não podemos continuar a falhar tantas vezes defensivamente. Não consigo perceber algumas situações da equipa. Vejo por vezes jogadores a marcarem à zona, depois muitos outros com referências individuais e aquilo acaba por dar tudo numa grande confusão. Os lances da 1ª parte são um bom exemplo. Só Jardel tem estado em bom nível da defesa e acaba por resolver muitos lances. 

 

Não percebo também a gestão de alguns jogadores que é feita. Vejamos o Victor Andrade. Não fez a pré-época, mas depois aparece no 1º jogo do campeonato a entrar na 2ª parte e a ser titular no 2º jogo. Depois volta a desaparecer da equipa, jogando inclusive na equipa B a titular. De repente, volta a aparecer nos dois últimos jogos da equipa A, sendo um dos primeiros a entrar na equipa. É ao sabor do vento?

 

Depois Pizzi. Até quando vamos continuar a insistir com ele naquele lugar? Entrou mais uma vez e nada acrescentou. Bem pelo contrário. Continuo a dizer que o melhor 8 que o Benfica tem, esteve ontem na Turquia, mas a jogar pela hora de almoço. Até mesmo o João Teixeira. Não acredito que fizesse pior que o Pizzi com as mesmas oportunidades que este teve.

 

Depois a nossa equipa tem muitas lacunas e sem Nélson Semedo ainda se notou mais. Sílvio tem dificuldades defensivas como se viu ontem e que colocam a equipa em perigo. André Almeida tinha estado bem no meio até ontem, e penso que seja para manter. Eliseu é muito fraco, não serve para o Benfica. Depois lances como o do golo de Podolski acontecem, já que ele tem umas noções muito fracas do lugar que ocupa.

 

Raúl tem estado sempre muito bem a sair do banco e até disse que ele merecia a titularidade num jogo como este, mas cada vez me convenço mais que Mitroglou e Jonas funcionam muito melhor, entrando depois o avançado mexicano na 2ª parte. Mitroglou desgasta imenso as defesas contrárias, torna a missão deles muito mais difícil, e Raúl quando entra tem logo outro espaço para jogar. Claro que não será sempre a regra, mas parece-me o melhor.

 

A equipa sentiu esta longa paragem que apareceu na pior altura. Domingo há jogo grande. Que seja um grande Benfica em campo e um grande apoio nas bancadas.

 

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publicado às 20:12

Um problema de direita

por P1nheir8, em 15.10.15

 

A equipa do Benfica sofreu um duro revés esta semana. Nélson Semedo foi pela primeira vez convocado para a Selecção Nacional, mas infelizmente contraiu uma lesão no joelho ao defrontar a Sérvia - fractura osteocondral do joelho direito. Normalmente, os jogadores irem à Selecção, não me aquece nem arrefece e até prefiro que eles não vão. No entanto, confesso que fiquei contente com a chamada dele para estes dois jogos.Trabalhou muito para chegar onde está hoje, e todos sabemos o quanto é importante para os jogadores serem chamados para representar as cores nacionais. Mal sabia eu o que aí vinha. É esperado que o jogador apenas volte a jogar no princípio de 2016, tendo sido ontem operado.

 

A equipa não perde apenas o seu lateral direito para os próximos jogos. Nélson Semedo já é - na manobra da equipa - muito mais que um lateral direito. Já existiam muitas coisas boas a sair dali, muitas coisas trabalhadas e processos que se vinham a assimilar com os treinos e jogos. A saída ao homem e compensação do médio, o fechar bem por dentro, os movimentos interiores no ataque, a qualidade nos movimentos de ruptura e de quebrar as linhas adversárias, assim como a capacidade de esticar a equipa no ataque com as suas arrancadas. Muitas destas coisas, principalmente as ofensivas, vão ser perdidas em larga escala. É um lateral com características muito próprias e o único no plantel que as tem. Estava a crescer a olhos vistos, já que o potencial sempre esteve lá - como alertei durante a pré-época. Precisava de uma oportunidade, de melhorar algumas questões tácticas e de posicionamento.

 

Rui Vitória tem agora de encontrar uma solução para aquele lugar. Há 3 soluções possíveis para aquele lugar. Sílvio, André Almeida e Victor Lindelöf.

 

A minha opinião é que deve ser Sílvio a ocupar o lugar de lateral direito. É um jogador adaptado à posição, que se não estiver com debilidades físicas pode aparecer a bom nível e que pode dar mais ofensivamente à equipa. Defensivamente não sei como irá funcionar a saída ao homem com compensação do médio centro e se isto será para manter. Sílvio tem algumas dificuldades tácticas, principalmente na forma como se vai posicionando no campo. Com Luisão por perto, poderá ser mais fácil para ele ir corrigindo essas fragilidades. Depois de finalmente ser acertada a dupla de meio-campo com Samaris e André Almeida, penso que não se deve mexer aí, trazendo André para a lateral, entrando Fejsa, Talisca ou Pizzi para o meio. Se eles se estão a entender bem e a equipa está a ganhar com isso, não há que mexer. É preferível fazer uma troca directa, mexendo peça por peça, do que estar a mexer em duas posições, logo quando a equipa tem estado a melhorar. Não sou grande adepto de Lindelöf na lateral. Sei que na Suécia jogou muitas vezes nesse lugar, na selecção de Sub21 também, mas não acho que vá dar as garantias necessárias naquela posição, sendo a central que pode render mais.

 

Vamos ver o que Rui Vitória vai decidir. Sei que o jogo da Taça de Portugal serve para dar minutos a alguns jogadores menos utilizados, mas também acho que deva já testar a solução na defesa para os jogos que se avizinham e criar algumas rotinas.

 

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publicado às 15:25

Fim-de-Semana das Modalidades

por Miguel Martins, em 13.10.15

 

Começou este fim-de-semana a Liga de Basquetebol em Portugal. Logo a marcar esta 1ª jornada, tivemos a greve dos árbitros que impossibilitou a realização do jogo Benfica x Vitória de Guimarães. Desde já, uma nota muito negativa para a Federação. Continua a ser um dos maiores problemas da modalidade em Portugal ao contrário daquilo que deveria ser. Numa liga já de si deficitária em termos financeiros, ainda assistimos a este tipo de situações que acarretam mais custos para os clubes em viagens, estágios e policiamento aos clubes. Uma situação vergonhosa e que carece de uma solução com a máxima urgência.

 

No Domingo, a equipa do Benfica deslocou-se à Maia para defrontar a equipa local. O jogo foi desde cedo controlado pelos comandados de Carlos Lisboa, pese o Maia ter sido um digno adversário, tentando dar a luta possível. Ao intervalo, o Benfica já ia vencendo por 22-30, sendo que o resultado final foi 50-64.


Duas notas adicionais sobre este jogo. Cláudio Fonseca teve uma boa exibição, acabando com 16 pontos, 11 ressaltos e 2 desarmes de lançamento. A outra nota é menos positiva, já que o Benfica marcou poucos pontos para o potencial ofensivo que apresenta.
No próximo sábado, defrontamos o FC Porto em casa, às 18h30. No domingo, a equipa desloca-se a Barcelos para defrontar a equipa local, em horário ainda a definir.


 

A nossa equipa de Futsal teve a sempre complicada deslocação a casa do Boavista nesta última jornada. O jogo bastante equilibrado, onde estivemos por 3 vezes em desvantagem no marcador. Apresentando-se sem Juanjo, Chaguinha e Jefferson, o Benfica teve muitas dificuldades para controlar o jogo, caindo no tipo de jogo que o Boavista queria. Foi com alguma surpresa que o Boavista chegou ao 1-0, tendo de imediato o Benfica reagido e feito o 1-1 por intermédio de Alan Brandi. Contra a corrente de jogo, a equipa da casa voltou a fazer o 2-1, num erro clamoroso do nosso guarda-redes Bebé. Pouco depois, voltamos a empatar por intermédio de Ré. Praticamente na reposição de bola, o Boavista fez o 3-2. Resultado que se registava ao intervalo. Destaque nesta 1ª parte para a expulsão de Henmi que é absolutamente inadmissível para um atleta do Sport Lisboa e Benfica.


Na 2ª parte, o Benfica acertou em termos defensivos, começando a pressionar mais os adversários. Patias, através de duas grandes penalidades, colocou o Benfica a vencer por 3-4. Depois de estar em vantagem, a equipa de Joel Rocha tornou-se dona e senhora do jogo, tendo feito o 3-5 por Bruno Coelho, o 3-6 por Patias. Mesmo a terminar o jogo, Fábio Cecílio fez o 3-7, estabelecendo o resultado final da partida.


Na ressaca da boa prestação europeia, e sem jogadores decisivos, o Benfica teve uma vitória muito saborosa. Patias foi o homem do jogo.


Sábado, recebemos o Sporting em casa, às 14h30.


 

A equipa de Hóquei em Patins, deslocou-se a Viana do Castelo, onde defrontou a Juventude de Viana. Uma deslocação a um pavilhão sempre difícil. Sem grandes brilhantismos, o Benfica venceu por 3-6.


Ao intervalo, já íamos vencendo por 0-1, fruto de um golo de João Rodrigues a concluir uma boa jogada coletiva. No reatamento, fizemos o 0-2 por Marc Torra, tendo a Juventude reagido e reduzido para 1-2. Num jogo de parada e resposta com diversas oportunidades de golo para ambas as equipas, João Rodrigues voltou a marcar e a fazer o 1-3. Logo de seguida, o mesmo jogador fez o 1-4, dando alguma tranquilidade ao Benfica. Depois deste momento, controlámos sempre o jogo, pese a Juventude ter ainda reduzido para 2-4. No entanto, passados alguns minutos, Nicolia colocou um ponto final no jogo, fazendo o 2-5. Nos momentos finais ainda se assistiu a mais 2 golos. Primeiro por intermédio do nosso capitão Valter Neves, fazendo o 2-6, para depois o Juventude reduzir e fixar o resultado final em 3-6.

Este Benfica, para os jogadores que tem, joga pouco e de forma desequilibrada. Não percebo como entramos em campo com 2 jogadores muito semelhantes em termos de movimentação, como são os casos de Marc Torra e João Rodrigues. Assim como entramos com 2 jogadores defensivos como Valter e Tiago Rafael, ficando no banco jogadores como Diogo Rafael e Nicolia. Não seria mais produtivo um 5 inicial com Trabal, Valter, Diogo, Nicolia e João? Depois a rotação era feita com Tiago Rafael, Miguel Rocha, Adroher e Torra. É certo que no hóquei a titularidade não é relevante, pois todos jogam e não há limites de substituições, mas os 5 deviam ser equilibrados em termos de velocidade, fantasia e equilíbrio defensivo. A rever, por Pedro Nunes.


No fim-de-semana não jogamos, ficando agendado o derby com o Sporting para quarta-feira, dia 21, às 21h00. Nota negativa para o horário do jogo, já que coincide com o jogo da equipa de futebol na Turquia. Mais uma vez, os nossos rivais tiveram medo do pavilhão da Luz cheio. Recordo-me de um outro rival o ter feito na época passada e lhe ter corrido bastante mal. É repetir a dose esta temporada. 



Começou também este fim-de-semana o Campeonato Nacional de Voleibol. Na 1ª jornada, o Benfica recebeu e venceu o Vilacondense por 3-1, com parciais de 25-11, 19-25, 25-22 e 25-12.


Num encontro que seria teoricamente fácil, o Benfica teve um 1º set muito bom. Depois no 2º e no 3º set, demonstrou diversas desconcentrações que não são admissíveis para o nosso nível. No 2º fomos mesmo derrotados de uma forma clara. No 3º, estivemos a vencer folgadamente, mas permitimos a reação da equipa adversária, tendo depois a nossa maior valia em termos de qualidade dado para segurar a vitória. No 4º set voltámos ao nosso nível e vencemos confortavelmente.


No próximo sábado temos a sempre difícil deslocação a Espinho, onde defrontaremos o Sporting de Espinho, num jogo marcado para as 17h. No Domingo, recebemos às 17h um reforçado Castêlo da Maia.


 

Sábado, a nossa equipa de andebol recebe o Madeira SAD às 16h30, por isso, tudo se conjuga para um dia à Benfica nos pavilhões da Luz. Derby de Futsal, um sempre apetecível Benfica-Madeira SAD em Andebol e para terminar, um clássico entre Benfica e FC Porto em Basquetebol.

E porque o Benfica é mais do que futebol, tudo aos pavilhões!

 

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publicado às 21:00

Jonas

por MonstroDasCuecasRotas, em 04.10.15

 

Já passaram uns dias, outro jogo está à porta, mas o efeito da noite europeia continua presente. Continuo extasiado com tudo aquilo, adormeço e acordo com o desfile daquelas imagens, não tivesse o Benfica essa capacidade única para me tornar numa criança de novo. Ver o Benfica vencer uma equipa de topo na prova máxima do futebol europeu, fora de casa, com a garotada a dar chocolate e a decidir o jogo, jogando com o histórico branco da camisola alternativa mais bela das últimas décadas, é algo que me acompanhará durante longos anos. Foi tudo perfeito, o cosmos começa finalmente a querer colocar as coisas no sítio para que este sonho se concretize.

 

Mas desta vez quero particularizar os elogios, porque há um jogador que me enche as medidas, como eu já não me lembro de ver ninguém no Benfica conseguir.

 

É moda hoje dizer-se que Gaitán é o jogador mais talentoso da equipa. Ora, como não confundo talento com valor de mercado, que depende sempre da idade, sou obrigado a discordar. Gaitán é um extraordinário desequilibrador, mas não está no mesmo patamar de Jonas. Não, porque seja limitado de alguma maneira, mas porque Jonas está num patamar só dele,  no que à capacidade intelectual para jogar futebol diz respeito. Tudo bem, eu sei que Gaitán também é o melhor jogador do mundo, tal como o Júlio César também é, e que a bola de ouro de Semedo em 2018 é uma mera formalidade, mas Jonas é o melhor do mundo mais um bocadinho. Na verdade, Jonas será o melhor do mundo mesmo quando tiver 80 anos, apenas não terá a capacidade física necessária para acompanhar o intelecto, o que dará a oportunidade a outros de o serem. Outros que até poderão ser mais dotados tecnicamente, mais rápidos, mais fortes, mas nunca terão o talento do Jonas para pensar um jogo de futebol. É impossível.

 

A maioria dos seus jogos são Tratados vivos, em movimento, sobre como bem jogar futebol, sobre a leitura de jogo no futebol. Não são os pés de lã que mais impressionam, o talento puro para tratar a bola com conta, peso e medida em todo os seus gestos técnicos, ou o facto de fazer golos com o pior pé que outros não fariam com o melhor, ou a capacidade para desequilibrar no jogo aéreo mesmo não tendo a envergadura física de outros, ou a responsabilidade que considera ter e assume para entreter as bancadas, ou o facto de dançar entre os rivais, dando muitas vezes a sensação que irá perder a bola, mas sem que tal acabe por acontecer. O que mais impressiona com Jonas é a realização do seu pensamento, é sentirmos que os recursos técnicos são o acessório, a consolidação daquilo que realmente o torna especial: a inteligência.

 

Jonas é o jogador que se ri daquilo que se ensina aos miúdos, do 1-2, de primeiro receber e depois virar. Com o Atlético, equipa exemplar na forma como pressiona com agressividade, perdi a conta às vezes que tirou adversários do caminho abdicando da recepção, com uma simples simulação de corpo. Antes da bola lhe chegar, já sabe como vai tirar o adversário do caminho, sem sequer lhe tocar. A visão periférica é de outro mundo, basta observar a rapidez com que em curtíssimos espaços de tempo olha para um e outro lado, para perceber que está sempre ao corrente de tudo o que se está a passar à sua volta. É daqueles jogadores que vai com a bola num 3 para 3 e não cede à tentação de libertar rapidamente a bola no colega, por receio que lhe chamem egoísta, é capaz de perceber que a melhor jogada é usar o apoio dos colegas para terminar a jogada sozinho, peçam as bancadas o que pedirem. Jonas rima com decidir bem, com ler bem.

Depois há algo ainda mais fascinante e que acontece com poucos jogadores. Na bancada ou na televisão, temos o hábito de dizer "faz isto", "faz aquilo", "dá agora", "olha aquele solto na esquerda", "não tens hipótese, dá atrás", etc, e há jogadores que parecem ter uma facilidade superior para perceber à altura do relvado aquilo que o adepto está a ver de uma perspectiva muito mais favorável. Jonas é um desses jogadores, mas leva-o para outro grau, consegue arranjar soluções que o comum adepto, lá de cima, nem sabia que existiam, nunca as viu, daquelas que nos apanham tão de surpresa que até provocam gargalhadas. O futebol de Jonas, de uma ponta à outra, é prazer puro, só se pode ver com um sorriso na cara. Elegância, criatividade, eficácia, garra. Jonas é o protótipo do futebolista ideal.

 

Como se não bastasse, é o tal jogador à Benfica que idealizo. Não o jogador à Benfica a quem basta correr muito e ser viril para assim ser considerado, mas o jogador que está ao nível do Benfica em todos os sentidos: no espírito de sacrifício, mas também no talento, no saber estar, na percepção de onde está, na consciência do carácter especial do clube que representa, na epicidade com que sabe ser ídolo de quem ama o Benfica. Jonas é o espírito de sacrifício de Luisão, o talento de Aimar, o saber estar de Júlio César, a epicidade de Cardozo. Jonas é um ídolo à antiga, é o Paneira moderno. Até de botas pretas joga, veja-se bem o quão raro é no futebol moderno. Jonas é o tipo que de meias em baixo, e com aquele andar de rei deste mundo e de todos os outros, ajeita o material ao ser substituído na maior das calmas. Jonas questiona a minha sexualidade, não há limite para o nível da sua epicidade. Por tudo isso, é a grande figura desta equipa, a mais memorável, a mais especial, a mais Benfica.

 

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publicado às 14:11

Análise ao Atlético Madrid vs Benfica

por P1nheir8, em 02.10.15

 

Na 2ª jornada do Grupo C da Liga dos Campeões, o Benfica deslocou-se à capital espanhola, onde defrontou o Atlético Madrid. Para este jogo, Rui Vitória fez entrar Raúl Jiménez para o 11 titular, tendo saído Mitroglou. Tudo o resto se manteve igual em relação ao último jogo.

 

Como era esperado, desde cedo que o Atlético tentou pegar no jogo. Contudo, o primeiro lance de grande perigo é do Benfica, com Jonas a rematar ao lado, depois de uma boa jogada. A equipa de Rui Vitória ia tentando ter bola e manter a sua identidade. O perigo aparecia em ambas as balizas. Primeiro, Jardel evita o golo de Correa, depois é Filipe Luís a evitar o golo de Gonçalo Guedes.

 

Perto dos 21 minutos, o Atlético quase marca, mas Jackson atira por cima. Foi o aviso para o que ia acontecer aos 23 minutos. Boa jogada da equipa espanhola e Correa aparece a finalizar na cara de Júlio César. Alguns segundos depois, o Atlético volta criar perigo, depois de uma perda de bola de Samaris. Na sequência da mesma jogada, Jackson atira ao poste. Eram momentos de grande aperto para a equipa do Benfica, que volta estar muito perto de sofrer golo aos 29 minutos. Júlio César defende o primeiro remate e depois a recarga sai por cima.

 

Quando o jogo não o fazia crer, o Benfica empata aos 36 minutos. Cruzamento de Nélson Semedo na direita, e a bola chega a Gaitán que remata para o fundo das redes de Oblak. Com o golo, o Benfica conseguiu acalmar o jogo e afastar a bola da sua baliza. Pouco de mais importante aconteceu até ao intervalo, e 1-1 era o resultado que se verificava.

 

 

O Benfica não entrou mal no jogo. O jogo foi dividido até aos 15 minutos, mas depois naquele período até ao empate de Gaitán, passámos enormes dificuldades. Durante esse tempo, a equipa não conseguiu ter bola e sofreu muito por isso. Os desequilíbrios causados foram muitos, com várias bolas nas costas da defesa. Gaitán pouco ajudava Eliseu na parte defensiva e com Juanfran a subir constantemente, era uma grande problema.

 

Jardel e Luisão demoraram a acertar, levando com várias bolas nas costas. A linha defensiva teve alguns problemas, não resultando nada bem e não conseguindo colocar os jogadores adversários em fora de jogo. Eliseu teve bastantes problemas. Os movimentos interiores de quem caía junto a ele e as subidas do lateral contrário, foram um grande problema. Foi muitas vezes apanhado em inferioridade numérica por aquele lado. Nélson Semedo foi conseguindo estancar os lances pelo lado dele, mas teve muita ajuda de André Almeida e Gonçalo Guedes.

 

André Almeida e Samaris também tiveram muita dificuldade durante a 1ª parte. Fizeram várias compensações, mas depois os espaços apareciam noutros lugares. Com bola não estiveram nada mal, apenas a ressalvar aquela perda de bola de Samaris logo a seguir ao golo do Atlético. Gaitán acabou por marcar o golo do empate, mas até aí tinha estado mal, e a ajudar pouco defensivamente. Guedes pautou esta 1ª parte pelo que tem feito em jogos anteriores. Muito trabalhador e a ajudar constantemente Nélson Semedo.

 

Jonas esteve bem, tentando jogar entre linhas, mas claro, durante aquele período teve muitas dificuldades. Jiménez trabalhou muito, é um jogador diferente de Mitroglou. Fez muita pressão nos centrais e baixou muitas vezes para vir buscar a bola.

 

 

Jackson recebe a bola com 5 jogadores do Benfica por perto. Mesmo assim, recebe, dá mais um toque e serve o lateral esquerdo que segue sozinho naquele corredor.

 

 

Desde o momento do toque de cabeça de Jonas, foram perto de 50 segundos com a posse de bola, onde todos os jogadores do Benfica participaram na jogada que acabou com Jonas a rematar ao lado da baliza de Oblak. Podemos ver segurança na posse, jogadores a virem buscar a bola entre linhas, a procura da melhor solução e a saída do Benfica a jogar com um dos médios a ir buscar a bola na linha.

 

 

Jiménez é um jogador diferente de Mitroglou, como disse na análise que lhe fiz. Aqui, podemos ver o avançado mexicano a descer quase até ao meio-campo para ter bola.

 

 

O Benfica a defender com toda a gente as bolas paradas, como tem sido hábito.

 

 

Bola no lateral direito do Atlético que consegue cruzar para a área, aparecendo depois um homem solto na entrada da área. Tão caro que ia custar um lance assim.

 

 

A boa diagonal de Gonçalo Guedes, servida por um grande passe de Eliseu. Pena a bola ter sido cortada em cima da linha.

 

 

O Atlético Madrid pressionava muitas vezes alto no terreno. Podemos ver neste lance que Gabi - um dos médios mais defensivos - está a pressionar Júlio César.

 

 

Eliseu sai para o ataque, passando a Gaitán. A bola não chega ao número 10 do Benfica, sendo cortada antes, mas nem assim o jogador se preocupa em recuperar rapidamente.

 

 

Nélson Semedo sobe e é André Almeida que compensa no corredor direito. Nélson vai recuando para o seu corredor e André Almeida continua por lá. Samaris fica sozinho no meio, saindo depois à bola. Tabela simples dos jogadores do Atlético e buraco na frente da defesa.

 

 

Lance do golo do Atlético. Bola entra pelo meio de André Almeida e Samaris. Oliver segue mais rápido que André Almeida, enquanto Gaitán acompanha Juanfran com os olhos. Bola no lateral espanhol, e Samaris a acompanhar Oliver. Como Almeida está atrasado no lance, Correa fica sozinho, assim como Griezmann na entrada da área. Ninguém fecha aquele espaço na entrada, grande tabela e golo.

 

 

Benfica tenta pressionar, mas o Atlético sai muito fácil, já que não existiu muita qualidade nesta pressão.

 

 

O problema que a defesa teve em acertar a linha na 1ª parte.

 

 

O golo do empate. Nélson Semedo cruza na direita, e Gaitán a aparecer ao 2º poste para rematar para o golo, depois dos avançados terem arrastado os centrais e lateral direito.

 

 

Boa saída do Benfica em contra-ataque, mas tanto Jiménez como Jonas chegam atrasados ao cruzamento.

 

 

Como Gaitán mudou o seu posicionamento após o golo do empate. Já veio defender mais e fechar o seu corredor.

 

 

 

Para a 2ª parte, entrou a mesma equipa em campo. Aos 51 minutos e numa altura que a equipa jogava com 10 devido à lesão momentânea de Jiménez, o Benfica faz o 1-2. Grande jogada de contra-ataque e Gonçalo Guedes a finalizar após um grande passe de Gaitán.

 

Com o golo, o Benfica baixou um pouco as linhas, dando ainda mais a iniciativa de jogo ao adversário. Continuava a pressionar, mas mais abaixo no terreno. Aos 58 minutos, Júlio César faz duas grandes defesas seguidas, evitando o empate. 60 minutos de jogo e o Atlético volta a estar perto de marcar, mas Luisão faz um fantástico corte de cabeça.

 

O Benfica tinha agora muitas dificuldades em chegar com bola ao meio-campo adversário, jogando mais em saídas rápidas para o ataque e baixando as linhas. Aos 71 minutos, Rui Vitória mexe pela primeira vez. Sai Raúl Jiménez e entra Mitroglou.

 

Benfica fechava muito bem os espaços ao centro, obrigando o Atlético a jogar pelas alas e a fazer muitos cruzamentos para a área. Aos 73 minutos, entra Fejsa e sai Samaris. Pouco mudou no jogo com as substituições. Mitroglou veio tentar segurar mais os centrais adversários e Fejsa dar mais força ao meio-campo, numa altura em que já se notava muito cansaço.

 

Quem já estava muito cansado era Jonas. O avançado brasileiro pediu a substituição e para o seu lugar entrou Pizzi, aos 79 minutos. O jogador português foi colocar-se na frente dos dois médios defensivos, tentando dar alguma criatividade com bola e ser mais um homem a ajudar na luta de meio-campo e no fechar dos espaços.

 

O jogo caminhava para o final. O Atlético não conseguia entrar com bola pelo centro do terreno e até ao fim assistiu-se a muitos cruzamentos e bolas paradas, onde o Benfica esteve muito bem a limpar tudo. O jogo acabou mesmo, com o Benfica a ganhar por 1-2.

 

 

Quando se esperava uma entrada muito forte do Atlético na 2ª parte, foi o Benfica que marcou o golo, numa grande jogada de contra-ataque. Isto veio mudar o jogo. A partir daí, as linhas do Benfica foram baixadas. A equipa foi muito solidária, ajudando sempre nas compensações. Existiu pouca posse de bola na 2ª parte - principalmente em zonas adiantadas do terreno - mas isso também se percebe. Estava a ganhar fora e a jogar contra um adversário muito forte.

 

Como disse, a equipa baixou a linha e os centrais ficaram mais confortáveis e foram cortando todas as bolas que apareceram pela zona central do terreno, fazendo uma grande 2ª parte. Eliseu melhorou também, não subiu nenhuma vez, e foi fechando os espaços do seu lado, contando já com mais ajuda dos colegas de equipa. Ajuda essa que Nélson Semedo continuou a ter do seu lado. O lateral do Benfica foi o jogador que, a par o Gaitán, conseguiu esticar mais vezes a equipa na frente, subindo pelo seu corredor com bola. É muito importante isto. Permite à equipa respirar um pouco e subir no terreno.

 

Samaris e André Almeida continuaram a tapar os espaços no meio e a fazer as devidas compensações. Depois do golo, já pouco subiram no terreno e ficaram mais recuados, roubando também muitas bolas. O jogador grego estava já muito esgotado, é natural que isto aconteça enquanto ele não aprender a gerir o seu esforço e ser mais criterioso em relação aos espaços que ocupa e nos desarmes que tenta fazer. Gaitán esteve muito bem na jogada do golo, tirando o adversário da frente e assistindo depois Gonçalo Guedes. Nesta 2ª parte, ajudou mais Eliseu em tarefas defensivas. Perto do fim do jogo, teve algumas más decisões, que lhe valeram perdas de bola. Guedes apareceu muito bem no golo que marcou e continuou a ser um jogador muito solidário defensivamente.

 

Jonas teve pouca bola, mas a que teve, foi jogada com critério, como no lance do golo. Depois já estava muito desgastado, mas até ser substituído, fechou muito bem as saídas a jogar do Atlético. Jiménez foi o que tinha sido na 1ª parte, a dar trabalho aos defesas da equipa espanhola, lutando sempre pela bola. Mitroglou, como é normal, teve pouco jogo para se mostrar muito, mas colocou em sentido a defesa adversária. Fejsa foi importante. Numa altura critica, veio dar força ao meio-campo. Já Pizzi entrou mal, perdendo quase todas as bolas em que tocou.

 

 

Jogada do golo. Gaitán recupera e entrega em Jonas, continuando depois a fazer o movimento de saída para o ataque. Jonas recebe e entrega, fazendo um pequeno compasso de espera para Gaitán estar em melhor posição para receber. Assim que Guedes vê que a bola vai entrar no extremo argentino, acelera logo na saída para o ataque. Gaitán tira o adversário do caminho e faz um grande passe para Guedes, que na cara de Oblak atira para o golo.

 

 

Podemos ver aqui Luisão a corrigir o posicionamento de Nélson Semedo.

 

 

Benfica a meter muita gente na área mas a esquecer-se do espaço na entrada da área. Fantásticas defesas de Júlio César.

 

 

Nélson Semedo a partir os rins a Oliver Torres sem tocar na bola.

 

 

Mais uma vez, o jogo de compensações entre Almeida e Nélson Semedo. Neste lance, poderia ter sido Almeida a sair naquela zona de Jackson, ficando Nélson Semedo na sua posição, mas como já temos visto, há cada vez mais referências individuais e não de zona.

 

 

Desatenção do Benfica e o jogador da equipa espanhola a entrar fácil entre linhas.

 

 

Grande saída do Benfica para o ataque, com Nélson Semedo em evidência. Bom toque de calcanhar de Raúl Jiménez mas depois o médio espanhol recupera bem. 

 

 

Como se posicionava muitas vezes o Benfica depois de estar em vantagem. Jogadores todos muito próximos e Gonçalo Guedes a ser quase um defesa.

 

 

Mais uma boa saída para o ataque, mas o passe de Jiménez sai demasiado para a frente.

 

 

Mais uma vez Guedes a ajudar muito a defesa.

 

 

Jardel a sair ao homem e Samaris a ir fazer o lugar dele.

 

 

Muita qualidade e classe de Jonas.

 

 

Pena que este passe não tenha entrado ou que Gaitán não tenha esperado mais um pouco. Seria uma situação de 3 para 1.

 

 

Esta foi uma grande vitória do Benfica. A equipa sofreu muito, mas nestes jogos é preciso saber sofrer. Teve também a sorte do jogo, mas já merecia, pois quase nunca a tem tido durante a época. Estes desafios só se podem ganhar com um colectivo muito forte e foi isso que foi demonstrado no campo. Jogadores a ajudarem-se mutuamente e muito solidários. A equipa tentou manter a sua identidade e durante alguns períodos da 1ª parte isso foi conseguido. Ter posse de bola, mesmo que não se crie muito perigo com ela, vai permitindo aos jogadores descansar um pouco e manter a bola longe da sua baliza. Com isso, dá para acalmar o ritmo a que se joga, o que é muito importante em alguns momentos.

 

Rui Vitória esteve bem, tanto na escolha do 11 como nas substituições. Claro que agora é fácil dizer isso porque resultou, mas diria o mesmo caso não tivesse resultado. Penso que tem aprendido um pouco com os erros, e isso viu-se neste jogo com a substituição de Samaris por Fejsa aos 70 minutos. Situação igual ao que aconteceu no Estádio do Dragão, com a equipa a começar a ceder e a precisar de força ali no meio-campo. Samaris já pouco andava e Fejsa veio dar outra consistência na ocupação daquele espaço.

 

Era um jogo muito difícil para a defesa. Teve muitas dificuldades na 1ª parte. Ainda há ali muita coisa para trabalhar. Confesso que ainda não percebi se as compensações são mesmo feitas da maneira que aconteceram neste jogo e se isso é mesmo a ideia que se trabalha. Vejo Nélson Semedo a sair sempre ao homem, com André Almeida a compensar logo. Depois do outro lado não vejo Eliseu a sair ao homem como faz Nélson, e o Samaris ali não tem nenhuma tendência para compensar. O jogador grego é quem compensa os centrais que vão saindo muitas vezes ao homem. Estas compensações precisam de ser melhor trabalhadas, são muito perigosas caso não resultem e nem sei se isto é o melhor. Semedo e Almeida têm de ser mais rápidos a recuperar e não estarem os dois a ocupar o mesmo lugar.

 

Gonçalo Guedes ajudou muito a equipa. O trabalho defensivo que tem feito é notável. Depois sai muito rápido para o contra-ataque e sabe movimentar-se sem bola. Mereceu o golo que marcou. Gaitán apareceu nos dois golos, mas até esse primeiro golo, pouco ou nada tinha feito. Tem de ajudar mais Eliseu. Eu acho que Rui Vitória lhe tem dado mais liberdade para não descer tanto no terreno, mas a equipa estava a sofrer muito com isso. A partir do golo que marcou, ele mudou o seu posicionamento e ajudou a fechar o corredor. Jonas é demasiada classe, é um jogador incrível. Jiménez mostrou que o Benfica pode estar descansado em relação a qualquer dos seus três avançados.

 

Foi uma grande noite europeia do Benfica. Na Europa dos grandes, onde eu acho que o Benfica deve fazer tudo para ir o mais longe possível. E que bom foi assistir a isto in loco. Agora é ir com tudo contra o União da Madeira. A equipa não pode relaxar.

 

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publicado às 19:58







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